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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Luiz Pinguelli Rosa

Em jeito de homenagem ao meu professor no Mestrado em Planejamento Energético da Coppe-URFJ (1996/9), Luiz Pinguelli Rosa, um texto seu que fez publicar n' A Folha de S. Paulo de 11 de Nov. 2008. 

[LPG é físico, director da Coppe-UFRJ (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e foi presidente da Eletrobrás (2003-2004).]


Luiz Pinguelli Rosa

Qualquer teoria é refutável, caso contrário, ela não é científica, segundo o filósofo da ciência Karl Popper. Mas o artigo de José Carlos Azevedo na Folha de 13/ 10 ("Qual temperatura?", "Tendências/Debates") cita o presidente da República Tcheca, que não tem base para refutar o aquecimento da Terra devido à emissão de gases para a atmosfera, como o CO2 da combustão de carvão, petróleo e gás natural.
O presidente tcheco, cristão-novo convertido ao capitalismo, ataca os ambientalistas em nome do mercado livre, que conduziu o mundo à crise financeira desencadeada nos EUA.
Paul Krugman, Nobel de Economia de 2008, critica essa ideologia. O controle da poluição também exige intervenção do Estado para regular a produção e o desperdício das camadas de maior renda. A Convenção do Clima da ONU foi ratificada pela quase totalidade dos Estados, mas o neoliberalismo radical de Bush o levou a não ratificar o Protocolo de Kyoto.
A relação que o artigo faz entre a origem do movimento ambientalista e o Estado nazista, com o argumento de que a expressão "meio ambiente" foi usada por um biólogo que era nazista, é ilógica. Seria o mesmo que associar ao nazismo as relações de incerteza da mecânica quântica só porque Heisenberg, que as formulou em 1927, tornou-se depois diretor de pesquisas no governo Hitler.
Azevedo considera o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, na siga em inglês) menos autorizado cientificamente que um grupo dissidente nos EUA. Entretanto, entre os autores do último relatório do IPCC está o Nobel de Química de 1995, Mário Molina, que convidei pouco antes de ser premiado pela teoria sobre os buracos na camada de ozônio no topo da atmosfera para um seminário no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.

Os dissidentes atribuem o aquecimento global aos raios cósmicos e à atividade solar. Mas isso está considerado no 4.º relatório do IPCC, de 2007, como efeitos naturais, que não explicam quantitativamente a temperatura da Terra sem incluir a contribuição humana. Como não podemos controlar fenômenos naturais, nos resta controlar os sociais, pelo princípio de precaução.
O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas contribui para a formulação de um plano de ação do governo, que inclui a redução do desmatamento, a maior fonte de CO2 no Brasil. Já para reduzir a atividade solar, não há o que fazer.
O artigo diz que efeitos naturais explicam o aquecimento global, mas afirma que não há como computar nem como medir a temperatura média da Terra. Ora, o que explicam, se nada pode ser previsto?
Embora a previsão do tempo só possa ser feita com margem de erro aceitável por curtos períodos, o estudo do clima não se confunde com a previsão meteorológica. Ele trata de médias estatísticas dos comportamentos possíveis da atmosfera em longos períodos, apesar de o tempo em um dia determinado ser imprevisível após poucas semanas, pois a atmosfera é um sistema caótico. O caos determinista, verificado por Lorenz nos anos 1960 na computação para a previsão do tempo, foi teorizado por Poincaré há mais de um século.
É complicada a determinação da temperatura média da Terra, e o artigo de Azevedo a ironiza ao falar no número de telefone médio, somando todos os números de um catálogo telefônico e dividindo a soma pela quantidade de telefones catalogados.
Isso não significa nada. Entretanto, podemos tomar os quatro primeiros dígitos, que codificam as estações por bairros. Se tomarmos telefones de duas estações do Rio -2294 (Leblon) e 2596 (Engenho de Dentro)- e calcularmos a média somando todos os códigos dessas duas estações na lista, se ela for menor que (2294 + 2596)/2 = 2,445, então há mais telefones (fixos) na estação do Leblon do que na do Engenho de Dentro. Nesse caso, sim, a média dá uma informação.
A base da teoria do efeito estufa vem de Fourier, em 1824, e Arrhenius, em 1895. Sem ele, a Terra seria muito fria, logo foi benéfico à vida.
Mas o alto consumo de combustíveis fósseis tem aumentado a concentração de CO2 na atmosfera e o degelo de geleiras perenes indica que a intensificação do aquecimento global tornou-se maléfica.

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Nova crise de petróleo em perspectiva

Consomem-se 85 milhões de barris por dia e em 2030 serão 106 milhões

13.11.2008 - 09h12 - Por Ana Fernandes 
A Agência Internacional de Energia já não tem dúvidas de que os poços petrolíferos em actividade pelo mundo estão a baixar a sua capacidade de produção e, com isso, está aberta a porta a mais uma crise do petróleo.

No seu último relatório, ontem divulgado, o organismo admite que já se regista uma queda de 6,7 % na produção, que chegará aos 8,6 % em 2030. Com o aumento que se prevê na procura, é urgente que se façam investimentos, ou haverá uma nova crise, eventualmente pior do que a deste Verão, alerta.

A novidade do relatório deste ano é o estudo exaustivo feito pela agência a 800 dos maiores campos petrolíferos do mundo. Para constatar que a taxa de declínio "vai aumentar significativamente no longo prazo." A situação já nem sequer é famosa hoje. Se a procura não se alterar até 2030, será necessário produzir mais 45 milhões de barris por dia para compensar a queda na oferta, diz a AIE.

Só que a previsão é de um aumento da procura. Hoje consomem-se 85 milhões de barris diariamente, mas em 2030 o consumo deverá estar nos 106 milhões de barris. O que coloca um grave problema, já que o petróleo, apesar de tudo, continuará a ser principal fonte energética do planeta.

A solução, defende a agência, é investir. Mas receia que a actual crise económica refreie a aposta no sector, o que conduziria a uma crise energética. Que já não demoraria muito. "É necessário aumentar a capacidade produtiva em 30 milhões de barris por dia até 2015", defende o relatório. Mas "há um risco real que a falta de investimento leve a uma crise na oferta neste lapso de tempo."

E já há sinais disso. Faith Birol, economista da AIE que ontem deu uma conferência de imprensa em Londres, disse que quase todos os dias se sabe de mais um projecto que foi adiado. 

A agência considera necessário injectar mais de 800 mil milhões de euros por ano até 2030 para aumentar a oferta. E apostar em novas tecnologias de pesquisa e prospecção.

Há, porém, um grande senão nos tempos que correm. Parte do petróleo que se está a descobrir é muito caro porque, ou está a grandes profundidades, ou é dispendioso extraí-lo, como é o caso das areias betuminosas do Canadá. Com o barril a menos de 60 dólares, alguns destes investimentos podem tornar-se desinteressantes.

Um cenário que alguns dos representantes das principais petrolíferas mundiais, que se reuniram recentemente em Lisboa, afastaram. O seu argumento reside no facto de que a programação dos investimentos das suas empresas não se fazem numa base anual, pelo que as actuais oscilações de preço podem não ser determinantes nas decisões.

Dependência da OPEP

Outro dos dados relevantes do relatório é a geografia do petróleo. A expectativa é que a produção caia mais abruptamente nos países desenvolvidos, com destaque para o mar do Norte e o Alasca. A agência considera que será nos países da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) que a produção mais crescerá, passando a representar 51 % da oferta mundial, contra os 44 % actuais.

Muito do investimento que se fará passará, assim, por companhias estatais, que passarão a representar 80 % do aumento da produção de petróleo e gás esperado em 2030, avança a agência.

Os cenários avançados são de grande incerteza. A todos os níveis. Da oferta aos preços, o que se tem como certo é a volatilidade. Por estas razões, a que acresce a segurança no abastecimento energético e o combate às alterações climáticas, a agência continua a dar ênfase à aposta em novas fontes.

Os sinais já são positivos. Segundo as previsões apontadas, as renováveis irão ultrapassar o gás, passando a ser a segunda maior fonte de geração de electricidade, já em 2010.

Mas há o outro lado da moeda, sobre o qual é preciso agir. O carvão, dada a sua disponibilidade mais equitativa em termos geográficos, é a fonte de energia cuja procura mais aumenta. Com todas as implicações que isso tem em termos de emissões de gases com efeito de estufa.

Sabendo-se que é na China e na Índia, assim como no Médio Oriente, que se esperam os maiores picos de crescimento da procura, há que encontrar alternativas para fazer face ao aumento das emissões. 

Se a tendência actual se mantiver inalterada, os gases libertados pelo sector energético aumentarão 45 % entre 2006 e 2030. A agência avança que para se conseguir estabilizar as emissões de forma a que não se ultrapasse um aumento da temperatura global em três graus, tem de se caminhar para um modelo energético de baixo carbono, assente nas fontes alternativas (onde inclui o nuclear) e no sequestro e enterro de carbono.

Isso implicaria um investimento de 3,2 mil milhões de euros, ou seja, 0,2 % do Produto Interno Bruto mundial. Para se baixar a fasquia para os dois graus, seriam necessários investimentos na ordem dos 7,3 mil milhões, isto é, 0,6 % do PIB global.

Mas só a eficiência energética poderia poupar 5,5 mil milhões em energia. Um dos campos onde se deve agir é nas cidades. É nelas que mais energia se gasta e a tendência é para continuar. Já hoje, dois terços da energia consumida no mundo ocorre nos meios urbanos. Em 2030, esta responsabilidade passará para três quartos.

Mas mesmo no cenário mais restritivo em termos de emissões, o petróleo continua a ter um lugar central. A agência faz questão de sossegar os grandes produtores de petróleo, afirmando que, mesmo que o mundo invista a sério numa economia de baixo carbono, ainda vão ser necessários mais 12 milhões de barris por dia em 2030 a acrescer aos que já hoje se consomem.

 

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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

TV Energia

Mudança de comportamentos no uso doméstico
10.11.2008 - 15h00 Lusa

A primeira televisão portuguesa online dedicada a promover a mudança de comportamentos no consumo doméstico de energia foi hoje apresentada oficialmente.
"O objectivo principal da TV Energia é promover a mudança de comportamentos e a utilização racional da energia, que é um recurso finito", referiu Vasco Ferreira um dos coordenadores do projecto à margem da apresentação do canal, que decorreu hoje em Lisboa. 
A "falta de informação" foi uma das razões que levou a equipa coordenada por Vasco Ferreira a criar um canal online onde serão exibidos três programas principais. 
O "Inova Energia" é um magazine de informação que inclui rubricas como "estilo de vida eficiente", em que figuras públicas partilham práticas sustentáveis. 
No "Cinema ao Ar Livre", o canal disponibiliza documentários e curtas-metragens sobre energia e alterações climáticas. 
Já no "Eventos Energia" está garantida a cobertura de conferências e eventos sobre sustentabilidade energética. 
O projecto é financiado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), através do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Eléctrica (PPEC)
Ao abrigo do PPEC 2008, a TV Energia recebeu um financiamento 313 mil euros. 
A TV Energia estará "no ar" até 31 de Dezembro de 2009, mas a ideia da equipa é "continuar o projecto" e para tal já estão a "estudar alternativas de financiamento". 
O PPEC teve início em 2007, tendo nesse ano sido gastos dez milhões de euros no programa, que geraram benefícios estimados em cerca de 52 milhões e uma poupança energética equivalente aos gastos de 195 mil famílias, de acordo com o presidente do conselho de Administração da ERSE, Vítor Santos, presente na apresentação.

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Sábado, 8 de Novembro de 2008

Dia Europeu da Saúde na Cozinha

Hábitos alimentares saudáveis devem ser incutidos ainda no útero

08.11.2008 - 11h35 Lusa
Os hábitos alimentares saudáveis devem ser incutidos nas crianças o mais cedo possível, tarefa que passa acima de tudo pelos pais, embora a escola também tenha um papel importante, defendem especialistas, por ocasião do Dia Europeu da Saúde na Cozinha, que hoje se assinala.

“É necessário educar o mais precocemente possível, desde que a criança está ‘in útero’”, disse à Lusa a nutricionista Ana Rito, dedicada à nutrição infantil.

De acordo com a especialista, os pais devem “manter os hábitos saudáveis que a criança faz no primeiro ano” como dar-lhe o leite a horas certas, por exemplo. “A partir dos dois anos há uma negligência em relação a alguns aspectos e estas pequenas alterações tornam-se um problema”, referiu.

Ana Rito defende que “a escola é um meio importante de educação alimentar”, mas que os pais “não podem delegar toda a responsabilidade nos professores e educadores”.

Também o director da escola superior de educação João de Deus defende que “tem de haver regras”. “Famílias excessivamente permissivas causam malefícios às crianças, que se notam aos 14/16 anos, altura em que já não dá para voltar atrás”, disse António Ponces de Carvalho.

Nos jardins-escola João de Deus, a alimentação é variada e quando as crianças não apreciam determinado alimento tenta sempre contornar-se a situação.

“No caso do peixe cozido, por exemplo, esmigalhamos as batatas e o peixe, misturamos e colocamos um pouco de azeite ou molho de manteiga. Alteramos a forma e misturamos os sabores, porque há texturas que provocam desconforto e sabores que não são apetecíveis”, explicou Ponces de Carvalho.

No caso de haver “repulsa”, o director defende que se “force um pedacinho, porque as crianças não podem comer apenas o que querem”. 

O complemento é ensinado nas aulas com ajuda da roda ou da pirâmide dos alimentos. Assim as crianças aprendem o que faz bem e o que deve ser evitado, “mas pode ser comido de vez em quando”.

“Se alguém ensinar, temos a certeza que a criança aprende. Através do estudo conseguimos concluir que aos quatro anos, os miúdos já têm noção do que devem comer”, disse em Junho à Lusa a professora Rosário Dias, aquando da apresentação do estudo de comportamento alimentar “Mais olhos que barriga”, que na fase 1 teve como “objecto de estudo” 373 crianças de 4, 5 e 6 anos.

Para a professora e uma das autoras do estudo, “os pais devem ser os primeiros a aprender, para depois ensinarem os filhos”.

As horas das refeições servem também para os mais pequenos aprenderem hábitos de higiene, a comer de garfo e faca, a beber de copos de vidro e a saber estar à mesa.
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Mais um tapete para pôr o lixo por baixo...

Volta e meia surge a descoberta de um novo tapete para baixo do qual se pode ir colocando o lixo...

Cientistas descobrem rocha capaz de absorver CO2

Plantão | Publicada em  07/11/2008 às 10h41m

NOVA YORK (Reuters) - Uma rocha encontrada principalmente em Omã pode ser usada para reter dióxido de carbono, o que consequentemente reduziria as emissões de gases do efeito estufa, segundo cientistas.

Quando o dióxido de carbono (CO2) entra em contato com a rocha peridotita, o gás se transforma em minerais sólidos, como a calcita.

O geólogo Peter Kelemen e o geoquímico Juerg Matter disseram que esse processo natural pode ser amplificado em 1 milhão de vezes para que minérios subterrâneos possam acumular permanentemente pelo menos 2 mil milhões dos 30 mil mlhões de toneladas de dióxido de carbono emitidas anualmente pela humanidade.

O estudo será publicado na edição do dia 11 deste mês da revista Proceedings, da Academia de Ciências Naturais dos EUA. Seus autores são ligados ao Observatório Geológico Lamont-Doherty, da Universidade Columbia, em Nova York.

A peridotita é a rocha mais comum do manto terrestre, a camada diretamente abaixo da crosta. Ela também aparece na superfície, particularmente em Omã (Península da Arábia), país convenientemente próximo de uma região que emite quantidades substanciais de dióxido de carbono na produção de combustíveis fósseis.

"Estar perto de toda aquela infra-estrutura do gás e petróleo não é uma coisa ruim", disse Matter em entrevista.

Os cientistas também calcularam o custo de extração da rocha e de seu transporte até usinas poluidoras. Concluíram que, ao menos por enquanto, o processo seria caro demais.

Na experiência-piloto, para a qual há uma patente preliminar, os pesquisadores injetaram água quente contendo CO2 pressurizado dentro da peridotita.

Segundo eles, de 4 a 5 mil milhões de toneladas de CO2 poderiam ser armazenadas por ano na peridotita de Omã e arredores, caso seja usada paralelamente uma técnica desenvolvida por Klaus Lackner, da Universidade Columbia, que usa "árvores" sintéticas para extrair o carbono do ar.

Ambas as tecnologias ainda precisam ser mais desenvolvidas antes de chegarem a um estágio comercial.

A peridotita também ocorre nas ilhas de Papua-Nova Guiné e Nova Caledónia (Oceania), na costa do mar Adriático e, em quantidades menores, na Califórnia.

Grandes países emissores de CO2, como EUA, China e Índia, onde não existem superfícies abundantes dessa rocha, teriam de encontrar outras formas de capturar ou reduzir as emissões.


Em tempo: o Público publicou idêntica notícia no dia seguinte.

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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Os nosso filhos nos acusarão

Um filme ao serviço de uma verdade que dói

«Nos enfants nous accuseront» estreou ontem em França

A cada ano, na Europa, cem mil crianças morrem de doenças causadas pelo meio ambiente. A poluição e a alimentação provocam 70 por cento dos cancros. Em França, constatou-se que o incidente aumentou em 93 por cento nos últimos 25 anos. 

“Nos enfants nous accuseront” - “As nossas crianças irão acusar-nos” - é um filme que conta a corajosa iniciativa do município de Gard, em Barjac (França), que decide introduzir alimentos biológicos na cantina escolar da aldeia. A longa-metragem documental, totalmente francesa, sobre meio ambiente e a alimentação, realizada por Jean-Paul Jaud tem estreia marcada para amanhã, em França e vai mexer com sensibilidades.

O realizador pinta um retrato sem concessões da tragédia ambiental que espreita a jovem geração: o envenenamento dos campos com químicos agrícolas (76 mil toneladas de pesticidas diversas sobre o país) e os prejuízos causados na saúde pública. Uma palavra de ordem: não só constatar os males, mas encontrar desde já os meios de acção para que, amanhã, as nossas crianças não nos acusem. 

É a primeira vez desde “Le Monde du Silence”, de Jacques Yves Cousteau (palma de Ouro do festival de Cannes em 1956), que o cinema francês se debruça sobre o meio ambiente. Se a preservação do universo marinho era já uma causa preciosa, a da alimentação das crianças ainda está longe de ser lembrada. Para não dizer urgente. 

Depois de percorrer as paisagens sensoriais francesas com a série “As quatro estações para…”, Jean-Paul Jaud fixa a objectiva da sua câmara na tragédia ambiental.

Um autarca exemplar

Consciente do perigo, um autarca decide encarar de frente o problema dando o exemplo com um passo político sem comparação – alertar a opinião e poderes públicos das consequências escandalosas de um sistema económico que deixa passar os interesses à frente da saúde da população. 

O realizador distingue a alimentação biológica, dizendo que “essa é natural”, da convencional que assinala de “química”, alertando para a obesidade infantil e o cancro do cólon. 

Os diferentes intervenientes do filme, crianças, pais, professores, enfermeiros, jornalistas, agricultores, eleitos, cientistas, investigadores, deixam as suas opiniões, análises, angústias, ira, o fruto do seu trabalho para a câmara. Cada um conta a sua experiência, denuncia os abusos, colocam questões, mas todos propõem soluções, com a condição que os diferentes organismos de decisão assumam as suas responsabilidades. Testemunhos concretos e inquietantes sobre uma realidade que se torna urgente. Quantas doenças, de tumores, enfermidades, tragédias proliferam sem que se faça nada?

 O filme começou na Unesco aquando de um colóquio que reuniu nomes sonantes a nível mundial da medicina e assinaturas da Appel de Paris.

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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Marcianos

 Janela de tempo em que pode ter existido vida no planeta aumentou

Novo mineral mostra que Marte teve água em estado líquido durante mais mil milhões de anos

NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona
A camada mais clara é a que tem os silicatos hidratados

29.10.2008 - 19h03 PÚBLICO
A NASA descobriu que Marte teve água em estado líquido durante mais mil milhões de anos do que se julgava. A sonda “Mars Reconnaissance Orbiter” (MRO), que orbita o planeta vermelho para estudar a sua geologia, descobriu a existência de opala, um mineral formado a partir de silício e que necessita de água em estado líquido para existir. Esta extensão de tempo aumenta as possibilidades de ter existido vida em Marte.

A MRO, dos Estados Unidos, chegou ao planeta vermelho em 2006 para fazer uma análise mais profunda da geologia e meteorologia marciana. A sonda tem uma capacidade de análise 20 vezes mais aguda do que qualquer outro aparelho que já olhou para o planeta, e conseguiu identificar pela primeira vez este tipo de minerais. O estudo vai ser publicado na edição de Novembro da revista científica “Geology”.

“Isto é uma descoberta excitante, porque estende o intervalo de tempo para a existência de água em estado líquido em Marte e os locais onde pode ter existido vida”, disse Scott Murchei, o investigador principal, responsável pelo espectrómetro da sonda, que trabalha no Laboratório de Física Aplicada, pertencente à Universidade de Johns Hopkins, em Laurel, Maryland. “Os depósitos de sílica opalina, podem ser bons locais para se explorar a possibilidade de Marte ser habitável, especialmente nestes terrenos mais jovens”, disse Ralph Milliken, do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA em Pasadena, na Califórnia.

A história da existência de água em Marte foi construída a partir da descoberta de minerais que só podem ser produzidos quando existe água líquida no planeta. A opala é o terceiro silicato que contribui para esta história e é uma janela para o passado mais recente.

Até agora só se tinham descoberto filosilicatos e sulfatos hidratados. Os primeiros, parecidos com argila, formaram-se há 3500 milhões de anos, quando o magma manteve contacto durante muito tempo com água. Os segundos foram produzidos devido à evaporação de água salgada e acídica e formaram-se durante um grande espaço de tempo até há três mil milhões de anos.

“A identificação de sílica opalina, diz-nos que a água existiu até há dois mil milhões de anos”, revela Murchie. Este tipo de sílica forma-se quando a água líquida altera minerais vulcânica ou originados durante impactos de meteoritos. Um destes locais foi o sistema de desfiladeiros chamado Valles Marineris.

A sonda utilizou o espectrómetro para “olhar” para o solo. Através do reflexo da luz solar conseguiu identificar 544 comprimentos de onda diferentes, que traduzem uma paleta de cores. Foi assim que o mineral pôde ser identificado.

“Vemos vários afloramentos de minerais opalinos, normalmente em camadas finas que se estendem por distâncias muito longas à volta dos Valles Marineris e algumas vezes entram pelo desfiladeiro adentro”, disse Milliken que é o primeiro autor do artigo. “O que é importante é que quanto mais tempo tiver existido água em Marte, maior a janela durante a qual Marte pode ter tido vida”, refere Milliken.
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Táxi solar

 Veículo está hoje em Paris

“Táxi solar” está prestes a terminar a sua volta ao mundo 

03.11.2008 - 14h23 AFP
O chamado “táxi solar”, veículo de dois lugares com painéis fotovoltaicos, está prestes a terminar uma volta ao mundo histórica, uma iniciativa destinada a demonstrar a fiabilidade desta tecnologia limpa. Hoje esteve em Paris e foi recebido no Ministério do Desenvolvimento Sustentável.

O “táxi solar” é a primeira viatura a percorrer o mundo utilizando apenas energia solar.

Louis Palmer, quem concebeu o projecto, partiu da Suíça a 3 de Julho do ano passado e já percorreu mais de 47 mil quilómetros, atravessando a Europa, Ásia, Austrália, Nova Zelândia e América do Norte.

“Não paguei um cêntimo por gasolina”, salientou Palmer. Além disso, não emitiu um grama de dióxido de carbono. “Desde a partida só perdemos dez dias para fazer uma reparação”, explicou.

O veículo foi construído por técnicos de quatro escolas de engenharia na Suíça, é alimentado a cem por cento por energia solar produzida através dos seus painéis solares - instalados num atrelado de cinco metros de comprimento - ou por electricidade para recarregar as baterias. Neste segundo caso, o equivalente da energia usada é produzido por painéis solares instalados no telhado da Swisscom, perto de Berna, para tornar a operação neutra em emissões. O veículo tem uma autonomia de 400 quilómetros, a uma velocidade de 90 quilómetros/hora.

“Não estou dependente da meteorologia. Pode chover vários dias a fio”, garantiu Palmer.

O veículo já foi testado pelo príncipe Hassan da Jordânia, pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pelo “Mayer” de Nova Iorque, Michael Bloomberg e pelo príncipe Alberto do Mónaco. Hoje, o veículo foi parar às mãos do ministro francês do Desenvolvimento Sustentável, Jean-Louis Borloo, que deu umas voltas ao edifício do seu ministério.

Uma especificidade do veículo é o seu volante que se desloca na horizontal, o que permite que também o passageiro possa conduzir.

Palmer visitou hoje vários construtores automóveis, com a Peugeot, Renault e Dassault. “Se uma grande marca quiser a ideia, estaremos prontos”, garantiu.

Depois de Paris, o “táxi solar” vai para Londres, Berlin e Poznan, na Polónia, onde vai “assistir” à conferência da ONU sobre clima, de 1 a 12 de Dezembro.
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Wall-E

 


Trabalhadores limpavam ontem lixo nas margens do rio Yangtze, perto das Três Gargantas, em Yichang, na província de Hubei. Fotografia: Reuters

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