.textos recentes

. Com papas e bolos (2)...

. Ondas por água abaixo?

. Fotovoltaica comestivel

. Cegonhas na web

. Toyota Prius 2010

. Kepler: em busca de et's

. Moçambique: perpectivas d...

. As coisas que a gente des...

. Achado com muita energia

. Com papas e bolos...

.arquivos

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Yuhangyuan

A China poderá chegar à Lua antes de os EUA lá voltarem 

16.07.2008, Ana Gershenfeld

 O primeiro "yuhangyuan" (Foto BBC)Yuhangyuan quer dizer astronauta em chinês. Será um yuhangyuan o primeiro humano a regressar à Lua, lá para 2020? 

O espaço já não é o que era. A corrida espacial já não é uma competição em que apenas dois podiam participar, a Rússia e os Estados Unidos. Muitos outros actores estão a entrar neste jogo, e a China está a tornar-se um forte concorrente: na verdade, o próprio administrador da NASA, Michael Griffin, disse agora em entrevista à BBC on-line que "é claramente possível que, se a China quiser pôr pessoas na Lua, e se o quiser fazer antes dos Estados Unidos, pode fazê-lo com certeza. Em termos de capacidade técnica, não há qualquer dúvida de que pode".
Hoje, uma pletora de países entrou na competição pelo controlo e exploração espacial - e esta globalização do espaço, este assalto à "última fronteira" da Humanidade, ameaça seriamente retirar aos norte-americanos a liderança que até agora tinha sido sua.
Mesmo em relação ao envio de astronautas para a Lua, já em 2020 - como etapa prévia ao envio de uma missão tripulada a Marte, talvez em 2035 -, nada garante que a NASA possa conservar o avanço que conquistou há mais de 25 anos, quando o programa Apolo levou os primeiros homens ao satélite natural da Terra. Desde 1972 que nenhum ser humano voltou a pôr o pé na Lua.
Em 2003, a China tornou-se o terceiro país do mundo a colocar astronautas em órbita em redor da Terra. O primeiro yuhangyuan (astronauta em chinês) foi Yang Liwei, que permaneceu no espaço 21 horas, a bordo de uma nave Shenzhou 5.
Uma segunda missão levou dois astronautas chineses durante cinco dias para os subúrbios do planeta. O terceiro episódio desta saga chinesa, uma nova missão tripulada, está previsto para o próximo mês de Outubro.
Ainda segundo a BBC, embora as autoridades chinesas tenham exprimido dúvidas quanto a conseguirem levar uma missão tripulada até à Lua até 2020, o director da agência espacial chinesa declarou no ano passado considerar que uma missão tripulada da China à Lua era algo inevitável. Para 2013 ou 2015 está prevista uma missão de aterragem robotizada.
Confirmando a tendência para a perda de terreno dos Estados Unidos, um estudo recentemente publicado pela consultora norte-americana Futron revelou que a globalização do espaço está a acontecer ainda mais depressa do que se pensava, "ameaçando a liderança dos EUA no espaço".
Actualmente, segundo explica o jornal The Washington Post, que teve acesso ao estudo, já há seis países, para além da agência espacial europeia (ESA, da qual Portugal faz parte), com capacidade para colocar em órbita satélites e naves sofisticadas. E estão a ser projectados novos foguetões e naves para transportar astronautas - chineses, mas também russos, europeus, indianos - para a Lua.

Países colaboram entre si

Do lado das missões não tripuladas, o Japão e a Europa deverão lançar sondas para explorar o sistema solar e ir mesmo mais além. Prevê-se que a sonda europeia Exomars, nomeadamente, seja lançada em direcção a Marte já em 2013, com a missão de explorar a possibilidade de existência de vida naquele planeta de forma mais aprofundada que a sonda Phoenix da NASA, actualmente a cumprir a sua missão de três meses.
Há muitos países que estão a colaborar entre si - a Rússia e a União Europeia, Israel com o Japão e a UE (através da construção, naquele país do Médio Oriente, de um centro de lançamento de nanossatélites, salienta o Post). Mas enquanto este tipo de colaborações internacionais se intensifica, os EUA continuam relativamente isolados nos seus esforços.
Isto deve-se em particular à restrição imposta à exportação pelos EUA de tecnologias consideradas "sensíveis" pelos militares. "Ironicamente - lê-se ainda no diário norte-americano -, os esforços desenvolvidos para impedir o acesso à tecnologia espacial a potenciais inimigos têm travado a cooperação dos EUA com outras nações e limitado as vendas de equipamentos de fabrico norte--americano."
O resultado está à vista: hoje, são outros países que controlam o negócio da colocação em órbita de satélites comerciais de países como a Nigéria, o Brasil, Singapura, etc. A empresa europeia Arianespace é emblemática deste negócio florescente.

Vaivém ainda sem sucessor

Como se isto não bastasse, os vaivéns norte-americanos, os mais sofisticados transportadores espaciais em operação no mundo, vão interromper a sua actividade já em 2010, como foi recentemente anunciado. E os seus sucessores apenas deverão estar prontos em 2015, o que deixará os EUA sem acesso autónomo à estação espacial internacional (ISS, na sigla em inglês) durante cinco anos.
Interrogado pela BBC quanto ao impacto psicológico que esta perda de liderança poderá surtir no país - os norte-americanos estão habituados a serem os melhores nesta área -, Michael Griffin não se quis aventurar a responder: "Não sou psicólogo, não sei se tem ou não importância".
Mas esse perigo também está a pairar no ar.

 

sinto-me:
tags: , ,
publicado por ehgarde às 22:43
ligação do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Março 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
14
15
16
17
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.tags

. todas as tags

.ligações

blogs SAPO

.subscrever feeds