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Sexta-feira, 6 de Março de 2009

Moçambique: perpectivas doces

Alternativa ao petróleo : Prepara-se política de biocombustíveis

Uma política contendo as principais linhas de orientação sobre o desenvolvimento do sector de bio-combustíveis no país será submetida dentro de dias ao Conselho de Ministro para a apreciação e posterior aprovação.

Maputo, Sexta-Feira, 6 de Março de 2009:: Notícias - O documento, cuja elaboração se encontra numa fase conclusiva, espelha aquilo que são as potencialidades do país em matérias de bio-combustíveis, procurando, deste modo, reduzir os riscos de conflitos com outras áreas de desenvolvimento agrícola, como a produção de alimentos. 

A elaboração desta política segue-se a outras acções já desenvolvidas pelo Governo visando a implementação de um programa sólido de produção e uso de bio-combustíveis em Moçambique, com destaque para a preparação da legislação direccionada à introdução gradual da mistura da  gasolina com o etanol e o diesel com o biodisel. 

Em 2007, foi elaborado um estudo de base dedicado à avaliação da viabilidade técnica, sócio-económica e ambiental dos bio-combustíveis em Moçambique, incluindo a selecção das culturas a serem usadas como matéria-prima, tendo para o efeito, sido recomendada a cana-de-açúcar para a produção do etanol e jatropha e o coco para a produção do biodisel. 

Intervindo ontem na sessão de abertura duma conferência internacional subordinada ao tema: “Desenvolvimento Energético em África: A opção dos Bio-combustíveis”, o Ministro da Energia, Salvador Namburete, referiu-se também ao facto de Moçambique ter avançado para o zoneamento agrário, o que permitiu a identificação de sete milhões de hectares a serem usados para os vários projectos de uso e aproveitamento de terra, incluindo os bio-combustíveis. 

A conferência, que decorre na capital moçambicana, junta representantes de governos africanos a nível de ministros, directores nacionais, representantes de empresas e instituições viradas para o desenvolvimento de bio-combustíveis e de organizações internacionais. O principal objectivo do encontro é a troca de experiências relativamente a assuntos relacionados com a indústria de bio-combustíveis, para além de analisar o impacto destes combustíveis nas economias de escala. 

Estudos recentes indicam que a produção e consumo globais de energia a nível mundial rondam os 116,8 biliões de Giga Joules, dos quais 115,7 biliões referentes a fontes fósseis e, dentre estas, a gasolina, com 48,1 biliões, o gasóleo com 53,8 biliões, o gás de petróleo liquifeito (GPL) ou gás de cozinha com 11,9 biliões, o querosene, que comporta o petróleo de iluminação e o combustível de aviação, com 3,9 biliões e os combustíveis renováveis, incluindo os biocombustíveis, tais como bioetanol e o biodiesel, com apenas 1,1 bilião de Giga Joules. 

Estes dados ilustram que os bio-combustíveis representam somente 0,9 % do total da energia produzida e consumida anualmente no mundo, sendo 0,8 % provenientes do bioetanol e 0,1 % proveniente do biodiesel. 

Para Salvador Namburete, este facto demonstra uma clara janela de oportunidades para a exploração e desenvolvimento desta fonte limpa de energia, num momento em que o mundo inteiro se confronta com o fenómeno do aquecimento global, cuja resposta requer uma interacção contínua de diversos intervenientes aos níveis local, regional e global.

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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Biodiesel não reúne consenso

Economia

Biodiesel não reúne consenso

REIS PINTO

A utilização de biocombustíveis (combustível de origem biológica, que pode ser obtido a partir de plantas oleaginosas, lixo orgânico, biomassa ou algas, entre outras fontes) não está a ser consensual.

À euforia inicial, por tratar-se de uma fonte de energia renovável, aparentemente com um balanço de CO2 neutro em que apenas se somavam vantagens, sucedeu-se um período de descrédito.

Sucessivas campanhas pró e contra os biocombustíveis têm deixado as suas marcas na opinião pública e mesmo a União Europeia tem dúvidas. Até à crise dos alimentos, que fez disparar o preço dos cereais, a UE pretendia que, até 2020, 10 % dos combustíveis consumidos na Europa proviessem de fontes renováveis.

Um objectivo que está a ser repensado, apesar dos recentes avanços no domínio da fabricação dos biocombustíveis, nomeadamente através do aproveitamento da biomassa. Assim podem ser utilizados papel, galhos e folhas decorrentes da poda de árvores, embalagens de cartão, etc.

Como primeira consequência, no nosso país, as fábricas portuguesas de biocombustíveis estão praticamente paradas. A Prio, do grupo Martifer, já dispõe de alguns postos de abastecimentos próprios, que lhe têm permitido escoar alguma da sua produção.

No entanto, como notam alguns especialistas, na União Europeia menos de 1 % da produção de cereais e oleaginosas tem sido utilizada para o fabrico de biocombustíveis, sendo que se prevê para este ano um aumento na produção de cereais.

Por outro lado, o Brasil, que há décadas produz etanol a partir de cana de açúcar (utilizando-o como combustível primário ou misturando-o com gasolina) tem mantido os seus fluxos normais de exportação. Isto apesar de metade da sua produção de cana-de- açúcar ser utilizada para fabricar etanol.

Sublinhe-se que qualquer veículo a diesel pode usar o biodiesel puro ou misturado em qualquer proporção com gasóleo de origem fóssil, não sendo necessária qualquer modificação nos motores.

Nos combustíveis alternativos há ainda a salientar os óleos vegetais usados. Quando lançados para a rede de esgotos provocam problemas ambientais, nomeadamente a contaminação das águas e dos solos. Mas, com algumas alterações, praticamente todos os motores diesel o podem utilizar como combustível.

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Sábado, 5 de Julho de 2008

Afinal a coisa não é assim tão boa como a andavam a apregoar!

Entretanto quanta gente já facturou grossos subsídios da UE à custa dos biocombustíveis?

Ideia de redução do CO2 baseou-se em modelos incorrectos

Biocombustíveis estão a provocar aumento de gases com efeito de estufa

04.07.2008 - 18h53 Paulo Miguel Madeira

O biocombustível obtido do milho americano emite quase o dobro do CO2 dos combustíveis fósseis (In Público)

A produção de biocombustíveis a partir de terras agrícolas está afinal a contribuir para o aumento das emissões de dióxido de carbono para a atmosfera. O aumento da concentração deste gás contribui para o efeito de estufa que tem levado à subida da temperatura do planeta e à iminência de alterações climáticas e da subida do nível do mar. A ideia dominante tem sido oposta, mas um estudo publicado em Fevereiro na revista “Sicence” vem dizer que os métodos de contabilização das emissões utilizados eram parcelares.
Esta relação pode ser agora vista como surpreendente, pois a ideia contrária tem sido muito difundida, inicialmente inclusive por movimentos ambientalistas, e com as tecnologias actuais, durante a queima de biocombustíveis pelos automóveis, a emissão directa de dióxido de carbono é semelhante à da gasolina. Mas no conjunto do processo – agravado pelas alterações induzidas no uso dos solos, que contribuem também para uma maior desflorestação do planeta – o saldo acaba por ser muito mais pesado para os biocombustíveis obtidos por via agrícola (ou agrocombustíveis), a grande maioria dos actualmente utilizados.
A ideia é defendida e explicada por Timothy Searchinger, investigador na Universidade de Princeton, nos EUA, e o principal autor do artigo referido, que no início de Junho apresentou uma comunicação em Bruxelas durante a Semana Verde da Comissão Europeia, onde o PÚBLICO esteve. Searchinger argumenta que a maioria dos estudos anteriores contabilizou erradamente o carbono armazenado nas plantas durante o seu crescimento como contribuindo para a redução do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, e que isso só por si foi decisivo para permitir a conclusão de que as emissões resultantes da utilização de biocombustíveis seriam inferiores às do uso de combustíveis fósseis.
Mas Searchinger argumenta que não faz sentido contabilizar assim as emissões de CO2. Segundo explicou, em regra a terra utilizada para as culturas que dão origem aos biocombustíveis estava antes ocupada com vegetação, como florestas, matos, pastagens ou outras culturas, que também tinha carbono sequestrado.
Isto além de outros aspectos negativos dos biocombustíveis: “São acusados por uma grande variedade de estudos de serem um importante contributo para a situação da fome no mundo”, bem como “uma importante razão” do aumento dos preços da alimentação, pelo que recomenda que a produção se concentre “em biocombustíveis que não usem terra produtiva”, disse na altura.

Alteração do uso do solo agrava problema

Mas o cenário agrava-se quando se considera também o CO2 libertado com a alteração de uso do solo devido à plantação de milho, passando as emissões resultantes a ser 93 % superiores às da gasolina – 177 g de emissões de gases com efeito de estufa por MJ (mega joule), face a 92 g no caso da gasolina (um megajoule dá para percorrer meio quilómetro com bioetanol e 400 m com gasolina, segundo investigadores portugueses).
Na sua comunicação em Bruxelas, Searchinger notou que, quando se converte floresta ou pastagens, é libertado parte do carbono armazenado na vegetação e no solo, ao ser arado. E perde-se também a sequestração da vegetação que foi convertida, bem como a das terras de colheitas que reverteriam para florestas ou pastagens se não houvesse procura de biocombustívies.
De acordo com os cálculos apresentados, o etanol produzido nos EUA a partir de milho, em vez de permitir uma redução de 20 por cento das emissões de CO2 (como tem sido divulgado), quase que as duplica durante 30 anos e aumenta os gases com efeito de estufa durante 167 anos por induzir a conversão de terreno com florestas em terreno para agricultura (ver infografia).
Searchinger reconhece que os biocombuíveis podem justificar descontar das suas emissões parte do carbono existente na matéria-prima, se as plantas que crescerem para esse fim sequestrarem mais carbono do que o que se perdeu das anteriores. No entanto, não é isso que acontece nos casos que estudou.

Cana-de-açúcar merece estudo

O problema não se põe, pelo menos com esta dimensão, em todos os biocombustíveis. O etanol produzido a partir da cana-de-açúcar no Brasil tem uma eficiência muito superior à dos exemplos referidos, estimando-se uma redução de 85 % das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) face às da gasolina, sem contabilizar os efeitos de mudança de uso da terra.
No estudo de Searchinger diz-se que se ela implicar apenas a conversão de pastagens tropicais pode compensar essas emissões em quatro anos. Mas, se implicar a conversão de floresta tropical, o período de compensação pode subir para 45 anos. No entanto diz-se também que “a extraordinária produtividade da cana-de-açúcar brasileira merece mais análise especial no futuro” – opinião que é partilhada pelo presidente da Liga para a Protecção da Natureza, Eugénio Sequeira.
A questão da conversão de terra é fulcral porque, por exemplo, no Brasil a agricultura está a expandir-se para a Amazónia devido ao aumento global da procura de terra agrícola, induzido também pelos biocombustíveis, segundo uma reportagem da revista norte-americana “Time”, onde o assunto foi tema de capa no final de Março.
No artigo da “Time”, sob o título “O Mito da Energia Limpa”, diz-se que o etanol produzido a partir de milho, “sempre ambientalmente suspeito, revelou-se ambientalmente desastroso” e que actualmente “a desflorestação é responsável por 20 % das emissões totais de carbono”.

 

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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

Ainda a propósito dos biocombustíveis...

... um site a explorar: Biodiesel - Blog destinado a pessoas interessadas em informações sobre biodiesel. Obviamente a favor dos biocombustíveis.

Neste, 'apontar' aos textos recentes Verdades e mentiras em torno dos biocombustíveis e A grande verdade sobre a questão Biocombustiveis X Alimento.

Não deixa de ser curioso constatar que, mais uma vez, cada um só vê aquilo que quer ver...

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publicado por ehgarde às 19:12
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Onde há fumo...

... há fogo. A versão da inoquidade económica dos biocombustíveis, por muito boa gente apregoada, começa a cair por terra...

 

Relatório confidencial responsabiliza-os pela crise alimentar mundial

Banco Mundial: biocombustíveis fizeram preços dos alimentos disparar 75 por cento desde 2002

04.07.2008 - 11h06 PUBLICO.PT

Mais de um terço do milho norte-americano é agora usado na produção de etanol (In Público)

Os biocombustíveis forçaram os preços dos alimentos a aumentar 75 % desde 2002, segundo um relatório confidencial do Banco Mundial, que os responsabiliza pela crise alimentar. O jornal britânico “The Guardian” publica hoje excertos do relatório.
O relatório, concluído em Abril mas que ainda não foi publicado, diz que o aumento dos preços da energia e dos fertilizantes foi responsável por um acréscimo de apenas 15 % nos preços dos alimentos.
Este documento, da autoria de Don Mitchell, economista sénior do Banco Mundial, contradiz a tese norte-americana de que os biocombustíveis contribuíram com menos de três por cento do aumento dos preços dos alimentos. Por isto mesmo, vários analistas acreditam que o relatório ainda não foi divulgado para evitar embaraçar a administração Bush. “Iria colocar o Banco Mundial num ‘hot-spot’ político com a Casa Branca”, comentou ontem um analista, citado pelo “The Guardian”.
Segundo o Banco Mundial, o aumento dos preços dos alimentos colocou 100 milhões de pessoas em todo o mundo abaixo do limiar de pobreza. Bush aponta o aumento da procura na Índia e China como causas do aumento dos preços. Mas o Banco Mundial não concorda. “O rápido crescimento dos rendimentos nos países desenvolvidos não originou grandes aumentos no consumo mundial de cereais e não foi um factor responsável pela grande subida dos preços”, revela o estudo. A aposta da União Europeia e dos Estados Unidos nos biocombustíveis teve, de longe, o maior impacto nos “stocks” alimentares e nos preços.
A União Europeia tem como meta dez por cento de biocombustíveis nos transportes, até 2020. Mas este objectivo está debaixo de críticas.

Uma mão cheia de milho antes de processado. Foto: Charlie Neibergall/AP, In "The Guardian"

Biocombustíveis distorceram o mercado, diz relatório


“Sem o aumento dos biocombustíveis, os ‘stocks’ mundiais de trigo e milho não teriam registado um declínio tão acentuado e o aumento dos preços devido a outros factores teria sido moderado”, conclui o relatório, citado pelo “The Guardian”.
O relatório explica que a produção de biocombustíveis distorceu o mercado: os cereais destinados à alimentação passaram a ser usados para produzir combustível - mais de um terço do milho norte-americano é agora usado na produção de etanol - e os agricultores têm sido incentivados a dedicar solo agrícola para a produção de biocombustíveis. Além disso geraram especulação financeira no sector dos cereais.
O Governo britânico prepara-se para publicar o seu próprio relatório sobre o impacto dos biocombustíveis, o “Relatório Gallagher”.

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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Vitórias

1. Há quem seja teimoso...

Lula aposta em vitória brasileira na "guerra" do etanol

segunda-feira, 9 de junho de 2008 08:40 BRT

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a usar seu programa de rádio semanal para defender o etanol brasileiro, assunto discutido na reunião da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), na semana passada.

Lula também anunciou que o governo estuda medidas para melhorar as condições de trabalho dos cortadores de cana-de-açúcar, recentemente criticadas em relatório da Anistia Internacional.

No programa "Café com o Presidente", Lula afirmou que as críticas ao etanol brasileiro, apontado como responsável pela alta no preço dos alimentos e no desmatamento da Amazônia, fazem parte de "uma verdadeira guerra comercial".

"Nós sabemos os interesses dos países que não produzem etanol, ou produzem etanol do trigo, ou produzem etanol do milho, que não é competitivo, é mais caro, diferentemente da cana", disse o presidente.

Lula também defendeu o etanol das críticas relacionadas às condições precárias de trabalho em canaviais.

"Eu reconheço que é pesado o trabalho na cana-de-açúcar, reconheço que é muito pesado o trabalho no corte de cana, agora não é mais pesado que os trabalhadores que trabalham numa mina de carvão (...) que foi a base do desenvolvimento de muitos países europeus", disse Lula.

O presidente também anunciou que o chefe da Secretário-Geral da Presidência, Luiz Dulci, está em contato com empresários do setor sucroalcooleiro sobre a melhora nas condições de trabalho dos cortadores de cana. Segundo Lula, a intenção do governo é melhorar a qualificação dos trabalhadores para evitar o desemprego com a troca do corte manual pelo mecanizado.

"Nós não queremos substituir o homem pela máquina, nós queremos que a máquina corte cana, mas queremos que o ser humano que hoje corta a cana tenha a possibilidade de ter um trabalho melhor, um trabalho digno", comentou.

(Por Eduardo Simões) © Thomson Reuters 2008 All rights reserved


2. Habitualmente a nossa visão (lusitana) do futebol é bem mais pudica...

Estréia convincente de Portugal e show das torcidas 

Torcedora de Portugal mostra sua beleza durante jogo da Euro / Foto: ReutersNão dá para dizer que foi uma abertura de Eurocopa animadora. República Tcheca e Suíça jogaram bem abaixo da crítica e deixaram os torcedores a beira de um ataque de nervos. Os anfitriões suíços repetiram o mesmo defeito da Copa de 2006: se possuem uma defesa sólida, e que só foi superada em uma ocasião, seu ataque é de uma inoperância incrível. Sem Frei, que saiu contundido, a tendência é piorar ainda mais.

Logo em seguida, Portugal estreou bem, apesar do começo titubeante. Cristiano Ronaldo, visivelmente cansado depois da estafante temporada com o Manchester, só apareceu no segundo tempo, quando o time de Luis Felipe Scolari dominou as ações e saiu com justíssima vitória. Vale destacar também a boa atuação de Deco, que andava sumido no Barcelona, e o ótimo desempenho do não menos luso-brasileiro Pepe.

Torcida turca faz a festa / Foto: Reuters

Agora, o que foi mesmo legal de ver foi a festa nas arquibancadas da Suíça. Em Genebra e na Basiléia, os torcedores deram um show de cores, cantos e trajes, e fizeram com que os muitos momentos mornos das partidas passassem quase desapercebidos.

E você, gostou da estréia da Euro-2008?

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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Cada um defende a sua dama como pode...

'Não venham culpar o etanol', diz Lula sobre inflação de alimentos no mundo

Pablo Uchoa - Enviado especial da BBC Brasil a Haia

Lula com premiê holandês Balkenende

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu nesta quinta-feira em defesa do etanol brasileiro, rejeitando a sugestão de que a produção do biocombustível esteja criando pressões inflacionárias nos alimentos. "Não me venham dizer que (o culpado pela inflação) é o etanol", comentou Lula, que está em viagem oficial de três dias a Holanda e República Checa.

A relação entre o etanol brasileiro e a alta dos preços dos alimentos no mundo ocuparam a atenção de jornalistas brasileiros e holandeses na entrevista coletiva de Lula e do primeiro-ministro da Holanda, Jan Peter Balkenende, em Haia, embora o propósito da visita fosse atrair investimentos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Para Lula, os preços dos alimentos têm subido porque "os pobres do mundo começaram a comer". "Tem mais chineses comendo no mundo, mais indianos comendo no mundo, mais brasileiros comendo no Nordeste e na periferia do país, mais latino-americano comendo, mais gente de países pobres comendo, tem mais gente na África comendo. E tudo isso gera pressão nos alimentos." "Eu estou convencido de que o mundo precisa produzir mais alimentos. Todos nós temos de dar graças a Deus que o mundo está comendo mais."

Desde o ano passado, os preços dos alimentos aumentaram em média 40% nos mercados mundiais, e os de matérias-primas básicas duplicaram. Em alguns países da África e no Haiti, a alta do preço dos alimentos tem gerado violência. A ONU manifestou preocupação com a questão nesta semana.
Ecologia
Lula rejeitou críticas de que a produção de etanol causa desmatamento e substitui plantações de alimentos por colheitas para a produção de matéria-prima energética.

Segundo o presidente, dos 851 milhões de hectares que o Brasil tem, 400 milhões são aráveis. Deste número, 60 milhões de hectares poderiam ser usados para expansão do etanol, já que se trata de terras degradadas pela pecuária.

O primeiro-ministro da Holanda, Jan Peter Balkenende, foi cauteloso ao falar sobre a relação entre os biocombustíveis e a alta dos alimentos no mundo.

"A inflação é um problema que está preocupando vários países, inclusive a Holanda", disse o premiê holandês. "A questão da sustentabilidade tem gerado grande tensão. Imagine que aqui na Holanda estamos abaixo do nível do mar. Então as questões em torno da mudança climática e da sustentabilidade são muito importantes para os holandeses." "Temos que levar em conta os aspectos ecológicos dos biocombustíveis."

Os biocombustíveis acabaram, sem querer, dominando a agenda da viagem de Lula à Holanda até o momento.

O presidente também fez uma defesa do etanol brasileiro aos presidentes das Câmaras baixa e alta do Parlamento holandês, segundo o Ministro da Indústria, Comércio e Desenvolvimento, Miguel Jorge. O ministro disse que Lula falou aos parlamentares holandeses sobre a diferença entre o etanol americano e o brasileiro. O produto do Brasil é feito a partir da cana e, segundo Lula, mais ecológico e econômico.

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Terça-feira, 25 de Março de 2008

"Os biocombustíveis: solução... ou problema?"

Tertúlia da Campo Aberto no próximo sábado, 29 de Março, pelas 15h, na sede da Associação (Rua de Santa Catarina, 730 - 2º Dir., Porto).

A estar presente.

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Biocombustíveis em Moçambique

1. ENERGIA - Moamba na corrida pelos biocombustíveis

Maputo, Sexta-Feira, 14 de Março de 2008:: Notícias

A EMPRESA Petróleos de Moçambique (Petromoc SA) e o Comité de Facilitação da Agricultura entre Moçambique e África do Sul (COFAMOSA) acaba de estabelecer uma parceria para a produção de açúcar e bioetanol a partir de cana de açúcar, numa área com a extensão de 29 mil hectares, localizados nos distritos de Moamba e Magude, na província de Maputo.

 
Para o efeito, no quadro da preparação de componentes específicas do estudo de viabilidade, que contam com o financiamento do Governo do Reino de Espanha, foi rubricado na última terça-feira, em Maputo, um contrato de prestação de serviços de consultoria, subscrito pela entidade implementadora (Petromoc) e pela empresa espanhola de consultoria (Europrysma), num acto testemunhado pela representação comercial do governo espanhol junto à Embaixada deste país em Pretória.

O acto contou ainda com a honrosa presença do Embaixador do Reino da Espanha em Maputo, Juan Manuel Molina.

De acordo com as características e dimensões do projecto, o estudo integrado de viabilidade comporta componentes diversas e complexas que exigem uma consultoria especializada. Para a sua realização foi lançado um concurso internacional ganho pela espanhola Europrysma.

O Governo espanhol disponibilizou já, a título de donativo, cerca de 290 mil euros como contribuição para a realização do referido estudo de viabilidade. Outros montantes adicionais não especificados estão em negociação entre os governos de Moçambique e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), cujos acordos poderão ser rubricados brevemente.

Casimiro Francisco, em representação da Petromoc disse ser desejo dos proponentes do projecto, ver o processo concluído no mais curto espaço de tempo, “mas pensamos que não vai ser em menos de 12 a 14 meses porque como disse, é um projecto muito complexo”.

Relativamente ao arranque do empreendimento, a fonte indicou que o mesmo só pode acontecer num horizonte temporal de 26 a 30 meses. No global, o projecto poderá custar acima de 400 milhões de dólares, mas segundo Casimiro Francisco, tudo depende da área inicial que for considerada.

“É que estamos também a admitir fazer o projecto em três fazes. A primeira fase poderá comportar 10 mil hectares”, explicou Casimiro Francisco.

Para já, segundo soubemos, o projecto apresenta vantagens económicas e sociais para os distritos da Moamba e Magude, em particular e para o país no geral, pois, para além de minimizar os efeitos negativos dos elevados preços dos combustíveis fósseis, no mercado internacional, traz efeitos benéficos ao meio ambiente.

Constitui igualmente, um importante factor de desenvolvimento do sector agrícola e da economia rural para além de que será geradora de empregos. Terá ainda um forte impacto positivo na balança de pagamentos e constitui um poderoso vector de combate à pobreza. 


2. Depois de biodiesel : Petromoc procura viabilizar o etanol

Maputo, Segunda-Feira, 17 de Março de 2008:: Notícias

A empresa Petróleos de Moçambique, Petromoc SA, tenciona investir 400 milhões de dólares norte-americanos para viabilizar um projecto de produção de etanol a partir de cana-de-açúcar na província de Maputo. A estimativa é que sejam geradas, no quadro deste empreendimento que também envolve o Comité de Facilitação da Agricultura entre Moçambique e África do Sul (COFAMOSA), entre 220 e 230 milhões de litros de bio-etanol por ano.

 

A produção de biocombustíveis apresenta-se como uma alternativa para Moçambique, dada a alta de preços dos combustíveis fósseis no mercado internacional. Há quatro anos o país gastava 75 milhões de dólares norte-americanos na importação de combustíveis. Hoje, devido à volatilidade dos preços no mercado internacional, a importação subiu para 350 milhões de dólares. As previsões indicam que este montante poderá atingir os 700 milhões de dólares, caso não surjam alternativas de produção interna de combustíveis. 

Naquilo que foi experiência-piloto na busca de soluções para o problema, a Petromoc instalou no ano passado uma unidade de processamento de biodiesel nas suas instalações na Matola, que produz 80 mil litros por dia. O projecto poderá ser expandido para Beira e Nampula, tudo dependendo da disponibilidade da matéria-prima.

A  Petromoc estuda a possibilidade de vir a produzir cana sacarina nos distritos da Moamba e Magude, numa extensão calculada em cerca de 29 mil hectares destinados ao etanol. Parte destas terras formavam o regadio de Sábie, um empreendimento construído com a finalidade de viabilizar aquilo que seria o segundo maior celeiro da região sul do país.

No quadro da preparação de componentes específicas do estudo de viabilidade, que conta com o financiamento do Governo do Reino da Espanha, foi rubricado semana passada em Maputo um contrato para a prestação de serviços de consultoria, subscrito pela entidade implementadora, a Petromoc, e pela empresa espanhola de consultoria (Europrysma), um acto testemunhado pela representação comercial do Governo espanhol junto à Embaixada deste país em Pretória.

O Governo espanhol predispôs-se a financiar o estudo de viabilidade, num montante estimado em 290 mil euros. No entanto, segundo soubemos, continuam a decorrer negociações entre o Banco Africano de  Desenvolvimento (BAD) e o Governo moçambicano, destinadas a financiar decisivamente o projecto.

Fonte da administração da Petromoc disse à nossa Reportagem que para além da produção de etanol, as ambições do novo projecto contemplam a produção de bagaço e a geração de energia eléctrica.

Tudo indica que o desejo dos proponentes do projecto é ver o processo concluído o mais curto espaço de tempo, prevendo-se um período de entre 12 a 14 meses tendo em conta tratar-se de um projecto complexo.  


 3. Projecto avaliado em 51 milhões de euros

Galp e Visabeira prometem transformar óleos em combustíveis em Moçambique 

24.03.2008 - 09h16 - Por Lusa

 

A Galp e a Visabeira Moçambique vão anunciar hoje em Maputo um projecto avaliado em 51 milhões de euros para a produção de óleos transformáveis em biocombustíveis, disse à Lusa uma fonte ligada ao acordo.

A parceria entre as duas empresas prevê a criação de uma plantação de cerca de 45 mil hectares no norte de Moçambique, possivelmente em Nacala, província de Nampula, de sementes de óleo para a produção de combustível.
A maior parte dessa produção, que levará oito anos a ser implementada, permanecerá em Moçambique, seguindo a restante para exportação após o seu tratamento em refinaria da Galp em Portugal, acrescentou a mesma fonte.
(...) Os (...) protocolos vão ser enquadrados num seminário empresarial que hoje tem lugar em Maputo, no primeiro dia da visita oficial que o Presidente da República, Cavaco Silva, realiza a Moçambique.
O Presidente da República está acompanhado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, Defesa, Educação e por representantes de dezenas de empresas portuguesas, entre as quais alguns dos gigantes da economia nacional, quase todas com negócios importantes em Moçambique.
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