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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Luiz Pinguelli Rosa

Em jeito de homenagem ao meu professor no Mestrado em Planejamento Energético da Coppe-URFJ (1996/9), Luiz Pinguelli Rosa, um texto seu que fez publicar n' A Folha de S. Paulo de 11 de Nov. 2008. 

[LPG é físico, director da Coppe-UFRJ (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e foi presidente da Eletrobrás (2003-2004).]


Luiz Pinguelli Rosa

Qualquer teoria é refutável, caso contrário, ela não é científica, segundo o filósofo da ciência Karl Popper. Mas o artigo de José Carlos Azevedo na Folha de 13/ 10 ("Qual temperatura?", "Tendências/Debates") cita o presidente da República Tcheca, que não tem base para refutar o aquecimento da Terra devido à emissão de gases para a atmosfera, como o CO2 da combustão de carvão, petróleo e gás natural.
O presidente tcheco, cristão-novo convertido ao capitalismo, ataca os ambientalistas em nome do mercado livre, que conduziu o mundo à crise financeira desencadeada nos EUA.
Paul Krugman, Nobel de Economia de 2008, critica essa ideologia. O controle da poluição também exige intervenção do Estado para regular a produção e o desperdício das camadas de maior renda. A Convenção do Clima da ONU foi ratificada pela quase totalidade dos Estados, mas o neoliberalismo radical de Bush o levou a não ratificar o Protocolo de Kyoto.
A relação que o artigo faz entre a origem do movimento ambientalista e o Estado nazista, com o argumento de que a expressão "meio ambiente" foi usada por um biólogo que era nazista, é ilógica. Seria o mesmo que associar ao nazismo as relações de incerteza da mecânica quântica só porque Heisenberg, que as formulou em 1927, tornou-se depois diretor de pesquisas no governo Hitler.
Azevedo considera o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, na siga em inglês) menos autorizado cientificamente que um grupo dissidente nos EUA. Entretanto, entre os autores do último relatório do IPCC está o Nobel de Química de 1995, Mário Molina, que convidei pouco antes de ser premiado pela teoria sobre os buracos na camada de ozônio no topo da atmosfera para um seminário no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.

Os dissidentes atribuem o aquecimento global aos raios cósmicos e à atividade solar. Mas isso está considerado no 4.º relatório do IPCC, de 2007, como efeitos naturais, que não explicam quantitativamente a temperatura da Terra sem incluir a contribuição humana. Como não podemos controlar fenômenos naturais, nos resta controlar os sociais, pelo princípio de precaução.
O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas contribui para a formulação de um plano de ação do governo, que inclui a redução do desmatamento, a maior fonte de CO2 no Brasil. Já para reduzir a atividade solar, não há o que fazer.
O artigo diz que efeitos naturais explicam o aquecimento global, mas afirma que não há como computar nem como medir a temperatura média da Terra. Ora, o que explicam, se nada pode ser previsto?
Embora a previsão do tempo só possa ser feita com margem de erro aceitável por curtos períodos, o estudo do clima não se confunde com a previsão meteorológica. Ele trata de médias estatísticas dos comportamentos possíveis da atmosfera em longos períodos, apesar de o tempo em um dia determinado ser imprevisível após poucas semanas, pois a atmosfera é um sistema caótico. O caos determinista, verificado por Lorenz nos anos 1960 na computação para a previsão do tempo, foi teorizado por Poincaré há mais de um século.
É complicada a determinação da temperatura média da Terra, e o artigo de Azevedo a ironiza ao falar no número de telefone médio, somando todos os números de um catálogo telefônico e dividindo a soma pela quantidade de telefones catalogados.
Isso não significa nada. Entretanto, podemos tomar os quatro primeiros dígitos, que codificam as estações por bairros. Se tomarmos telefones de duas estações do Rio -2294 (Leblon) e 2596 (Engenho de Dentro)- e calcularmos a média somando todos os códigos dessas duas estações na lista, se ela for menor que (2294 + 2596)/2 = 2,445, então há mais telefones (fixos) na estação do Leblon do que na do Engenho de Dentro. Nesse caso, sim, a média dá uma informação.
A base da teoria do efeito estufa vem de Fourier, em 1824, e Arrhenius, em 1895. Sem ele, a Terra seria muito fria, logo foi benéfico à vida.
Mas o alto consumo de combustíveis fósseis tem aumentado a concentração de CO2 na atmosfera e o degelo de geleiras perenes indica que a intensificação do aquecimento global tornou-se maléfica.

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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

20/20/20

A CE quer fazer o bonito com o chapéu do próximo

Reunião ministerial no Luxemburgo

Itália pede “alterações profundas” ao plano climático europeu

20.10.2008 - 10h33 AFP, PUBLICO.PT
O plano europeu de combate às alterações climáticas “precisa de alterações profundas”, declarou hoje a ministra italiana do Ambiente, Stefania Prestigiacomo, à chegada ao Luxemburgo, onde se vai reunir com os seus homólogos europeus no Conselho de Ambiente, o primeiro da presidência francesa.

“O documento, tal como está, não nos convém. É insuportável. Precisa de alterações profundas”, afirmou aos jornalistas pouco antes do início da reunião de dois dias, que começou hoje. “E não estamos sozinhos nesta posição. Isso é notório”, salientou ainda.

“Vamos pedir uma cláusula de revisão. Esperamos que se abra uma verdadeira linha de negociação”, acrescentou, sublinhando que a Itália vai à reunião com “boas intenções”. 

A União Europeia quer reduzir 20 por cento das suas emissões de gases com efeito de estufa (GEE) até 2020, chegar aos 20 por cento de energias renováveis e 20 por cento de eficiência energética. Esta já é conhecida em Bruxelas como a visão 20/20/20, meta da Comissão Europeia adoptada pelos líderes dos 27 em Março. O problema não é o fim, são os meios para lá chegar.

A Itália considera que o custo do plano europeu para a economia nacional é da ordem dos 25 mil milhões de euros por ano, uma quantia já contestada pela Comissão Europeia, que fala antes de entre nove e 12 mil milhões de euros.

A crescente pressão de diferentes Estados membros pode pôr em causa o plano, o que será um rude golpe para o ambiente e para a economia da União Europeia, alerta a eurodeputada do Partido Os Verdes, Caroline Lucas, numa opinião publicada hoje no site do jornal britânico “The Guardian”.

Oito novos países membros, liderados pela Polónia, receiam as consequências económicas do plano e ameaçam vetá-lo. Mas as reticências italianas e destes novos países não são as únicas. Também a poderosa indústria alemã de automóveis não está muito entusiasmada com a obrigação de reduzir emissões dos novos carros.

“A presidência francesa parece estar a dirigir um acordo baseado no mínimo denominador comum, dando a cada Estado membro a possibilidade de pedir tratamento especial. Esta posição é claramente destinada a fazer com que o Parlamento Europeu aceite o plano a qualquer custo”, comenta Carolina Lucas. 

Na semana passada realizou-se em Bruxelas uma cimeira dedicada, em parte, ao clima. Na altura foi acordado continuar as negociações, com a condição de que sejam levadas em conta as situações específicas de cada país e que a decisão final seja tomada por “unanimidade” pelos chefes de Estado e de Governo na próxima cimeira, a 11 e 12 de Dezembro, em Poznan.

Um fracasso europeu poderá deitar por terra a credibilidade e ambição europeias de liderar as negociações para o programa internacional sucessor de Quioto, que deverá ser adoptado em Copenhaga, no final do próximo ano.

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Domingo, 6 de Julho de 2008

Uma das melhores anedotas do século!

Cimeira do G8

Alterações climáticas: Bush promete desempenhar papel "construtivo"

06.07.2008 - 09h46 AFP

O Presidente norte-americano George W. Bush prometeu hoje no Japão desempenhar um papel “construtivo” na luta contra as emissões de gases para a atmosfera, mas alertou que todo o esforço será em vão se a Índia e a China não se comprometerem igualmente com a causa.
"Serei construtivo", disse, depois de um encontro com o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda.
Mas "nós não teremos o problema resolvido" se os dois grandes gigantes asiáticos não se comprometerem com um acordo a longo prazo, indicou ainda, referindo-se à Índia e à China.
George W. Bush, que deixará a Casa Branca em Janeiro, no final do seu segundo mandato, chegou hoje ao Japão para participar, a partir de amanhã, na cimeira do G8.

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Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

O Sol na reforma

Cientista russo defende

Sol deixou de aquecer a Terra

A intensidade da radiação solar atingirá o seu mínimo em 2041 causando um profundo arrefecimento na Terra, defende Khabibullo Abdussamatov, do Observatório Astronómico Principal da Academia das Ciências da Rússia.

11:51 | Quinta-feira, 26 de Jun de 2008 - Lusa
Abdussamatov sustenta que o nosso planeta atingiu o ponto mais alto do seu aquecimento entre 1998 e 2005 (In Expresso)A Terra está a deixar de ser aquecida pelo Sol e a intensidade da radiação atingirá o seu mínimo em 2041, considera Khabibullo Abdussamatov, chefe do Laboratório de Estudos Espaciais do Observatório Astronómico Principal da Academia das Ciências da Rússia.
Numa entrevista à agência RIA Novosti, o cientista russo defende que isso será a causa de um profundo arrefecimento na Terra.
Abdussamatov sustenta que o nosso planeta atingiu o ponto mais alto do seu aquecimento entre 1998 e 2005, provocado principalmente por um longo aumento e um nível extremamente alto da intensidade da radiação solar durante praticamente todo o séc. XX.
Presentemente, a intensidade do calor solar está a diminuir e atingirá o seu mínimo em 2041. Porém, devido à inércia térmica do Oceano Mundial, o cientista calcula que o ponto mais alto do arrefecimento global ocorrerá até 2060.

Os cientistas do Observatório de Pulkovo, em São Petersburgo, pretendem realizar uma experiência com vista a medirem as variações temporárias da forma e do diâmetro do Sol durante os próximos 11 anos.

Planeiam, com a ajuda dos resultados conseguidos, prever mais precisamente a profundidade e a data da chegada do resfriamento e desmentir completamente a teoria do aquecimento global antropogéneo.

Abdussamatov considera que o "efeito de estufa" antropogéneo não travará o resfriamento global, sublinhando que o nosso planeta já sofreu várias vezes arrefecimentos e resfriamentos cíclicos, ainda antes da influência industrial sobre a natureza.

Segundo ele, o futuro resfriamento provocará o aumento das áreas geladas e a redução da concentração de gases na atmosfera.

Todos esses factores, continua ele, serão mais um contributo para o auto-arrefecimento do planeta.

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Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Há teimosos... e há casmurros!

O que vale é que será por pouco tempo mais. Mas não será que "quem depois de mim virá bom de mim fará"?

Bush recusa combate às alterações climáticas

ALEXANDRA CARREIRA, em Liubliana

Cimeira UE-EUA: Foi com fortes medidas de segurança que a Eslovénia recebeu o Presidente dos EUA. Na última visita à Europa antes do fim do mandato, Bush deverá insistir que reduzir as emissões de CO2 prejudicaria a economia americana, para recusar um acordo que substitua o Protocolo de Quioto
Presidente americano contra metas dos 27
As alterações climáticas e as negociações para um novo acordo que substitua o Protocolo de Quioto a partir de 2012 são hoje assuntos de topo da cimeira que junta os líderes da União Europeia e EUA. O Presidente americano, George W. Bush, chegou ontem à noite a Liubliana, rodeado de fortes medidas de segurança.
Bush deverá hoje rejeitar qualquer formulação definitiva sobre a redução de emissões de gases com efeito de estufa na declaração final da cimeira. Ao que apurou o DN, o que o Presidente dos EUA deverá explicar a Janez Jansa, primeiro-ministro esloveno, a Durão Barroso, presidente da Comissão, e a Javier Solana, alto representante para a política externa da UE, é que "os EUA só se comprometerão com objectivos concretos se todas as economias, em particular as emergentes, estiverem dispostas ao mesmo", disse uma fonte diplomática. Bush deverá manter a tese de que reduzir as emissões de CO2 causará danos à economia americana e que, portanto, não está disposto a abraçar as metas dos 27.
O assunto vai ainda dar margem a uma troca de ideias sobre energias alternativas. Neste campo, é esperado que os líderes falem sobre a promoção da energia nuclear, à qual os EUA são favoráveis mas que dentro da UE é um tópico sensível.
Já estava na agenda, mas o agravamento da crise alimentar fez com que o tópico referente à Ronda de Doha, no âmbito das negociações para a liberalização das trocas comerciais da Organização Mundial do Comércio, ganhasse importância. Os apelos ao derrube das barreiras ao comércio internacional são cada vez maiores. A Ronda de Doha está bloqueada desde 2003 em parte devido à falta de acordo entre UE e EUA.

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Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Mas as crianças, Senhor, porque lhes dais tanta dor?!...

Relatório da UNICEF
Crianças são as principais afectadas pelo aquecimento global
29.04.2008 - 19h03 - PÚBLICO
São as crianças, e principalmente as dos países mais pobres do planeta, as principais afectadas pelas consequências do aquecimento global. A conclusão é de um relatório da UNICEF no Reino Unido, publicado agora no âmbito das comemorações dos dez nãos da assinatura britânica do protocolo de Quioto.
Mas não é só a saúde destas crianças que está em risco. Segundo o relatório, cheias, secas, doenças provocadas por vectores, como a malária, afectarão também a educação e perspectivas de futuro das crianças dos países mais desprotegidos.
Enquanto os países mais desenvolvidos e mais ricos se adaptarão a esta nova realidade climática, os povos com menos recursos não terão hipótese de responder a estes novos desafios.
“É quem tem contribuído menos para as alterações climáticas, os países mais pobres e, acima de tudo as suas crianças, que serão os mais afectados”, disse David Bull, director da UNICEF no reino Unido, em declarações à BBC.
“Se o mundo não responder já para minimizar os efeitos das alterações do clima e para se adaptar aos riscos que esta nova realidade introduziu, estaremos a colocar em perigo o cumprimento dos Objectivos do Milénio até 2015”, acrescentou Bull.
Os oito Objectivos do Milénio, os maiores desafios mundiais segundo as Nações Unidas, compreendem a erradicação da pobreza extrema e da fome, a educação universal, a igualdade de género, a redução da mortalidade infantil, o investimento na saúde materna, o combate contra o HIV e malária, entre outras doenças, a sustentabilidade do ambiente e a construção de uma parceria global com vista ao desenvolvimento.
As nações comprometeram-se a alcançar estes objectivos até 2015. Mas o Banco Mundial alertou este mês para o facto desse comprometimento estar em risco de não ser cumprido. Pelo menos a África Subsariana falhará todos os oito objectivos por essa data.
Mas para a Unicef são as alterações climática so principal travão a essa conquista. O aquecimento global e as consequências na redução de chuva, o aumento das doenças relacionadas com o consumo de água não potável, como a cólera e a diminuição da produtividade agrícola reforçam esta tese do organismo das Nações Unidas para a infância.
“Todas estas consequências têm a ver com o aumento da temperatura global que cresceu pelo menos um grau em média, desde 1850”, disse à BBC Nicholas Stern, ex-vice-presidente do Banco Mundial, conselheiro do executivo de Gordon Brown e autor do relatório Stern Review sobre o impacto económico das alterações climáticas. Segundo Stren são as alterações climáticas o principal motor de um possível aumento da taxa de mortalidade infantil em África.

Batem leve, levemente,

como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
- Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho.

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
- e cai no meu coração.

Balada da Neve,
Augusto César Ferreira Gil
(
Lordelo do Ouro, Porto, 31 de Julho de 1873 / Lisboa, 26 de Fevereiro de 1929).
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