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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Verde fluorescente

Proteína Fluorescente vale Nobel da Química

O Prémio Nobel da Química foi atribuído ao japonês Osamu Shimomura e aos norte-americanos Martin Chalfie e Roger Tsien pela descoberta e desenvolvimento da Proteína Fluorescente Verde, anunciou o Comité Nobel.

A proteína fluorescente verde (GFP), observada pela primeira vez nas medusas, foi essencial para o desenvolvimento da bioquímica, sendo usada como instrumento de laboratório para iluminar processos em organismos vivos, como o desenvolvimento das células cerebrais ou a propagação das células tumorais.

Shimomura isolou esta proteína de uma medusa encontrada ao largo da costa ocidental da América do Norte e descobriu que ficava verde brilhante sob o efeito de luz ultravioleta.

Em 1990, Chalfie chamou a atenção para o valor da GFP "como marcador genético luminoso", e Tsien contribuiu "para a compreensão da fluorescência" da proteína, segundo a citação do Comité Nobel.

Isso significa que os investigadores puderam usar a GFP para localizar danos produzidos em células nervosas pela doença de Alzheimer ou observar como as células-beta produtoras de insulina são criadas no pâncreas de um embrião em crescimento.

"Numa experiência espectacular, uma equipa de investigadores conseguiu marcar várias células nervosas no cérebro de um rato com um caleidoscópio de cores", conclui o Comité.

O prémio, no valor de um milhão de coroas suecas (1,02 milhões de euros), será partilhado em partes iguais pelos três laureados.

DR
Osamu Shimomura, Martin Chalfie e Roger Y. Tsien

 

 

Nobel da Química para descobridores da proteína verde fluorescente

08.10.2008 - 10h47

O Nobel da Química foi hoje atribuído aos cientistas Osamu Shimomura, Martin Chalfie e Roger Y. Tsien, "pela descoberta e desenvolvimento da proteína verde fluorescente", anunciou o Comité Nobel.

“A proteína verde fluorescente, ou GFP (na sigla em Inglês), foi observada primeiramente na medusa Aequorea Victoria, em 1962. Desde essa altura, a proteína tornou-se uma das mais importantes ferramentas usadas na biociência contemporânea”, anunciou o Comité Nobel.

“Com a ajuda da GFP, os cientistas desenvolveram processos de observação que eram anteriormente invisíveis, tal como o desenvolvimento de células nervosas no cérebro ou a forma como as células cancerígenas se espalham” pelo organismo, refere ainda o Comité.

“Centenas de milhares de diferentes proteínas residem num organismo vivo, controlando importantes processos químicos minuciosos. Se este processo proteico não funcionar, os organismos adoecem. É por isso que tem sido imperativo para a biociência identificar o papel das diferentes proteínas do corpo.

O Prémio Nobel da Química deste ano premeia a descoberta inicial do GFP e uma série de importantes desenvolvimentos que levaram a que fosse usada como ferramenta de identificação na biociência.

Usando a tecnologia de DNA, os investigadores podem agora ligar o GFP a outras interessantes proteínas, que de outra maneira seriam invisíveis. Este marcador brilhante permite-lhes ver movimentos, posições e interacções com as proteínas marcadas, ou ‘alvejadas’” no processo", acrescenta o Comité.

"Os investigadores podem igualmente acompanhar o destino de várias células com a ajuda da GFP, como por exemplo as células nervosas que ficam danificadas com a doença de Alzheimer ou a forma como as células beta, produtoras de insulina, são criadas no pâncreas de um embrião em crescimento.
Durante uma experiência, os cientistas conseguiram identificar diferentes células nervosas no cérebro de um rato com um caleidoscópio de cores".

O japonês naturalizado americano Osamu Shimomura, nascido em 1928, trabalha no Laboratório de Biologia Marinha em Woods Hole, Massachusetts, nos Estados Unidos, indicou o Comité Nobel. Shimomura isolou pela primeira vez a GFP da medusa Aequorea victoria, que vagueia ao sabor das correntes da costa oeste da América do Norte. Descobriu que esta proteína verde brilhava de forma fluorescente debaixo de uma luz ultravioleta.

Martin Chalfie, nascido em 1947, trabalha na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Chalfie demonstrou, por seu lado, o valor da GFP como "marcador" genético luminoso para vários fenómenos biológicos. Numa das suas primeiras experiências, "coloriu" seis células individuais com a ajuda da GFP.

Roger Y. Tsien, que dividiu com os outros dois cientistas um terço do prémio, nasceu em 1952 e trabalha para a Universidade da Califórnia, em San Diego, nos EUA. Y. Tsien contribuiu para o entendimento generalizado de como brilha a proteína GFP. Também foi ele que estendeu a paleta das cores para além do verde, permitindo aos cientistas dar às várias proteínas e células cores diferentes. Isto permite aos cientistas seguirem diferentes processos biológicos ao mesmo tempo.


Em tempo: ver Green Fluorescent Protein (GFP)

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publicado por ehgarde às 14:40
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