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Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Achado com muita energia

 Relíquia foi encontrada numa garrafa abandonada num aterro

02.03.2009 - 17h10 PÚBLICO
Investigadores norte-americanos anunciaram ter encontrado, num depósito de lixos radioactivos, aquela que é a mais antiga amostra de plutónio produzido num reactor nuclear com vista ao fabrico de armas nucleares. A amostra, contida numa vulgar garrafa de vidro, constitui uma “relíquia” do Projecto Manhattan, desenvolvido durante a II Guerra Mundial e que culminou nos bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki.
Segundo a BBC online, a garrafa foi encontrada em Dezembro de 2004 por pessoal responsável pela limpeza de um aterro em Hanford, no estado de Washington (Costa Oeste), onde funcionou aquela que foi a primeira unidade mundial de produção de plutónio, a partir do reprocessamento de combustível usado em centrais nucleares. 
A garrafa, que estava dentro de um cofre enterrado no local, continha um “líquido pastoso branco” e análises posteriores vieram confirmar que se tratava de plutónio processado naquela unidade em 1944, a partir de urânio usado num reactor experimental no Tennessee, em funcionamento desde o ano anterior, ao abrigo do Projecto Manhattan.
Segundo os investigadores, parte deste plutónio foi usada no Trinity, o primeiro ensaio de uma arma nuclear, realizado a 16 de Junho de 1945, e na bomba atómica largada sobre a cidade japonesa de Nagasaki, dois meses depois. 
Os investigadores afirmam que mais do que o valor histórico do achado, a “arqueologia nuclear” que lhes permitiu identificar esta amostra será útil no avanço das técnicas forenses usadas para localizar a origem de materiais nucleares que sejam desviados.
sinto-me: energia atómica, plutónio, eua
publicado por ehgarde às 18:41
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Com papas e bolos...

Acto 1 - Quadro 1: Anúncio de Sócrates no debate quinzenal no Parlamento

Painéis solares térmicos terão benefício triplo para as famílias

11.02.2009 - 16h00 - Por Eduardo Melo 
Daniel Rocha (arquivo)
Sócrates dedicou a sua intervenção a enunciar as medidas já anunciadas para este ano, com a excepção do incentivo aos painéis solares
A instalação de painéis solares térmicos em habitações particulares vai ter um “triplo benefício” para as famílias já a partir do próximo mês, anunciou hoje o primeiro-ministro, no discurso inicial do debate quinzenal, no Parlamento, dedicado à economia.
Esta medida pretende incentivar a utilização de energias renováveis, para a qual o Governo irá dispor de cem milhões de euros dirigidos à comparticipação na compra dos equipamentos e a incentivos fiscais de 30 por cento do custo do investimento. A estes dois aspectos a favor do orçamento das famílias, José Sócrates juntou ainda a previsível redução de 20 por cento da factura energética anual de um agregado familiar.
Pelas contas do primeiro-ministro, o investimento conjunto, das famílias e do Estado, poderá atingir os 225 milhões de euros e beneficiar 65 mil lares, para além de vir a criar 2500 postos de trabalho no ramo dos painéis solares. No entender de Sócrates, esta é uma medida inovadora e preferencial para responder à crise em que vivemos, que fomenta o investimento, reduz a dependência energética e cria emprego.
(...)

Acto 1 - Quadro 2: Energia

CGD, BES e BCP preparados para apoiar investimento em painéis solares

11.02.2009 - 19h55 - Por Lusa 
A CGD, o BES e o BCP são os três bancos disponíveis para apoiar o investimento em painéis solares, no âmbito do programa de incentivo à utilização de energias renováveis junto do sector residencial.
O primeiro-ministro José Sócrates disse hoje no Parlamento que "haverá vários bancos já preparados para assistir este investimento". 
Num documento do Ministério da Economia são identificadas aquelas três instituições de crédito como as que têm condições para suportar aquele investimento. 
O chefe do Governo anunciou hoje, no debate quinzenal, benefícios fiscais e facilidades no acesso ao crédito bancário para as famílias que instalem painéis solares, programa que pretende atingir 65 mil habitações em 2009, num investimento de 225 milhões de euros. Segundo o líder do executivo, as famílias que entenderem instalar em 2009 painéis solares térmicos nas suas casas contarão "com um triplo benefício". "Pagarão menos de metade do custo do equipamento; verão a sua factura energética anual reduzir-se em mais 20 por cento; e terão ainda um benefício fiscal de 30 por cento do custo de investimento do primeiro ano", apontou. 
A CGD informa que já tem uma "política de sustentabilidade que promove o crédito a painéis solares já há algum tempo", apesar de não fornecer dados sobre o crédito concedido neste âmbito.

Acto 2: Irmãos Martins e Vaz Guedes aliam-se no negócio do solar

Painéis solares: dois terços do mercado para uma única empresa

02.03.2009 - 08h45 - Por Lurdes Ferreira 
António Carrapato (arquivo)
A APISolar está contra a lista de condições de acesso aos incentivos por parte das empresas

Na semana em que arrancam os incentivos à compra de painéis solares térmicos, a indústria do sector agita-se: o grupo Martifer e a Ao Sol, empresa de Diogo Vaz Guedes, preparam-se para anunciar uma parceria no negócio dos painéis solares térmicos.
A Associação Portuguesa da Indústria Solar (
APISolar) poderá avançar com uma providência cautelar contra os novos incentivos do Governo aos painéis solares; e os fornecedores austríacos, que representam uma boa parte do mercado, poderão também contestar a medida anunciada por José Sócrates há pouco mais de duas semanas no Parlamento.
A parceria entre o grupo dos irmãos Martins e a empresa que Diogo Vaz Guedes comprou há mais de três anos à Galp Energia está a ser negociada, e poderá levar mesmo a uma fusão desta com a primeira, segundo admitem fontes do mercado. Não foi possível uma resposta dos respectivos gestores. 
Nos últimos dias, o ministro da Economia, Manuel Pinho, foi acusado de beneficiar os interesses do grupo Martifer - que não produz até agora painéis solares térmicos. Embora tenha a
Martifer Solar, o grupo dos irmãos Martins dedicou-se até agora apenas à montagem de módulos fotovoltaicos, importados da Alemanha (Kuka) e da China (Solarfun), como consta da sua página na Internet. Para a produção de solar térmico, o grupo com sede em Oliveira de Frades tem pronta a lançar a Martifer Ener-Q. A sua apresentação ao mercado já esteve prevista na semana passada, mas os protestos liderados pela APISolar adiaram o evento.
É com a nova participada para o solar térmico que a Martifer deverá avançar com a aliança com a Ao Sol. Esta empresa foi fundada por
Manuel Collares Pereira, investigador do INETI que desenvolveu a tecnologia. Tem hoje como accionista Diogo Vaz Guedes, o gestor que vendeu o grupo Somague aos espanhóis da Sacyr Vallhermoso e é hoje presidente da Privado Holding. Também Nuno Ribeiro da Silva, actual presidente da Endesa Portugal e da SPES-Sociedade Portuguesa de Energia Solar, esteve inicialmente ligado ao projecto, tendo-se entretanto afastado.
Se para a Martifer esta pode ser uma nova fonte potencial de receita, depois de um rápido crescimento que culminou com a entrada recente no negócio das minas e a consolidação de uma grande proximidade ao actual Governo, também a é para a Ao Sol. A empresa de Vaz Guedes encontra-se numa crise que tem afectado a sua laboração.
Aparentemente, a aliança entre as duas empresas está já assumida, já que documentos do Governo em circulação desde a semana passada colocam-nas lado a lado. Outra grande empresa considerada favorecida pela medida do Governo é a
Vulcano, do grupo alemão Bosch, que foi, aliás, a primeira a manifestar a sua satisfação pela iniciativa do executivo, logo após o seu anúncio.
Face às condições impostas pelo Governo para as empresas poderem fazer parte da lista de entidades com equipamentos abrangidos pelos subsídios à aquisição por parte dos consumidores, a direcção da
APISolar terá já decidido avançar, segundo um dos seus membros, com uma providência cautelar. As empresas austríacas que vendem equipamentos no mercado nacional, através de representações, também poderão avançar com processos contra a medida do Governo. 
As empresas austríacas contam com o acompanhamento da situação por parte da respectiva embaixada em Lisboa. Contactada pelo PÚBLICO sexta-feira passada, a representação diplomática respondeu que primeiro é necessário ver os termos exactos em que as novas regras vão funcionar, a partir de hoje. Com uma forte presença de negócios neste sector em Portugal, os austríacos querem ver "aplicadas as regras europeias da concorrência". 
Depois dos protestos de sexta-feira, a
APISolar, que representa um sector disperso por cerca de quatro mil empresas, poderá decidir-se por uma providência cautelar contra a medida do Governo, caso o ministro da Economia continue a recusar a receber a associação em audiência. A entidade está contra a lista de condições de acesso aos incentivos por parte das empresas, sobretudo o ponto que obriga a empresa a uma capacidade de produção e instalação anual acima de 50 mil metros quadrados de colectores solares. É mais do que os estimados 47 mil metros quadrados instalados no país todo em 2007 e abaixo dos 80 mil metros quadrados instalados no ano passado, também em estimativa. Se este valor for levado à letra, significa que uma única empresa terá que responder por mais de dois terços do actual mercado nacional, tendo em contrapartida a expectativa de um volume de vendas entre 20 a 30 milhões de euros anuais. E estes são números que estão fora do alcance das pequenas empresas do sector.
De acordo com as contas das próprias empresas, apenas a
Vulcano estaria teoricamente em condições de aceder aos subsídios. A empresa diz ter produzido no ano passado 160 mil metros quadrados de colectores solares (o dobro dos instalados no país, o que indica produção para exportação e para stock). Quanto à Ao Sol, diz instalar anualmente entre seis mil e oito mil metros quadrados. 

Efeito desperdiçado
Os incentivos à instalação de colectores solares em 65 mil habitações individuais não vão ter impacto no abastecimento energético do país, gerando apenas negócio para algumas empresas, garante o dirigente do
Geota, Manuel Ferreira dos Santos, convicto de que "o Governo não fez o trabalho de casa". Lamenta que se tenha desperdiçado a oportunidade para dirigir o consumo de energia solar para onde é mais necessária - para os condomínios/prédios onde mora 60 por cento da população -, o que "obrigaria a uma revolução" e a um salto na eficiência energética do país. Dessa "revolução" faz parte a introdução de máquinas de lavar roupa bitérmicas (duas fontes de aquecimento).


É evidente que esta opera buffa não fica por aqui...

sinto-me:
publicado por ehgarde às 15:22
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