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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Aleluia, aleluia (2)!

Depois de casa roubada...

Para travar o aumento dos preços das matérias-primas agrícolas

OCDE apela à redução drástica dos subsídios aos biocombustíveis

09.06.2008 - 11h38 AFP
A medida mais urgente a tomar para travar o aumento dos preços das matérias-primas agrícolas é uma redução drástica dos programas de subsídios aos biocombustíveis, apelou hoje Stefan Tangermann, director para a Agricultura na OCDE (Organização de cooperação e desenvolvimento económico).
“Apelo, com urgência, à redução dos apoios aos biocombustíveis”, declarou este responsável da OCDE numa conferência sobre agricultura em Berlim. “É a única alavanca que podemos accionar rapidamente”, acrescentou.
Para a OCDE, os preços agrícolas, e especialmente dos cereais, vão continuar elevados e o desenvolvimento dos biocombustíveis pesa cerca de um terço desse aumento.
O papel dos biocombustíveis na subida dos preços agrícolas é muito controverso. Os grandes produtores de etanol, como os Estados Unidos e o Brasil, refutam qualquer ligação entre o desenvolvimento destas culturas e o aumento dos preços. Na semana passada, a questão dos biocombustíveis ocupou grande parte dos debates na cimeira da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) em Roma, mas não foi negociado nenhum compromisso concreto sobre esta matéria.
Entre os defensores dos biocombustíveis está a Comissão Europeia, que fixou aos países membros uma meta de dez por cento de biocombustíveis nos transportes até 2010. Este objectivo é “imperativo”, disse hoje Klaus-Dieter Borchardt, chefe-adjunto de gabinete da Comissária europeia para a Agricultura, Mariann Fischer Boel, recusando a tentação de fazer dos biocombustíveis o “bode expiatório” da subida dos preços agrícolas.
Segundo Klaus-Dieter Borchardt, “a primeira geração de biocombustíveis é uma fase de transição necessária antes de passar à segunda”, que fará a produção de energia não a partir de matérias-primas agrícolas mas a partir de resíduos, por exemplo.

Já agora, ver os comentários n'o Insurgente.

Será que a Comissão Europeia é cega... ou há outros valores que mais alto se alevantam?

sinto-me:
publicado por ehgarde às 13:31
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Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Santos da casa...

... às  vezes fazem milagres:

Painéis solares cobrem edifício nas traseiras da Casa da Música

Hugo Silva - 2008.04.29 - JN

O edifício que está a ser construído nas traseiras da Casa Música, na Boavista, Porto, vai acolher a nova sede da EDP no Norte, apresentando "características inovadoras na área energética". Telas de ensombramento das fachadas com capacidade para captação fotovoltaica, painéis de aquecimento solar e energia eólica na cobertura são elementos que vão marcar o imóvel, numa óptica de "auto-suficiência". Os painéis colocados nas fachadas deverão rodar de acordo com a orientação solar, emprestando um aspecto original ao edifício, cuja inauguração está prevista para o início de 2010, de acordo com as previsões da EDP.
"O objectivo é a auto-suficiência energética, prevendo-se que a nova sede Norte venha a ser o primeiro edifício com classificação energética superior", acrescenta a informação da EDP.
Chegou a estar prevista a implantação da sede do BPN naquele imóvel, mas o edifício será, então, a sede da EDP. Rui Costa, responsável da Adicais, promotora do empreendimento, explicou que está a ser negociada com a instituição bancária a sua instalação num edifício do mesmo quarteirão (gaveto da Avenida da Boavista com a Rua de 15 de Novembro), que até já está pronto.


Sete pisos acima do solo

Na nova sede Norte do grupo "irão trabalhar cerca de 700 trabalhadores administrativos". "A concentração de serviços num único edifício permite libertar alguns dos 27 imóveis que o grupo ocupa actualmente na cidade do Porto", explica a empresa.
O edifício (um dos dois que compõem o imóvel que tanta polémica deu por causa das vistas do janelão das traseiras da Casa da Música) tem sete pisos acima do solo (seis de escritórios, com 10 mil metros quadrados, e um de comércio, com 1500 metros quadrados) e dois pisos subterrâneos, com 250 lugares para estacionamento, zonas de arquivo e áreas de armazenamento.
Voltado para a Avenida da Boavista e para a Casa da Música (cuja imagem poderá reflectir-se nos painéis solares), o prédio terá um "auditório com características técnicas inovadoras", entre outras valências para a criação de "bom ambiente de trabalho".
Os trabalhadores da EDP terão direito, então, a espaços de ambiente anti-stress, designadamente SPA, ginásio, salas de leitura, de audiovisual e zonas de restauração, entre outros.

Vizinhança por definir

"A qualidade e inovação urbanística do imóvel [o projecto é do arquitecto Ginestal Machado], bem como a localização central e junto a um equipamento cultural de referência garantem o reforço da visibilidade e do prestígio da marca EDP", acredita a empresa.
Ainda não está definido quem ocupará o outro edifício nas traseiras da Casa da Música, que ficará ligado por uma pala e uma cave à sede do EDP. Esta configuração dos dois edifícios foi a solução encontrada para manter sem barreiras o janelão das traseiras do equipamento cultural.
sinto-me:
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Será que...

... temos de ser sempre mais espertos, inteligentes e voluntariosos do que os outros?

Reunião da OCDE em Paris

Transportes com dez por cento de biocombustíveis antes de 2020

29.04.2008 - 11h42 - Lusa
O ministro do Ambiente, Nunes Correia, disse ontem em Paris, que Portugal quer utilizar dez por cento de biocombustíveis nos transportes antes de 2020, a meta definida pela União Europeia.
Nunes Correia encontra-se na reunião ministerial da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Na reunião apresentou-se o relatório "Perspectivas ambientais da OCDE para 2030". O documento concluiu que os problemas ambientais que se enfrentam hoje têm resoluções que são viáveis e exequíveis a nível financeiro.
Segundo o ministro do Ambiente, existem quatro áreas definidas pela OCDE com "luz vermelha" que "obrigam a uma atenção muito particular": alterações climáticas, escassez de água, perda da biodiversidade e impactos da poluição ambiental sobre a saúde. "O cenário é negativo se nada for feito mas aquilo que é necessário fazer é perfeitamente razoável em termos de custos, e isto é uma conclusão muito importante", defende o ministro.
Nunes Correia admite que Portugal está "com dificuldades em alcançar as metas de emissões previstas em Quioto". No entanto, no caso dos transportes, "Portugal até se propôs antecipar o prazo e pretende antecipar", a União Europeia tinha definido 2020 como a meta para este objectivo. Para isso “está a apostar nos biocombustíveis [provenientes da produção agrícola] de segunda ou até mesmo de terceira geração. ”, disse à Lusa.
(...)
A OCDE estima, de acordo com Nunes Correia, que o Produto Interno Bruto (riqueza interna de um país) do Estados da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico deverá duplicar até 2030. "Portanto, o esforço que se pede a estes países é relativamente modesto para conseguir resultados com extremo significado", sustentou o ministro.
Segundo o ministro, três das quatro áreas fundamentais definidas pela OCDE, as alterações climáticas, escassez da água e perda da biodiversidade, foram uma prioridade durante a presidência portuguesa da União Europeia. “Em todos eles, estamos naturalmente activos", disse.
sinto-me:
publicado por ehgarde às 19:08
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Domingo, 27 de Abril de 2008

Mini-hídricas por água abaixo?

Mini-hídrica nem dá para o banco
Eduardo Pinto, JN, 2008.04.27

As chuvas deste mês de Abril poderão dar algum alento à Câmara de Vila Nova de Foz Côa. A culpa do desânimo é da mini-hídrica do Catapereiro, que por insuficiência de água não produz energia suficiente. Nem para pagar as prestações ao banco sobre o empréstimo que foi necessário contrair para fazer o investimento, quanto mais para dar lucro.
"Vai para um ano que pouco ou nada produz", lamenta-se o autarca socialista, Emílio Mesquita. Ou seja, "não chove, não gera energia". Entretanto, a Câmara tem de continuar a amortizar a dívida à banca, resultante da construção de um empreendimento que custou 15 milhões de euros.
Afinal, concede o edil, "a mini-hídrica até nem é má", apesar de considerar que a ribeira onde se construiu "era muito fraca". O problema é que o crédito tem de ser pago em dez anos e da maneira que os anos vão secos, dificilmente se consegue uma produção eléctrica capaz de amortizar por si só o investimento.
Emílio Mesquita acredita que o empreendimento poderia "beneficiar significativamente o concelho". Recorda que no primeiro mês de actividade o equipamento gerou cerca de 450 mil euros de energia, o que acabou por criar grandes expectativas. Mas não. Os anos têm vindo cada vez mais secos. "O orçamento do Município é muito prejudicado pela situação", nota o edil, pois a Câmara tem de manter os seus compromissos com a banca (1,5 milhão de euros/ano), apesar de não ter receitas pela venda da energia do Catapereiro. A solução poderá passar por renegociar os prazos para amortizar a dívida, de molde a que a factura anual não seja tão pesada. "Se fosse a vinte anos não haveria problema nenhum em cumprir", assegura, ao JN, Emílio Mesquita.

Números do empreendimento:
  • 15 milhões de euros foi quanto custou o a mini-hídrica do Catapereiro.
  • 10 anos é o prazo que a Câmara tem para pagar o empréstimo bancário contraído para avançar com o empreendimento.
  • 450 mil euros de energia deu a mini-hídrica no primeiro mês de actividade.
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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Aleluia, aleluia!

Chegou a coragem e o bom-senso ao Conselho Científico para o Ambiente da União Europeia!

Biocombustíveis: Conselho científico defende suspensão da meta dos dez por cento

10.04.2008 - PÚBLICO

Com base em novos estudos, o conselho científico da Agência Europeia para o Ambiente defendeu hoje que a União Europeia deve suspender a meta dos dez por cento dos biocombustíveis utilizados nos transportes, até 2020.

Este conselho, composto por 20 cientistas independentes de 15 Estados membros, considera que a meta dos dez por cento é demasiado ambiciosa e terá efeitos “difíceis de prever e de controlar”. Por isso aconselha a sua suspensão e a realização de um novo estudo sobre os riscos e benefícios dos biocombustíveis, bem como a “definição de uma meta mais moderada e a longo prazo, se a sustentabilidade não puder ser garantida”.

Segundo os investigadores, a produção de biocombustíveis com tecnologias de primeira geração ainda liberta gases com efeito de estufa em quantidades significativas, segundo um comunicado divulgado hoje.

“A utilização da biomassa implica a combustão de recursos muito valiosos e finitos”, escrevem os cientistas. “Estes recursos devem ser preservados sempre que possível. Por isso, a utilização da biomassa deve, necessariamente, andar a par e passo com as melhorias na eficiência energética. O que não é o caso para a maioria das aplicações nos sectores automóvel e residencial”.

Segundo a Agência Europeia para o Ambiente, “o solo arável necessário para a União Europeia conseguir cumprir a meta dos dez por cento excede a área disponível”. A consequência da intensificação da produção de biocombustíveis é o “aumento das pressões no solo, água e biodiversidade”.

Além de tudo isto, cumprir os dez por cento implica a importação de biocombustíveis. “A destruição acelerada das florestas tropicais devido ao aumento da produção de biocombustíveis já está a acontecer em alguns países em desenvolvimento. A produção sustentável fora da Europa é difícil de conseguir e de monitorizar”.

Actualmente, o transporte rodoviário é responsável por mais de 90 % das emissões de todo o sector dos transportes. Até ao momento, as políticas e medidas aplicadas têm sido insuficientes para travar este aumento.

É óbvio e evidente que, depois, este mesmo Conselho irá "aconselhar" o uso do inóquo (?!) e maravilhoso hidrogénio, o salvador da Humanidade no futuro.

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Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Haja sol!

Renováveis

Energia solar vai iluminar noites nas praias algarvias

08.04.2008 - 14h39 Lusa

As praias algarvias da Coelha, Castelo, Manuel Lourenço, Meia Praia e as arribas da Ponta da Piedade e Algar Seco vão ter iluminação nocturna com luz solar, uma empreitada orçada em 200 mil euros.

A Coelha, Albufeira, vai ser o primeiro areal do país a ganhar, ainda antes do Verão, iluminação nocturna com o aproveitamento da energia solar.

A iluminação pública envolvente da praia da Coelha está já a ser removida e estima-se que em Junho os candeeiros com iluminação fotovoltaica sejam uma realidade, informa a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da região (CCDR) do Algarve.

"Está já a ser retirada a iluminação eléctrica vinda de fontes de energia convencionais e está a preparar-se o terreno e a limpar os acessos à praia para instalar as armaduras", explicou José Torrão, da Agência Regional de Energia Ambiental do Algarve (AREAL), empresa projectista da empreitada.

O estudo de viabilidade e o projecto de execução é da responsabilidade da AREAL.

As novas armaduras vão ser compostas por placas especiais de um metro quadrado que recebem a luz solar e a transforma depois em energia eléctrica enchendo de luz o areal durante a noite, mas de forma ecológica, explicou a AREAL.

A obra, subsidiada por fundos comunitários, está orçada em 200 mil euros e prevê que até 2009 estejam terminadas outras intervenções em areais algarvios.

A Meia Praia (Lagos), Alvor (Portimão), Manuel Lourenço e Castelo (Albufeira) e ainda as intervenções nas arribas da Ponta da Piedade (Lagos) e do Algar Seco (Lagoa) são as próximas zonas a receber candeeiros com aproveitamento da energia solar.

No final da época balnear deste ano, é a vez das zonas envolventes da praia do Castelo receberem energia fotovoltaica e em fase de projecto está a empreitada para a Meia Praia que deverá estar concluída antes do verão de 2009, especificou Sebastião Teixeira, da CCDR.

O projecto de energia renovável nas praias "tem um carácter experimental" e só depois de avaliado o funcionamento das placas e a opinião das pessoas é que se avançará para mais praias, acrescenta a CCDR.

 

P.S. - Em Vila Real (de Trás-os-Montes) este tipo de iluminação já é usado há vários anos, não só na cidade como, por exemplo, no parque existente no Alto de Espinho, na Serra do Marão, à entrada do respectivo Distrito.

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Domingo, 30 de Março de 2008

Com o passo trocado!

Dependentes da electricidade

Matriz Energética da cidade foi (ante)ontem apresentada pela AdEPorto

A cidade do Porto depende fortemente da energia eléctrica, especialmente para fins de calor, e quase não utiliza o gás natural. A Matriz Energética do concelho, ontem apresentada, revela que os edifícios são os maiores consumidores, seguidos pelos transportes.

O Porto continua a ser essencialmente uma cidade eléctrica, pelo que deve no futuro enveredar por uma “política agressiva” de aumento do gás natural. Na apresentação da Matriz Energética do Porto, o presidente da Agência de Energia do Porto (AdEPorto), Eduardo de OIiveira Fernandes, sublinhou ainda que é necessário “aproximar a cidade do sol”, ou seja, apelar a que se façam edifícios estrategicamente sustentáveis. A meta estabelecida é a de colocar o Porto na mira das 3,5 toneladas de emissões de CO2/capita/ano até 2020.
De acordo com o diagnóstico elaborado, a oferta de energia no concelho é claramente dominada pela electricidade, responsável por cerca de 52 % da energia primária e 50 % das emissões de CO2 (a nível nacional o peso da electricidade é de 44 %). De acordo com a Matriz Energética, esta situação prende-se com “a situação de privilégio que o Porto gozou em relação ao tarifário eléctrico durante cerca de meio século como contrapartida de uma exclusividade eléctrica em correspondência estratégica aos investimentos na hidroelectricidade nas bacias hidrográficas nortenhas”. Destaque-se que o gás natural representa apenas 5 %.

(mais aqui e aqui).

 

Ou seja, quando o Governo anuncia que 45 % da electricidade a ser consumida no país será proveniente de fontes renováveis, a AdEPorto propõe que se passe a gastar... gás natural argelino!

Bolas, que tenho andado este tempo todo com o passo trocado!

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Quinta-feira, 27 de Março de 2008

"Ao sabor do vento" - Novela lisboeta

2008/02/27, Episódio 1: Lisboa
Capital pode vir a ter turbinas eólicas a produzir electricidade
Sá Fernandes pretende que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprove o projecto Wind Parade Lisboa, que visa a colocação de turbinas eólicas na cidade de Lisboa.

O Wind Parade Lisboa 2008 decorre entre Março e Junho e conta com duas fases, a primeira visa sensibilizar os cidadãos para a produção de energia a partir de fontes renováveis enquanto que a segunda destaca uma acção de formação junto das escolas de Lisboa.
O evento caracteriza-se por uma acção de colocação de 15 a 20 turbinas eólicas para produção de electricidade, que depois de injectada na rede, pode ser usada para consumo próprio ou para venda.
Desta forma é possível manter-se o consumo de energia produzida, reduzindo a factura energética e beneficiando o ambiente, uma vez que cada turbina pode poupar até 2,15 toneladas de CO2 por ano, o que constitui uma receita de valores que ronda os 2184 euros por ano por cada turbina instalada.
As turbinas vão ser instaladas entre Maio e Junho em diversos pontos da cidade de Lisboa, escolhidos pelos Serviços Municipais, dando preferência a locais próximos de instalações municipais mas que não provoquem impactos visuais que afectem a vida dos cidadãos.
«As turbinas vão ser cedidas por empresas privadas. Cada empresa é dona de uma turbina que posteriormente é doada à cidade», explicou Phillipe Dewerbe, porta-voz do projecto e da empresa For the Future.
Sá Fernandes sublinha que é do interesse do município participar num evento pioneiro a nível europeu, contribuindo para a boa imagem, nacional e internacional, em questões de energias renováveis.
Phillipe Dewerbe salientou que «o projecto está conceptualmente aprovado pela vereação mas espera-se que exista uma aceitação por todo o executivo municipal. É muito importante garantir um parque eólico à cidade de Lisboa».
Desta forma, Sá Fernandes pretende que a Câmara Municipal de Lisboa delibere a aprovação do protocolo a celebrar entre o município de Lisboa e as empresas «For the Futura» e «Energia Lateral», aceitando a doação gratuita das turbinas no valor de 15 mil euros cada.
O «Wind Parade Lisboa 2008» é promovido pelas empresas «For the Future» e «Energia Lateral» e validado pela «Sustainable Energy Europe» (SEE), com o apoio da «European Wind Energy Association» (EWEA) e a «Associação Portuguesa de Energias Renováveis» (APREN).
Para complementar o evento, será feito um «Road Show» pelas escolas aderentes de Lisboa. Phillipe Dewerbe declarou à agência Lusa que vai ser lançado um concurso entre os alunos e «serão eles que vão decorar as turbinas».

 

2008/02/27, episódio 2:

Sou pessoal e directamente informado que «foi retirado da reunião de hoje do Executivo (para reformulação ou pelo número de críticas feitas?) o Wind Parade Lisboa 2008»

 

2008/03/26 21:27, episódio 3: Proposta não foi votada na reunião de câmara

Sá Fernandes força Wind Parade Lisboa 2008 contra vontade da maioria dos vereadores 
O vereador da CML, José Sá Fernandes, vai mesmo avançar com a realização da Parada Eólica de Lisboa, projecto que pressupõe a instalação de seis a 15 microturbinas que produzem energia eléctrica para equipamento de iluminação da cidade.
Os restantes vereadores manifestaram-se contrários à iniciativa e abandonaram a reunião camarária de hoje em protesto com a posição de José Sá Fernandes, que antes retirara a proposta à votação quando percebeu que a mesma iria ser chumbada.
A proposta não tinha obrigatoriamente de ser votada, pois o vereador tem competências próprias que lhe permitem avançar com a ideia sem a submeter a votação.

2008/03/27 20:37, episódio 4: Após críticas da oposição na autarquia
Sá Fernandes disponível para melhorar proposta do Wind Parade em Lisboa 
José Sá Fernandes mostrou-se hoje disponível para melhorar a proposta de realização do Wind Parade em Lisboa, afirmando que terá em conta os "contributos" da oposição na câmara municipal, que a rejeitou em bloco.
Em declarações aos jornalistas nos Paços do Concelho, o vereador apoiado pelo Bloco de Esquerda escusou-se, contudo, a revelar se voltará a submeter a proposta para a realização do evento de sensibilização ambiental à autarquia ou se será decidida por despacho do presidente, António Costa.
A proposta, que prevê a instalação de 15 microturbinas eólicas na cidade, foi apresentada por Sá Fernandes ao executivo municipal ontem. Como a oposição declarou o seu voto contra, António Costa sugeriu a Sá Fernandes que retirasse a proposta, alegando ter poder para a concretizar no âmbito das suas competências.
A oposição no executivo camarário reagiu com acusações de autoritarismo e falta de democracia, com os vereadores do PSD a abandonarem a sala em protesto, levando ao fim antecipado da reunião.
A legalidade de uma decisão por despacho do presidente foi hoje questionada pelos vereadores sociais-democratas e comunistas. "Devemos reflectir e ver como esta ideia deve ir para a frente. Ouvi com muita atenção as coisas que foram ditas e há aspectos que podem ser melhorados", disse Sá Fernandes aos jornalistas, acrescentando que está, por exemplo, disponível para desligar os equipamentos durante a noite, como forma de minimizar o seu impacto sonoro.
Questionado sobre a eventual apresentação de uma proposta reformulada à câmara, o vereador do Bloco de Esquerda afirmou que "está tudo em aberto".
Num comunicado divulgado esta tarde, Sá Fernandes afirma que vai ter em conta os "contributos" das forças da oposição manifestados na reunião de quarta-feira e garante que o "novo modelo" de concretização da Wind Parade será "dado a conhecer à câmara".
No entender de Sá Fernandes, "toda a oposição reconheceu a importância deste projecto e a sua essência positiva" no papel de sensibilização para as energias alternativas que cabe à Câmara da capital.
Sá Fernandes alega ter retirado a proposta para "não inviabilizar a ideia" e para criar a possibilidade de "maior reflexão", argumentando que a retirada de propostas "é um facto normal e usual" já praticado por "todos os grupos políticos representados na câmara".

 

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Terça-feira, 25 de Março de 2008

Oxalá!

MIT-Portugal: Energias renováveis

Açores e Madeira podem vir a ser “ilhas sustentáveis” 

25.03.2008 - 16h20 Alice Barcellos

As ilhas são territórios muito específicos e com características próprias. O programa MIT-Portugal pretende estudar a utilização de energias renováveis nas ilhas dos Açores e da Madeira, com o objectivo de desenvolver o conceito de “ilha sustentável”. Como diz o nome, uma “ilha sustentável” consegue ser autónoma em termos energéticos, investido em energias que não se esgotam.
“Pretendemos desenvolver modelos de sistemas energéticos que permitam articular estratégias”, disse ao PÚBLICO, o director nacional do MIT-Portugal, Paulo Ferrão. “Vamos pensar em soluções globais, avalia-las e propor soluções”, explica.
Se os resultados forem positivos, empresas como a "Galp" e a "EDP", entre outras, já mostraram vontade de implementar os sistemas energéticos desenvolvidos durante o estudo.

Continua...

 


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