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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Marcianos

 Janela de tempo em que pode ter existido vida no planeta aumentou

Novo mineral mostra que Marte teve água em estado líquido durante mais mil milhões de anos

NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona
A camada mais clara é a que tem os silicatos hidratados

29.10.2008 - 19h03 PÚBLICO
A NASA descobriu que Marte teve água em estado líquido durante mais mil milhões de anos do que se julgava. A sonda “Mars Reconnaissance Orbiter” (MRO), que orbita o planeta vermelho para estudar a sua geologia, descobriu a existência de opala, um mineral formado a partir de silício e que necessita de água em estado líquido para existir. Esta extensão de tempo aumenta as possibilidades de ter existido vida em Marte.

A MRO, dos Estados Unidos, chegou ao planeta vermelho em 2006 para fazer uma análise mais profunda da geologia e meteorologia marciana. A sonda tem uma capacidade de análise 20 vezes mais aguda do que qualquer outro aparelho que já olhou para o planeta, e conseguiu identificar pela primeira vez este tipo de minerais. O estudo vai ser publicado na edição de Novembro da revista científica “Geology”.

“Isto é uma descoberta excitante, porque estende o intervalo de tempo para a existência de água em estado líquido em Marte e os locais onde pode ter existido vida”, disse Scott Murchei, o investigador principal, responsável pelo espectrómetro da sonda, que trabalha no Laboratório de Física Aplicada, pertencente à Universidade de Johns Hopkins, em Laurel, Maryland. “Os depósitos de sílica opalina, podem ser bons locais para se explorar a possibilidade de Marte ser habitável, especialmente nestes terrenos mais jovens”, disse Ralph Milliken, do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA em Pasadena, na Califórnia.

A história da existência de água em Marte foi construída a partir da descoberta de minerais que só podem ser produzidos quando existe água líquida no planeta. A opala é o terceiro silicato que contribui para esta história e é uma janela para o passado mais recente.

Até agora só se tinham descoberto filosilicatos e sulfatos hidratados. Os primeiros, parecidos com argila, formaram-se há 3500 milhões de anos, quando o magma manteve contacto durante muito tempo com água. Os segundos foram produzidos devido à evaporação de água salgada e acídica e formaram-se durante um grande espaço de tempo até há três mil milhões de anos.

“A identificação de sílica opalina, diz-nos que a água existiu até há dois mil milhões de anos”, revela Murchie. Este tipo de sílica forma-se quando a água líquida altera minerais vulcânica ou originados durante impactos de meteoritos. Um destes locais foi o sistema de desfiladeiros chamado Valles Marineris.

A sonda utilizou o espectrómetro para “olhar” para o solo. Através do reflexo da luz solar conseguiu identificar 544 comprimentos de onda diferentes, que traduzem uma paleta de cores. Foi assim que o mineral pôde ser identificado.

“Vemos vários afloramentos de minerais opalinos, normalmente em camadas finas que se estendem por distâncias muito longas à volta dos Valles Marineris e algumas vezes entram pelo desfiladeiro adentro”, disse Milliken que é o primeiro autor do artigo. “O que é importante é que quanto mais tempo tiver existido água em Marte, maior a janela durante a qual Marte pode ter tido vida”, refere Milliken.
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publicado por ehgarde às 15:39
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