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Quinta-feira, 27 de Março de 2008

"Ao sabor do vento" - Novela lisboeta

2008/02/27, Episódio 1: Lisboa
Capital pode vir a ter turbinas eólicas a produzir electricidade
Sá Fernandes pretende que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprove o projecto Wind Parade Lisboa, que visa a colocação de turbinas eólicas na cidade de Lisboa.

O Wind Parade Lisboa 2008 decorre entre Março e Junho e conta com duas fases, a primeira visa sensibilizar os cidadãos para a produção de energia a partir de fontes renováveis enquanto que a segunda destaca uma acção de formação junto das escolas de Lisboa.
O evento caracteriza-se por uma acção de colocação de 15 a 20 turbinas eólicas para produção de electricidade, que depois de injectada na rede, pode ser usada para consumo próprio ou para venda.
Desta forma é possível manter-se o consumo de energia produzida, reduzindo a factura energética e beneficiando o ambiente, uma vez que cada turbina pode poupar até 2,15 toneladas de CO2 por ano, o que constitui uma receita de valores que ronda os 2184 euros por ano por cada turbina instalada.
As turbinas vão ser instaladas entre Maio e Junho em diversos pontos da cidade de Lisboa, escolhidos pelos Serviços Municipais, dando preferência a locais próximos de instalações municipais mas que não provoquem impactos visuais que afectem a vida dos cidadãos.
«As turbinas vão ser cedidas por empresas privadas. Cada empresa é dona de uma turbina que posteriormente é doada à cidade», explicou Phillipe Dewerbe, porta-voz do projecto e da empresa For the Future.
Sá Fernandes sublinha que é do interesse do município participar num evento pioneiro a nível europeu, contribuindo para a boa imagem, nacional e internacional, em questões de energias renováveis.
Phillipe Dewerbe salientou que «o projecto está conceptualmente aprovado pela vereação mas espera-se que exista uma aceitação por todo o executivo municipal. É muito importante garantir um parque eólico à cidade de Lisboa».
Desta forma, Sá Fernandes pretende que a Câmara Municipal de Lisboa delibere a aprovação do protocolo a celebrar entre o município de Lisboa e as empresas «For the Futura» e «Energia Lateral», aceitando a doação gratuita das turbinas no valor de 15 mil euros cada.
O «Wind Parade Lisboa 2008» é promovido pelas empresas «For the Future» e «Energia Lateral» e validado pela «Sustainable Energy Europe» (SEE), com o apoio da «European Wind Energy Association» (EWEA) e a «Associação Portuguesa de Energias Renováveis» (APREN).
Para complementar o evento, será feito um «Road Show» pelas escolas aderentes de Lisboa. Phillipe Dewerbe declarou à agência Lusa que vai ser lançado um concurso entre os alunos e «serão eles que vão decorar as turbinas».

 

2008/02/27, episódio 2:

Sou pessoal e directamente informado que «foi retirado da reunião de hoje do Executivo (para reformulação ou pelo número de críticas feitas?) o Wind Parade Lisboa 2008»

 

2008/03/26 21:27, episódio 3: Proposta não foi votada na reunião de câmara

Sá Fernandes força Wind Parade Lisboa 2008 contra vontade da maioria dos vereadores 
O vereador da CML, José Sá Fernandes, vai mesmo avançar com a realização da Parada Eólica de Lisboa, projecto que pressupõe a instalação de seis a 15 microturbinas que produzem energia eléctrica para equipamento de iluminação da cidade.
Os restantes vereadores manifestaram-se contrários à iniciativa e abandonaram a reunião camarária de hoje em protesto com a posição de José Sá Fernandes, que antes retirara a proposta à votação quando percebeu que a mesma iria ser chumbada.
A proposta não tinha obrigatoriamente de ser votada, pois o vereador tem competências próprias que lhe permitem avançar com a ideia sem a submeter a votação.

2008/03/27 20:37, episódio 4: Após críticas da oposição na autarquia
Sá Fernandes disponível para melhorar proposta do Wind Parade em Lisboa 
José Sá Fernandes mostrou-se hoje disponível para melhorar a proposta de realização do Wind Parade em Lisboa, afirmando que terá em conta os "contributos" da oposição na câmara municipal, que a rejeitou em bloco.
Em declarações aos jornalistas nos Paços do Concelho, o vereador apoiado pelo Bloco de Esquerda escusou-se, contudo, a revelar se voltará a submeter a proposta para a realização do evento de sensibilização ambiental à autarquia ou se será decidida por despacho do presidente, António Costa.
A proposta, que prevê a instalação de 15 microturbinas eólicas na cidade, foi apresentada por Sá Fernandes ao executivo municipal ontem. Como a oposição declarou o seu voto contra, António Costa sugeriu a Sá Fernandes que retirasse a proposta, alegando ter poder para a concretizar no âmbito das suas competências.
A oposição no executivo camarário reagiu com acusações de autoritarismo e falta de democracia, com os vereadores do PSD a abandonarem a sala em protesto, levando ao fim antecipado da reunião.
A legalidade de uma decisão por despacho do presidente foi hoje questionada pelos vereadores sociais-democratas e comunistas. "Devemos reflectir e ver como esta ideia deve ir para a frente. Ouvi com muita atenção as coisas que foram ditas e há aspectos que podem ser melhorados", disse Sá Fernandes aos jornalistas, acrescentando que está, por exemplo, disponível para desligar os equipamentos durante a noite, como forma de minimizar o seu impacto sonoro.
Questionado sobre a eventual apresentação de uma proposta reformulada à câmara, o vereador do Bloco de Esquerda afirmou que "está tudo em aberto".
Num comunicado divulgado esta tarde, Sá Fernandes afirma que vai ter em conta os "contributos" das forças da oposição manifestados na reunião de quarta-feira e garante que o "novo modelo" de concretização da Wind Parade será "dado a conhecer à câmara".
No entender de Sá Fernandes, "toda a oposição reconheceu a importância deste projecto e a sua essência positiva" no papel de sensibilização para as energias alternativas que cabe à Câmara da capital.
Sá Fernandes alega ter retirado a proposta para "não inviabilizar a ideia" e para criar a possibilidade de "maior reflexão", argumentando que a retirada de propostas "é um facto normal e usual" já praticado por "todos os grupos políticos representados na câmara".

 

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publicado por ehgarde às 22:58
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