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Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Carros HHH

Já tinhamos automóveis e autocarros a gás propano, a gás natural... agora também a gás comprimido:

Poucas semanas depois da Tata ter anunciado a produção em série daquele que será o veículo automóvel mais barato do mundo, eis que o construtor indiano nos volta a surpreender, desta feita com uma inédita "energia" alternativa para a locomoção rodoviária.

O princípio não é novo, antes pelo contrário. O vapor esteve na génese de uma nova era, que ficou conhecida como a revolução industrial do século XVIII. Na altura, gerava-se pressão aquecendo água até à sua ebulição, obtendo vapor a alta pressão que assim actuava os mais diversos mecanismos, sendo por exemplo, o comboio a vapor um dos mais notáveis, que chegou inclusivamente aos dias de hoje.

Como do velho se faz novo, a Tata recupera o conceito de um gás sob pressão actuar êmbolos, que devidamente ligados às rodas motrizes, produzem movimento. Claro está que a caldeira que equipava os automóveis "a vapor" dos finais do século XIX perdeu-se nas brumas da memória, mas ficou a ideia. O vapor sai de cena, por troca com o ar sob pressão, que no fundo terá o mesmo resultado prático.

Guardado em dois reservatórios de fibra de carbono, os quais serão muito provavelmente os componentes mais caros deste modelo, este ar é guardado sob enorme pressão, para que possa "atacar" directamente o motor. Este deverá ser extremamente simples, pois no fundo a sua missão é acolher 4 êmbolos (ou pistões como num tradicional automóvel a combustíveis convencionais), que serão "empurrados" pela enorme força de ar comprimido a 300 bar. Como ponto de comparação, podemos mencionar que um pneu encontra-se normalmente com 2 a 2,5 bar de pressão interior, pelo que será fácil imaginar o poder contido nesta massa de ar.

Depois de expandir dentro do bloco do motor, o ar comprimido já efectuou a sua missão, transferindo toda a sua energia e descendo significativamente a sua temperatura, sendo então expelido pelo sistema de escape. Se os complexos "fuel-cells" rejeitarão vapor de água, este Tata apenas devolve o ar à atmostera, curiosamente mais frio pelo que, passe a expressão, contrarierá duplamente o efeito de aquecimento global! E diga-se em abono da verdade que 110 km/h e 200 km de autonomia chega perfeitamente para uma utilização diária urbana. Entre outras tecnologias interessantes, o Tata terá um sistema de travagem regenerativo, transforma movimento em energia eléctrica. Esta será utilizada em diversos equipamentos, mas sobretudo pelo sistema de bombas eléctricas que repõe a autonomia em 3 horas e meia a custo zero se os governos não se lembrarem taxar o ar que nos rodeia (!) ou então com uma recarga de alta pressão que demorará apenas 2 minutos. E tudo isto por 4000 euros... é muito tentador!

(In AutoSport on-line)

Obrigado, Flávia!

sinto-me:
publicado por ehgarde às 19:27
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