.textos recentes

. Com papas e bolos (2)...

. Ondas por água abaixo?

. Fotovoltaica comestivel

. Cegonhas na web

. Toyota Prius 2010

. Kepler: em busca de et's

. Moçambique: perpectivas d...

. As coisas que a gente des...

. Achado com muita energia

. Com papas e bolos...

.arquivos

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Transistor de papel

A comunidade tecnico-científica portuguesa tem mais um motivo para se orgulhar: a criação de um transistor de papel (literalmente falando).

E para aqueles que dizem que a notícia do Público sobre este assunto está cheia de "grosseiros erros científicos", aqui vai a mesma notícia conforme foi divulgada hoje pela 'newsletter' brasileira Inovação Tecnológica, esta por sua vez baseada no texto High Performance Flexible Hybrid Field Effect Transistors based on Cellulose Fiber-Paper, a ser publicado no IEEE Electron Device de Setembro 2008: 

Transístor de papel é construído por cientistas portugueses

Redação do Site Inovação Tecnológica - 22/07/2008

O termo papel eletrônico foi cunhado para descrever componentes eletrônicos que se tornaram finos e flexíveis, lembrando as propriedades físicas do papel. Mas agora uma equipe de cientistas da Universidade Nova de Lisboa, em Portugal, inverteu os termos da equação e utilizou papel mesmo para criar transistores eletrônicos totalmente funcionais.

Transístor de papel é construído por cientistas portugueses
[Imagem: Cenimat]

Transístor de papel

Coordenados pelos professores Elvira Fortunato e Rodrigo Martins, os pesquisadores portugueses utilizaram uma folha de papel comum como camada dielétrica para construir um transístor de efeito de campo (FET - Field Effect Transistor).

O transístor com a camada intermediária de papel apresentou desempenho eletrônico comparável ao dos mais modernos transistores de filmes finos (TFT - Thin Film Transistors) que, em vez de papel, utilizam camadas isolantes de vidro ou silício cristalino.

Componentes eletrônicos de biopolímeros

Um transístor de papel não é uma mera curiosidade. Tem havido um interesse crescente entre pesquisadores do mundo todo na utilização de biopolímeros para baratear os custos dos componentes eletrônicos. E, como a celulose é o principal biopolímero encontrado na Terra, nada mais natural do que utilizá-la.

Outros grupos de pesquisadores já haviam relatado o uso de celulose como substrato - uma camada de suporte físico - na construção de componentes eletrônicos. Até agora, porém, ninguém havia conseguido utilizar o papel como "interestrato" - camada intermediário de isolamento - em um transístor.

Na verdade, os cientistas portugueses utilizaram o papel tanto como "interestrato" quanto como substrato, já que eles construíram os transistores dos dois lados da folha de papel. "É um dois em um," simplifica a Dra. Elvira.

Aplicações do transístor de papel

Segundo os pesquisadores, o desempenho eletrônico do transístor de papel supera o desempenho dos TFTs de silício amorfo e é comparável ao dos TFTs de silício cristalino.

A demonstração do funcionamento dos transistores de papel abre grandes perspectivas para o barateamento de aplicações como os próprios papéis eletrônicos - agora sim, feitos de papel mesmo, - além das etiquetas RFID e diversos tipos de bioaplicações, onde o circuito eletrônico poderá ser incorporado a dispositivos biomédicos.

sinto-me:
publicado por ehgarde às 14:20
ligação do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Março 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
14
15
16
17
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.tags

. todas as tags

.ligações

blogs SAPO

.subscrever feeds