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Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

Tu quoque, ONU?

Clima

ONU recomenda aos funcionários vestuário informal para poupar energia

31.07.2008 - 09h31 Lusa

A ONU recomendou ontem à noite aos funcionários e corpo diplomático que deixem nos armários a roupa tradicional e optem por uma indumentária informal que se adapte melhor ao novo plano de poupança energético a implementar na sede da organização. É a iniciativa "Cool UN".

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, autorizou a que se flexibilize o código de vestuário para que os cerca de cinco mil funcionários possam adaptar-se ao aumento da temperatura ambiente, já que a temperatura na sede da Secretaria da ONU vai passar de 22,2 para 25 ºC e de 21,1 para 23,9 ºC no anexo que alberga as salas de conferências da organização.

"Não nos vamos meter a polícias da moda mas o que procuramos é que as pessoas possam vestir roupas mais frescas", indicou, numa conferência de imprensa, Michael Adlerstein, responsável pelo projecto de modernização da sede da ONU.

Adlerstein deu o exemplo escolhendo para a ocasião uma camisa branca e calças caqui, em vez do tradicional fato escuro e gravata com que costuma luzir o reconhecido arquitecto nova-iorquino.

A ONU calcula que a diminuição do consumo de energia com o desligar do ar condicionado permitirá reduzir em cem mil dólares a factura energética do edifício e evitar a emissão de 300 toneladas de dióxido de carbono, um dos gases com efeito de estufa.

Adlerstein indicou que se a iniciativa der bons resultados, ela poderá estender-se para além de mês de Agosto e ser aplicada nos meses de Inverno, embora neste caso a recomendação seja usar roupas que conservem o calor corporal.

A ONU recordou, num comunicado, que os participantes na conferência internacional sobre alterações climáticas realizada no Verão passado na Ilha indonésia de Bali já acordaram adoptar uma indumentária mais adequada ao clima tropical.

O novo plano de poupança faz parte do projecto de remodelação da sede da ONU avaliado em 1900 milhões de dólares (1200 milhões de euros), que pretende converter o edifício conhecido como o "Palácio de Cristal" num modelo de modernidade e sensibilidade ecológica. O imóvel passou por reparações gerais desde a sua inauguração há meio século mas nunca a uma remodelação completa. As infiltrações são uma realidade no edifício, cuja estrutura contém amianto (mineral considerado cancerígeno), carece de um sistema moderno de risco contra incêndios e a potência do aquecimento e do ar condicionado é insuficiente.

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Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Professor, profissão perigosa

Mostrou imagens de escolas que desabaram

Professor chinês enviado para campo de trabalho por divulgar fotos de sismo na Internet

30.07.2008 - 15h06

Foto David Gray/Reuters in Público

Um professor chinês foi detido por ter partilhado fotografias de escolas que desabaram em consequência do sismo que abalou a província chinesa de Sichuan, em Maio passado, indicou hoje um grupo local de direitos humanos.

A organização Direitos Humanos na China informou que Liu Shaokun foi obrigado a cumprir um ano de “reeducação pelo trabalho”, avança a BBC.

O professor foi detido por “ter espalhado rumores e ter destruído a ordem social”, indicou o mesmo grupo.

O sismo de 12 de Maio matou 70 mil pessoas, muitas das quais eram crianças, que ficaram soterradas debaixo das suas escolas. As más condições dos edifícios das escolas públicas tornou-se um assunto delicado para o governo, e os pais enlutados chegaram a participar em diversos protestos pedindo um inquérito.

“Em vez de investigarem e pedirem responsabilidades pela construção má e perigosa dos edifícios escolares, as autoridades estão a recorrer a práticas de educação pelo trabalho para silenciar e deter cidadãos preocupados como o professor Liu Shaokun e outros”, afirmou o director executivo da organização Direitos Humanos na China, Sharon Hom.

De acordo com o mesmo grupo, a mulher de Liu Shaokun foi informada pela polícia, na semana passada, que o professor, da escola secundária de Guanghan, cidade de Deyang, tinha sido enviado para um campo de trabalho.

O sistema de “reeducação pelo trabalho” permite à polícia encarcerar um suspeito de um crime por um período que pode ir até aos quatro anos, sem a necessidade de culpa formada nem da apresentação de uma queixa formal. O sistema, em vigor desde 1957, é duramente criticado pelas Nações Unidas e diversas organizações internacionais.


Ver também aqui, aqui, e sobretudo aqui.

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Fiat lux!

LEDs orgânicos ganham 60% em eficiência e se aproximam da comercialização

Redação do Site Inovação Tecnológica - 30/07/2008

LEDs orgânicos ganham 60% em eficiência e se aproximam da comercialização     Imagem feito por microscópio eletrônico mostrando a rede orgânica e as microlentes utilizadas para aumentar a eficiência dos LEDs orgânicos.[Imagem: University of Michigan/Nature Photonics]

 

 

 

Tetos que se iluminam por inteiro, telas planas mais eficientes e lâmpadas planas e transparentes são apenas algumas das possibilidades abertas pelos LEDs orgânicos, mais conhecidos como OLEDs(Organic Light Emitting Diodes).

Porque essa verdadeira maravilha da iluminação ainda não chegou ao mercado? Porque essas lâmpadas frias e de estado sólido possuem uma ineficiência intrínseca ao seu projeto, que faz com que apenas 20% da luz que elas produzem consiga sair de dentro do próprio OLED.

Óptica e nanotecnologia

Agora, os pesquisadores norte-americanos Stephen Forrest (Universidade de Michigan) e Yuri Sun (Universidade Princeton) juntaram óptica e nanotecnologia para dar um salto rumo à solução desse problema: eles aumentaram a iluminação fornecida por um OLED em 60%.

Segundo reportagem publicada na revista Nature Photonics, o OLED equipado com a nova tecnologia emite 70 lumens por watt de potência consumida. Uma lâmpada incandescente tradicional emite 15 lumens por watt, embora avanços recentes também na área da nanotecnologia estejam aumentado esse valor (veja Lâmpadas incandescentes ficam frias e 8 vezes mais eficientes).

As lâmpadas fluorescentes compactas chegam a produzir até 90 lumens por watt, mas sua luz irrita os olhos, elas são caras, duram menos do que o prometido e, pior de tudo, utilizam mercúrio.

Funcionamento do LED orgânico

LEDs orgânicos ganham 60% em eficiência e se aproximam da comercializaçãoNo interior de um OLED, a luz branca é gerada quando um elétron atinge uma camada finíssima de materiais orgânicos que possuem propriedades semelhantes às dos materiais semicondutores (que são inorgânicos). O choque do elétron causa a emissão de um fóton.

O problema é que o fóton é disparado paralelamente à camada de material orgânico e não na perpendicular - para escapar de dentro do LED orgânico, o fóton deveria caminhar na vertical, na direção de quem olha para o dispositivo.

OLEDs estado da arte

O aumento na eficiência dos OLEDs foi conseguida combinando-se uma espécie de rede feita de materiais orgânicos (contendo carbono) funcionando em série com minúsculas microlentes que guiam para fora a luz que normalmente fica presa lá dentro. A rede reflete a luz, enviando-a na direção da lente de formato hemisférico, que se encarrega de dirigi-la para fora do LED.

Os pesquisadores afirmaram ter trabalhado com um OLED mais simples, mas não o mais eficiente disponível. Agora eles vão testar a sua nova tecnologia nos OLEDs estado da arte, avaliando as questões de custos, que poderão viabilizar ou não a sua comercialização.

Recentemente, pesquisadores brasileiros fizeram um importante avanço na área dos LEDs orgânicos, com uma pesquisa que foi capa de uma revista internacional - veja Descoberta brasileira em eletrônica orgânica é capa de revista internacional. 

Bibliografia:
Enhanced light out-coupling of organic light-emitting devices using embedded low-index grids
Yiru Sun, Stephen R. Forrest
Nature Photonics
July 2008
Vol.: 2 No 7
DOI: 10.1038/nphoton.2008.132

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Sábado, 26 de Julho de 2008

País de marinheiros?

Ou de "cabeças no ar"? Não há fome que não dê em fartura...

Aeronáutica

Construtora de aviões Embraer investe 400 milhões de euros na construção de duas fábricas em Évora

26.07.2008 - 09h40 Lusa

A empresa brasileira de aeronáutica Embraer, um dos maiores construtores mundiais de aviões, vai investir cerca de 400 milhões de euros em duas fábricas na cidade de Évora, revelou à Lusa fonte ligada ao processo.

O investimento da empresa brasileira em Portugal está previsto num acordo Ogma/Embraer, que vai ser celebrado hoje numa cerimónia, no Centro Cultural de Belém, em que estarão presentes o Presidente do Brasil, Lula da Silva, e o primeiro-ministro português, José Sócrates.

A fonte contactada pela Lusa adiantou que o projecto, considerado de interesse estratégico nacional, vai receber incentivos do Estado português, tendo em conta a localização no interior do país.

As duas unidades fabris de componentes estruturais de aviões vão ser construídas na área do aeródromo da cidade alentejana.

O investimento prevê a criação de cerca de 500 postos de trabalho directos e mais de mil indirectos, avançou a mesma fonte.

A brasileira Embraer é uma das maiores empresas aeroespaciais do mundo, que já produziu cerca de cinco mil aviões, que operam em 76 países dos cinco continentes.

Para a cidade alentejana, está também previsto um outro projecto para a construção de aviões, o Skylander, promovido pelo grupo francês GECI Internacional.

O projecto do Skylander, da responsabilidade da Sky Aircraft Industries, criada pela GECI em parceria com investidores portugueses, envolve um investimento de mais de 100 milhões de euros, incluindo a construção de uma fábrica também na zona do aeródromo municipal de Évora.

A Sky Aircraft Industries prevê produzir 1100 aviões, entre 2011 e 2027, estando o voo do primeiro protótipo previsto para finais de 2009.
O projecto, que já reúne mais de 400 promessas de compra, muitas delas para o Dubai, prevê criar 3000 postos de trabalho, 900 directos e os restantes indirectos.

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Já posso viajar descansado!

TEMPESTADES CÓSMICAS

Cientistas americanos decifram mecanismo que gera aurora boreal e austral

Publicada em 24/07/2008 às 23h09m - EFE 
Cientistas americanos decifram mecanismo que gera aurora boreal e austral - Nasa

WASHINGTON - Cientistas americanos afirmam ter decifrado o mecanismo que gera as tempestades cósmicas que causam as auroras boreal e austral e desordenam as operações dos satélites, as redes de abastecimento elétrica e os sistemas de comunicações, segundo um relatório divulgado pela revista "Science". Os fenômenos, também chamados de subtempestades, foram nas últimas décadas uma preocupação permanente para a segurança dos astronautas.

Segundo Vassilis Angelopoulos, professor da Universidade da Califórnia, existem duas teorias que tentam explicar a origem das tempestades. Uma delas diz que o mecanismo desencadeador surge relativamente perto da Terra. Trata-se da acumulação de grandes correntes de íons carregados e elétrons ou plasma que são liberadas por uma explosiva instabilidade.

A segunda assinala que o mecanismo está mais longe e o processo é diferente. Quando duas linhas de campo magnético se aproximam devido à carga energética do sol, se chega a um limite crítico em que as linhas se reconectam e transformam a energia magnética em cinética e calor. Essa energia é liberada e produz uma aceleração dos elétrons do plasma, de acordo com a explicação dos cientistas.

Segundo Angelopoulos, pesquisador do Projeto Themis financiado pela Nasa, sua pesquisa determinou que a segunda teoria é a correta.

"Nossos dados demonstram claramente e pela primeira vez que a reconexão magnética é o fator desencadeante das tempestades cósmicas".

Themis corresponde à sigla em inglês de "História Cronológica de Eventos e Interações em Macroescala de Subtempestades".

O cientista afirma que sua pesquisa obedeceu a necessidade de prever quando ocorrem essas tempestades "para que os astronautas entrem em suas naves" e "possam desligar os sistemas dos satélites para que não sejam danificados".

 

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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

A sul o sol da salvação

Afinal a sul não são só camelos e deserto...

 

Proposta apoiada por Gordon Brown e Nicolas Sarkozy

UE propõe que energia solar do deserto do Sara abasteça de electricidade toda a Europa

23.07.2008 - 15h48 PÚBLICO

Rui Gaudêncio (arquivo)
Os críticos alegam que as renováveis nunca serão economicamente viáveis porque o clima não é suficientemente previsível
O instituto que aconselha a Comissão Europeia para as questões da Energia propôs ontem um plano ambicioso para abastecer de electricidade toda a Europa com a energia solar captada no deserto do Sara, revelam hoje os jornais “The Guardian” e “El Mundo”. A proposta tem o apoio político de Gordon Brown e Nicolas Sarkozy.
“Bastaria captar apenas 0,3 % da luz solar que incide sobre os desertos do Sara e Médio Oriente para satisfazer todas as necessidades energéticas da Europa”, disse Arnulf Jaeger-Walden, do Instituto para a Energia da Comissão Europeia, no Fórum Euroscience 2008 (ESOF), que decorreu em Barcelona de 18 a 22 de Julho, citado pelo “El Mundo” online.
Os cientistas pedem a criação de uma série de centrais solares gigantes como parte de um plano para partilhar os recursos de energias renováveis da Europa por todo o continente. Essa nova rede energética já tem o apoio político do Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown. Através desta rede – com cabos de alta voltagem e corrente contínua -, o Reino Unido e a Dinamarca podem exportar energia eólica e importar energia geotérmica produzida na Islândia, por exemplo. A iniciativa responde às críticas de que as renováveis nunca serão economicamente viáveis porque o clima não é suficientemente previsível. Segundo explica o “The Guardian”, mesmo que o vento não sopre com força suficiente no Mar do Norte pode soprar algures no resto da Europa.
Explorar o Sol que atinge o Sara pode ser especialmente eficaz porque a luz solar ali é mais intensa. Os painéis fotovoltaicos no Norte de África poderiam gerar até três vezes mais electricidade, comparados com os painéis do Norte da Europa.
A maior fatia dos custos vem do desenvolvimento da rede que ligasse os países do Sul do Mediterrâneo. Estes ainda não têm capacidade para transportar a electricidade que as centrais solares africanas poderiam gerar.
Mas já há trabalho feito. A Argélia pretende exportar seis mil Megawatts de energia solar para a Europa em 2020.
Os cientistas admitem que serão precisos muitos anos e um grande investimento para o Norte de África gerar energia solar suficiente para abastecer a Europa. No entanto, em 2050, aquela região pode produzir cem gigawatts, mais do que a electricidade gerada por todas as fontes no Reino Unido. O custo seria de cerca de 450 mil milhões de euros.
Jaeger-Walden acredita que a construção das centrais solares no Norte de África ajudaria a baixar os custos da energia para os consumidores.

 

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Transistor de papel

A comunidade tecnico-científica portuguesa tem mais um motivo para se orgulhar: a criação de um transistor de papel (literalmente falando).

E para aqueles que dizem que a notícia do Público sobre este assunto está cheia de "grosseiros erros científicos", aqui vai a mesma notícia conforme foi divulgada hoje pela 'newsletter' brasileira Inovação Tecnológica, esta por sua vez baseada no texto High Performance Flexible Hybrid Field Effect Transistors based on Cellulose Fiber-Paper, a ser publicado no IEEE Electron Device de Setembro 2008: 

Transístor de papel é construído por cientistas portugueses

Redação do Site Inovação Tecnológica - 22/07/2008

O termo papel eletrônico foi cunhado para descrever componentes eletrônicos que se tornaram finos e flexíveis, lembrando as propriedades físicas do papel. Mas agora uma equipe de cientistas da Universidade Nova de Lisboa, em Portugal, inverteu os termos da equação e utilizou papel mesmo para criar transistores eletrônicos totalmente funcionais.

Transístor de papel é construído por cientistas portugueses
[Imagem: Cenimat]

Transístor de papel

Coordenados pelos professores Elvira Fortunato e Rodrigo Martins, os pesquisadores portugueses utilizaram uma folha de papel comum como camada dielétrica para construir um transístor de efeito de campo (FET - Field Effect Transistor).

O transístor com a camada intermediária de papel apresentou desempenho eletrônico comparável ao dos mais modernos transistores de filmes finos (TFT - Thin Film Transistors) que, em vez de papel, utilizam camadas isolantes de vidro ou silício cristalino.

Componentes eletrônicos de biopolímeros

Um transístor de papel não é uma mera curiosidade. Tem havido um interesse crescente entre pesquisadores do mundo todo na utilização de biopolímeros para baratear os custos dos componentes eletrônicos. E, como a celulose é o principal biopolímero encontrado na Terra, nada mais natural do que utilizá-la.

Outros grupos de pesquisadores já haviam relatado o uso de celulose como substrato - uma camada de suporte físico - na construção de componentes eletrônicos. Até agora, porém, ninguém havia conseguido utilizar o papel como "interestrato" - camada intermediário de isolamento - em um transístor.

Na verdade, os cientistas portugueses utilizaram o papel tanto como "interestrato" quanto como substrato, já que eles construíram os transistores dos dois lados da folha de papel. "É um dois em um," simplifica a Dra. Elvira.

Aplicações do transístor de papel

Segundo os pesquisadores, o desempenho eletrônico do transístor de papel supera o desempenho dos TFTs de silício amorfo e é comparável ao dos TFTs de silício cristalino.

A demonstração do funcionamento dos transistores de papel abre grandes perspectivas para o barateamento de aplicações como os próprios papéis eletrônicos - agora sim, feitos de papel mesmo, - além das etiquetas RFID e diversos tipos de bioaplicações, onde o circuito eletrônico poderá ser incorporado a dispositivos biomédicos.

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Oscilante

O preço do petróleo continua a baixar "à procura do ponto de equilíbrio", já que está a deixar de ser um "investimento interessante".Quando o mar bate na rocha...

Porque quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão, já é hora de nós, consumidores do petróleo energético, começarmos a encontrar formas de cada vez mais prescindir - ou, no mínimo, a reduzir a dependência - desse papel de mexilhão.

 

Tempestade tropical sem efeito no Golfo do México

Petróleo mantém marcha descendente ao sabor da procura 

23.07.2008 - 10h11 -Por Reuters, PÚBLICO
Greg Locke/Reuters (arquivo)
A procura por petróleo abrandou e reduziu a pressão sobre os preços

O preço do petróleo de “Brent” cotado em Londres continuava hoje de manhã a sua marcha descendente das últimas semanas e baixava quase dois dólares (1,27 euros), para 127,62 dólares (81 euros) o barril, acompanhando a evolução da procura mundial.
Em Nova Iorque, o preço do petróleo “light” recuava dos 127 dólares o barril, beneficiando da diminuição da procura energética dos principais consumidores mundiais e da redução do impacto da tempestade tropical no Golfo do México.
Apesar do aumento do valor do dólar em relação às principais divisas mundiais, o preço da principal matéria-prima mundial continuava a demonstrar uma tendência para se ajustar em baixa, porventura à procura de novos pontos de equilíbrios.
A Reuters adianta que para alguns investidores o petróleo pode ter deixado de ser um investimento atractivo e parte do dinheiro que afluiu para esta matéria-prima no último ano pode, agora, estar a ser desviado para outros alvos.
A 11 de Julho, o preço do petróleo em Nova Iorque atingiu o valor recorde de 147,27 dólares (93,48 euros) o barril, mais 20 dólares (12,70 euros) sensivelmente do preço de hoje e representando uma subida de 30 por cento no ano, em comparação com 2007.
Em 2002, o preço do petróleo chegou a custar 20 dólares. De lá para cá, o incremento da procura mundial de petróleo, principalmente dos gigantes China e Índia, fez agravar sustentadamente os preços do petróleo em Londres e Nova Iorque até aos valores máximos atingidos já este mês.

 

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O nuclear volta ao ataque - 2

2.º round - o científico:

Carlos Varandas diz que abertura do debate sobre o nuclear é «extremamente oportuna»

:: 2008-07-16 - CiênciaHoje

Varandas diz que fusão nuclear demora décadas
Varandas diz que fusão nuclear demora décadas
A abertura do debate sobre o nuclear é "extremamente oportuna", mesmo tendo em conta apenas a fissão nuclear e não a fusão, um processo mais limpo e mais barato mas ainda a décadas de distância. A afirmação é de Carlos Varandas, presidente do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN), associado ao projecto do Reactor Termonuclear Internacional Experimental (ITER) actualmente em construção em Cadarache, perto de Marselha (França).
O investigador justificou hoje a sua posição à agência Lusa com as repercussões dos aumentos do preço do petróleo no custo da energia e porque "está agora a ser lançada no mercado uma nova geração de reactores de fissão nuclear, chamados de 'Geração 3', bastante mais seguros do que os anteriores e muito mais eficientes e limpos".
Na sua perspectiva, a electricidade de base "só pode ser produzida de duas maneiras: ou através das centrais hidroeléctricas, em que o governo investe muito, ou por centrais térmicas a gás natural, um processo poluente, embora menos do que o petróleo, mas cujos custos sobem com os deste, ou através de centrais nucleares". "Em Portugal, se vamos esgotar a nossa capacidade hidroeléctrica, se não queremos poluir e estar dependentes do preço do gás natural, então só temos a opção nuclear", considerou.
"Estou convencido de que em Portugal, tal como no resto da Europa, é vital relançar o debate sobre o nuclear e tomar as medidas que permitam ao governo, mais cedo ou mais tarde, tomar uma decisão", afirmou.
No entanto, o reacender do debate nada tem a ver com a fusão nuclear, e nomeadamente o projecto ITER, "que está a percorrer o seu percurso normal", tendo em vista a sua entrada em operação entre 2018 e 2020, salientou.

Daqui a quatro ou cinco anos

Depois de concluído, espera-se que, num período de quatro a cinco anos, o ITER demonstre a viabilidade científica e técnica da energia de fusão, apontando-se o início da produção comercial de energia para dentro de 40 a 60 anos, dependendo da vontade política.
A construção daquele reactor experimental arrancou este ano, estando neste momento já instalados edifícios provisórios, onde trabalham cerca de 200 pessoas, e estão a ser feitas escavações para os blocos finais.
Sobre a participação de Portugal no projecto, o investigador referiu duas vertentes, uma a nível internacional, com a negociação do primeiro contrato para toda a Europa na área do controlo e da aquisição de dados, a concluir no final do mês, e outra europeia, com a presença de um português a trabalhar já com funções de responsável na Agência Europeia de Fusão Nuclear.
"Por outro lado, estamos a aguardar que sejam lançados os concursos para os contratos de investigação a realizar em Portugal para o ITER, onde esperamos que Portugal possa assinar dois ou três até ao final do ano", acrescentou.

Fusão mais segura

Interrogado sobre as principais diferenças entre a fissão e a fusão nuclear, Carlos Varandas disse que "a fusão é ainda mais segura do que a fissão e praticamente não produz lixos radioactivos". Outra diferença é que "os combustíveis usados, a água e o lítio, são muito abundantes na Terra, e muitos baratos, em particular a água".
Para o investigador, as vantagens da fusão nuclear face à fissão nuclear são óbvias, nomeadamente porque "os elementos utilizados na fissão só existem em reservas para 100 a 200 anos, enquanto os da fusão nuclear, extraíveis da água do mar, "são praticamente inesgotáveis". A fusão nuclear é também, de acordo com Carlos Varandas, cerca de 100 vezes mais poderosa que a reacção de fissão.
Segundo os peritos, um quilograma de combustível de fusão permitirá produzir uma energia equivalente a 10 milhões de litros de petróleo. "Quando a central estiver construída será mais barata, mais limpa, mais segura e mais amiga do ambiente", afirmou, resumindo o processo como “a reprodução na Terra da produção energética do universo, onde toda a energia é gerada por reacções de fusão". "A seguir, dependendo das decisões políticas, vai ser necessário construir uma máquina que transforme em electricidade a energia térmica de fusão produzida no ITER", afirmou. "Se os políticos decidirem avançar desde já com a construção dessa máquina, chamada Demo, em paralelo com o ITER, poderemos ter electricidade dentro de 40 anos, caso seja decidido construí-la só depois de se ter a certeza de que a fusão é uma realidade, serão necessários mais 20 anos", explicou.
O ITER é um projecto de mais de 12 mil milhões de euros que agrega sete parceiros (União Europeia, EUA, China, Índia Japão, Coreia do Sul e Rússia), sendo a participação portuguesa coordenada pelo Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear, um Laboratório Associado com sede no Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa.

 

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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Yuhangyuan

A China poderá chegar à Lua antes de os EUA lá voltarem 

16.07.2008, Ana Gershenfeld

 O primeiro "yuhangyuan" (Foto BBC)Yuhangyuan quer dizer astronauta em chinês. Será um yuhangyuan o primeiro humano a regressar à Lua, lá para 2020? 

O espaço já não é o que era. A corrida espacial já não é uma competição em que apenas dois podiam participar, a Rússia e os Estados Unidos. Muitos outros actores estão a entrar neste jogo, e a China está a tornar-se um forte concorrente: na verdade, o próprio administrador da NASA, Michael Griffin, disse agora em entrevista à BBC on-line que "é claramente possível que, se a China quiser pôr pessoas na Lua, e se o quiser fazer antes dos Estados Unidos, pode fazê-lo com certeza. Em termos de capacidade técnica, não há qualquer dúvida de que pode".
Hoje, uma pletora de países entrou na competição pelo controlo e exploração espacial - e esta globalização do espaço, este assalto à "última fronteira" da Humanidade, ameaça seriamente retirar aos norte-americanos a liderança que até agora tinha sido sua.
Mesmo em relação ao envio de astronautas para a Lua, já em 2020 - como etapa prévia ao envio de uma missão tripulada a Marte, talvez em 2035 -, nada garante que a NASA possa conservar o avanço que conquistou há mais de 25 anos, quando o programa Apolo levou os primeiros homens ao satélite natural da Terra. Desde 1972 que nenhum ser humano voltou a pôr o pé na Lua.
Em 2003, a China tornou-se o terceiro país do mundo a colocar astronautas em órbita em redor da Terra. O primeiro yuhangyuan (astronauta em chinês) foi Yang Liwei, que permaneceu no espaço 21 horas, a bordo de uma nave Shenzhou 5.
Uma segunda missão levou dois astronautas chineses durante cinco dias para os subúrbios do planeta. O terceiro episódio desta saga chinesa, uma nova missão tripulada, está previsto para o próximo mês de Outubro.
Ainda segundo a BBC, embora as autoridades chinesas tenham exprimido dúvidas quanto a conseguirem levar uma missão tripulada até à Lua até 2020, o director da agência espacial chinesa declarou no ano passado considerar que uma missão tripulada da China à Lua era algo inevitável. Para 2013 ou 2015 está prevista uma missão de aterragem robotizada.
Confirmando a tendência para a perda de terreno dos Estados Unidos, um estudo recentemente publicado pela consultora norte-americana Futron revelou que a globalização do espaço está a acontecer ainda mais depressa do que se pensava, "ameaçando a liderança dos EUA no espaço".
Actualmente, segundo explica o jornal The Washington Post, que teve acesso ao estudo, já há seis países, para além da agência espacial europeia (ESA, da qual Portugal faz parte), com capacidade para colocar em órbita satélites e naves sofisticadas. E estão a ser projectados novos foguetões e naves para transportar astronautas - chineses, mas também russos, europeus, indianos - para a Lua.

Países colaboram entre si

Do lado das missões não tripuladas, o Japão e a Europa deverão lançar sondas para explorar o sistema solar e ir mesmo mais além. Prevê-se que a sonda europeia Exomars, nomeadamente, seja lançada em direcção a Marte já em 2013, com a missão de explorar a possibilidade de existência de vida naquele planeta de forma mais aprofundada que a sonda Phoenix da NASA, actualmente a cumprir a sua missão de três meses.
Há muitos países que estão a colaborar entre si - a Rússia e a União Europeia, Israel com o Japão e a UE (através da construção, naquele país do Médio Oriente, de um centro de lançamento de nanossatélites, salienta o Post). Mas enquanto este tipo de colaborações internacionais se intensifica, os EUA continuam relativamente isolados nos seus esforços.
Isto deve-se em particular à restrição imposta à exportação pelos EUA de tecnologias consideradas "sensíveis" pelos militares. "Ironicamente - lê-se ainda no diário norte-americano -, os esforços desenvolvidos para impedir o acesso à tecnologia espacial a potenciais inimigos têm travado a cooperação dos EUA com outras nações e limitado as vendas de equipamentos de fabrico norte--americano."
O resultado está à vista: hoje, são outros países que controlam o negócio da colocação em órbita de satélites comerciais de países como a Nigéria, o Brasil, Singapura, etc. A empresa europeia Arianespace é emblemática deste negócio florescente.

Vaivém ainda sem sucessor

Como se isto não bastasse, os vaivéns norte-americanos, os mais sofisticados transportadores espaciais em operação no mundo, vão interromper a sua actividade já em 2010, como foi recentemente anunciado. E os seus sucessores apenas deverão estar prontos em 2015, o que deixará os EUA sem acesso autónomo à estação espacial internacional (ISS, na sigla em inglês) durante cinco anos.
Interrogado pela BBC quanto ao impacto psicológico que esta perda de liderança poderá surtir no país - os norte-americanos estão habituados a serem os melhores nesta área -, Michael Griffin não se quis aventurar a responder: "Não sou psicólogo, não sei se tem ou não importância".
Mas esse perigo também está a pairar no ar.

 

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