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Terça-feira, 25 de Março de 2008

Biocombustíveis em Moçambique

1. ENERGIA - Moamba na corrida pelos biocombustíveis

Maputo, Sexta-Feira, 14 de Março de 2008:: Notícias

A EMPRESA Petróleos de Moçambique (Petromoc SA) e o Comité de Facilitação da Agricultura entre Moçambique e África do Sul (COFAMOSA) acaba de estabelecer uma parceria para a produção de açúcar e bioetanol a partir de cana de açúcar, numa área com a extensão de 29 mil hectares, localizados nos distritos de Moamba e Magude, na província de Maputo.

 
Para o efeito, no quadro da preparação de componentes específicas do estudo de viabilidade, que contam com o financiamento do Governo do Reino de Espanha, foi rubricado na última terça-feira, em Maputo, um contrato de prestação de serviços de consultoria, subscrito pela entidade implementadora (Petromoc) e pela empresa espanhola de consultoria (Europrysma), num acto testemunhado pela representação comercial do governo espanhol junto à Embaixada deste país em Pretória.

O acto contou ainda com a honrosa presença do Embaixador do Reino da Espanha em Maputo, Juan Manuel Molina.

De acordo com as características e dimensões do projecto, o estudo integrado de viabilidade comporta componentes diversas e complexas que exigem uma consultoria especializada. Para a sua realização foi lançado um concurso internacional ganho pela espanhola Europrysma.

O Governo espanhol disponibilizou já, a título de donativo, cerca de 290 mil euros como contribuição para a realização do referido estudo de viabilidade. Outros montantes adicionais não especificados estão em negociação entre os governos de Moçambique e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), cujos acordos poderão ser rubricados brevemente.

Casimiro Francisco, em representação da Petromoc disse ser desejo dos proponentes do projecto, ver o processo concluído no mais curto espaço de tempo, “mas pensamos que não vai ser em menos de 12 a 14 meses porque como disse, é um projecto muito complexo”.

Relativamente ao arranque do empreendimento, a fonte indicou que o mesmo só pode acontecer num horizonte temporal de 26 a 30 meses. No global, o projecto poderá custar acima de 400 milhões de dólares, mas segundo Casimiro Francisco, tudo depende da área inicial que for considerada.

“É que estamos também a admitir fazer o projecto em três fazes. A primeira fase poderá comportar 10 mil hectares”, explicou Casimiro Francisco.

Para já, segundo soubemos, o projecto apresenta vantagens económicas e sociais para os distritos da Moamba e Magude, em particular e para o país no geral, pois, para além de minimizar os efeitos negativos dos elevados preços dos combustíveis fósseis, no mercado internacional, traz efeitos benéficos ao meio ambiente.

Constitui igualmente, um importante factor de desenvolvimento do sector agrícola e da economia rural para além de que será geradora de empregos. Terá ainda um forte impacto positivo na balança de pagamentos e constitui um poderoso vector de combate à pobreza. 


2. Depois de biodiesel : Petromoc procura viabilizar o etanol

Maputo, Segunda-Feira, 17 de Março de 2008:: Notícias

A empresa Petróleos de Moçambique, Petromoc SA, tenciona investir 400 milhões de dólares norte-americanos para viabilizar um projecto de produção de etanol a partir de cana-de-açúcar na província de Maputo. A estimativa é que sejam geradas, no quadro deste empreendimento que também envolve o Comité de Facilitação da Agricultura entre Moçambique e África do Sul (COFAMOSA), entre 220 e 230 milhões de litros de bio-etanol por ano.

 

A produção de biocombustíveis apresenta-se como uma alternativa para Moçambique, dada a alta de preços dos combustíveis fósseis no mercado internacional. Há quatro anos o país gastava 75 milhões de dólares norte-americanos na importação de combustíveis. Hoje, devido à volatilidade dos preços no mercado internacional, a importação subiu para 350 milhões de dólares. As previsões indicam que este montante poderá atingir os 700 milhões de dólares, caso não surjam alternativas de produção interna de combustíveis. 

Naquilo que foi experiência-piloto na busca de soluções para o problema, a Petromoc instalou no ano passado uma unidade de processamento de biodiesel nas suas instalações na Matola, que produz 80 mil litros por dia. O projecto poderá ser expandido para Beira e Nampula, tudo dependendo da disponibilidade da matéria-prima.

A  Petromoc estuda a possibilidade de vir a produzir cana sacarina nos distritos da Moamba e Magude, numa extensão calculada em cerca de 29 mil hectares destinados ao etanol. Parte destas terras formavam o regadio de Sábie, um empreendimento construído com a finalidade de viabilizar aquilo que seria o segundo maior celeiro da região sul do país.

No quadro da preparação de componentes específicas do estudo de viabilidade, que conta com o financiamento do Governo do Reino da Espanha, foi rubricado semana passada em Maputo um contrato para a prestação de serviços de consultoria, subscrito pela entidade implementadora, a Petromoc, e pela empresa espanhola de consultoria (Europrysma), um acto testemunhado pela representação comercial do Governo espanhol junto à Embaixada deste país em Pretória.

O Governo espanhol predispôs-se a financiar o estudo de viabilidade, num montante estimado em 290 mil euros. No entanto, segundo soubemos, continuam a decorrer negociações entre o Banco Africano de  Desenvolvimento (BAD) e o Governo moçambicano, destinadas a financiar decisivamente o projecto.

Fonte da administração da Petromoc disse à nossa Reportagem que para além da produção de etanol, as ambições do novo projecto contemplam a produção de bagaço e a geração de energia eléctrica.

Tudo indica que o desejo dos proponentes do projecto é ver o processo concluído o mais curto espaço de tempo, prevendo-se um período de entre 12 a 14 meses tendo em conta tratar-se de um projecto complexo.  


 3. Projecto avaliado em 51 milhões de euros

Galp e Visabeira prometem transformar óleos em combustíveis em Moçambique 

24.03.2008 - 09h16 - Por Lusa

 

A Galp e a Visabeira Moçambique vão anunciar hoje em Maputo um projecto avaliado em 51 milhões de euros para a produção de óleos transformáveis em biocombustíveis, disse à Lusa uma fonte ligada ao acordo.

A parceria entre as duas empresas prevê a criação de uma plantação de cerca de 45 mil hectares no norte de Moçambique, possivelmente em Nacala, província de Nampula, de sementes de óleo para a produção de combustível.
A maior parte dessa produção, que levará oito anos a ser implementada, permanecerá em Moçambique, seguindo a restante para exportação após o seu tratamento em refinaria da Galp em Portugal, acrescentou a mesma fonte.
(...) Os (...) protocolos vão ser enquadrados num seminário empresarial que hoje tem lugar em Maputo, no primeiro dia da visita oficial que o Presidente da República, Cavaco Silva, realiza a Moçambique.
O Presidente da República está acompanhado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, Defesa, Educação e por representantes de dezenas de empresas portuguesas, entre as quais alguns dos gigantes da economia nacional, quase todas com negócios importantes em Moçambique.
sinto-me:
publicado por ehgarde às 10:44
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1 comentário:
De José Mariz a 25 de Março de 2008 às 17:06
Ainda que não seja conhecedor destas matérias, creio que a questão dos biocombustíveis produzidos a partir de produtos agrícolas merecia uma discussão mais alargada. No imediato, acredito que o investimento de capitais estrangeiros e a poupança em combustíveis fósseis importados pode ser benéfica para Moçambique. Mas é verdade que a produção em larga escala de produtos agrícolas destinados a este fim tende a ocupar uma área não desprezível de solos agrícolas, pressiona o preço de produtos alimentares e tende a ser exigente no uso da água, recursos cada vez mais escassos.
A questão mereceria uma discussão mais alargada.

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