.textos recentes

. Com papas e bolos (2)...

. Ondas por água abaixo?

. Fotovoltaica comestivel

. Cegonhas na web

. Toyota Prius 2010

. Kepler: em busca de et's

. Moçambique: perpectivas d...

. As coisas que a gente des...

. Achado com muita energia

. Com papas e bolos...

.arquivos

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

Onde há fumo...

... há fogo. A versão da inoquidade económica dos biocombustíveis, por muito boa gente apregoada, começa a cair por terra...

 

Relatório confidencial responsabiliza-os pela crise alimentar mundial

Banco Mundial: biocombustíveis fizeram preços dos alimentos disparar 75 por cento desde 2002

04.07.2008 - 11h06 PUBLICO.PT

Mais de um terço do milho norte-americano é agora usado na produção de etanol (In Público)

Os biocombustíveis forçaram os preços dos alimentos a aumentar 75 % desde 2002, segundo um relatório confidencial do Banco Mundial, que os responsabiliza pela crise alimentar. O jornal britânico “The Guardian” publica hoje excertos do relatório.
O relatório, concluído em Abril mas que ainda não foi publicado, diz que o aumento dos preços da energia e dos fertilizantes foi responsável por um acréscimo de apenas 15 % nos preços dos alimentos.
Este documento, da autoria de Don Mitchell, economista sénior do Banco Mundial, contradiz a tese norte-americana de que os biocombustíveis contribuíram com menos de três por cento do aumento dos preços dos alimentos. Por isto mesmo, vários analistas acreditam que o relatório ainda não foi divulgado para evitar embaraçar a administração Bush. “Iria colocar o Banco Mundial num ‘hot-spot’ político com a Casa Branca”, comentou ontem um analista, citado pelo “The Guardian”.
Segundo o Banco Mundial, o aumento dos preços dos alimentos colocou 100 milhões de pessoas em todo o mundo abaixo do limiar de pobreza. Bush aponta o aumento da procura na Índia e China como causas do aumento dos preços. Mas o Banco Mundial não concorda. “O rápido crescimento dos rendimentos nos países desenvolvidos não originou grandes aumentos no consumo mundial de cereais e não foi um factor responsável pela grande subida dos preços”, revela o estudo. A aposta da União Europeia e dos Estados Unidos nos biocombustíveis teve, de longe, o maior impacto nos “stocks” alimentares e nos preços.
A União Europeia tem como meta dez por cento de biocombustíveis nos transportes, até 2020. Mas este objectivo está debaixo de críticas.

Uma mão cheia de milho antes de processado. Foto: Charlie Neibergall/AP, In "The Guardian"

Biocombustíveis distorceram o mercado, diz relatório


“Sem o aumento dos biocombustíveis, os ‘stocks’ mundiais de trigo e milho não teriam registado um declínio tão acentuado e o aumento dos preços devido a outros factores teria sido moderado”, conclui o relatório, citado pelo “The Guardian”.
O relatório explica que a produção de biocombustíveis distorceu o mercado: os cereais destinados à alimentação passaram a ser usados para produzir combustível - mais de um terço do milho norte-americano é agora usado na produção de etanol - e os agricultores têm sido incentivados a dedicar solo agrícola para a produção de biocombustíveis. Além disso geraram especulação financeira no sector dos cereais.
O Governo britânico prepara-se para publicar o seu próprio relatório sobre o impacto dos biocombustíveis, o “Relatório Gallagher”.

sinto-me:
publicado por ehgarde às 12:05
ligação do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Março 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
14
15
16
17
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.tags

. todas as tags

.ligações

blogs SAPO

.subscrever feeds