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Os filhos e os enteados

Fiat lux!
Escola Básica 2,3 da Sequeira

Guarda: alunos iluminam sala de aula com sistema de energia alternativa

10.06.2008 - 10h32 Lusa
Alunos do curso de electricidade e energia da Escola Básica 2,3 da Sequeira, Guarda, construíram um sistema de produção de energia eléctrica a partir da luz solar, que fornece corrente para iluminar a sala de aula.
O projecto, que foi realizado nos dois últimos meses, pelos cerca de 20 alunos da turma, funciona associado a um contador bi-horário de electricidade, e no caso de ser aplicado na casa dos consumidores, permite reduzir significativamente a factura eléctrica mensal, disse fonte da escola.
Segundo o professor Paulo Nabais, a turma desenvolveu um sistema autónomo de energia, com utilização de um painel solar "que vai carregar um banco de baterias, que transforma a energia acumulada em energia de 220 V, igual àquela que temos em casa". A corrente eléctrica produzida serve para iluminar a sala de aula, permitindo "utilizar a energia captada pelo sol, evitando gastos à própria escola em termos energéticos".
"Além disso, é um esquema que está projectado de tal forma que pode, facilmente, ser montado em casa das pessoas, individualmente, em que permite poupanças de quase 50 %, utilizando um contador bi-horário, que permite consumir energia eléctrica da rede, durante a noite, quando o custo é mais baixo", adiantou.
O sistema é constituído por uma placa fotovoltaica, um regulador (regula a carga que a bateria tem e quando estiver carregada não absorve mais), um ondulador (transforma a energia da bateria em energia normal e corrente de 220 V), um controlador (que indica a energia produzida e consumida), fusíveis, um banco de baterias e um quadro eléctrico (que permite a comutação com a rede eléctrica da EDP).
Mesmo nos períodos de Inverno, o sistema é económico porque "para carregar o banco de baterias, só vai buscar energia eléctrica da rede durante o período da noite, quando é mais barata, e essa energia é gasta, depois, no período diurno", apontou.
Como a sua utilização estará sempre associada a um contador bi-horário, Paulo Nabais assegurou que, no caso da utilização doméstica, "na factura da EDP, a referência às horas cheias [quando a electricidade é mais cara do que nas denominadas horas de vazio] vai aparecer a zero, com ganhos consideráveis para o consumidor".
O sistema desenvolvido pela turma da escola da Guarda envolveu custos de dois mil euros, mas segundo o professor, o investimento é "rapidamente recuperado", tendo em conta a poupança que representará.
Grilo dos Santos, director do conselho executivo da Escola Básica 2,3 da Sequeira, afirmou que o projecto tem uma importância didáctica e educativa "muito grande". "Não é tanto pelo valor que se poupa em energia mas por aquilo que eles podem aprender em relação à maneira como funcionam as novas energias".

Os alunos que desenvolveram o projecto assumem tratar-se de um sistema "interessante" e "com futuro".

"É interessante e fácil de concretizar", admitiu o aluno André Pinto, de 18 anos, mostrando-se esperançado que o sistema tenha "uma grande aceitação pelos consumidores porque permite poupar muito na factura da electricidade". "Quando o professor nos falou na ideia, achámos que era difícil de concretizar, mas até foi fácil", disse Richard Sampaio, de 17 anos.
"A nossa ideia é que os alunos saiam daqui com o curso de electricidade de nível II e com conhecimentos completos sobre as várias energias alternativas", observou Paulo Nabais. "Em vez de serem electricistas normais, queremos que sejam electricistas de vanguarda", concluiu o docente.

Há aqui, como é óbvio e recorrente neste tipo de notícia de jornal, inúmeras imprecisões e "coisas mal contadas":

  1. estes alunos são, obviamente, de um CEF ou curso semelhante pois as Escola 2,3 têm todas o mesmo currículo no país inteiro e não oferecem quaisquer cursos diferenciados - a menos dos tais das "novas oportnidades" ou "cursos de formação", habitualmente - mas muito erradamente! - destinados àqueles alunos que "já fazem parte da mobília" e não têm muitas outras alternativas para concluirem o ensino básico obrigatório;
  2. Não entendo a ligação, repetida na notícia, do "contador bi-horário" com os painéis fotovoltaicos. Tecnicamente não há nenhuma. Agora se me falarem em "contadores bi-direccionais" (ie, durante o dia fornecem energia eléctrica à rede pública e à noite consomem-na), já o caso muda de figura...
  3. É de louvar não só a atitude deste docente como da Direcção da Escola. Só é pena que este tipo, quer de colaboração, quer de disponiblização financeira - um sistema fotovoltaico ainda exige um investimento muito elevado - não esteja acessível aos docentes e discentes dos cursos "normais"...
sinto-me:
publicado por ehgarde às 11:00
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