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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Wall-E

 


Trabalhadores limpavam ontem lixo nas margens do rio Yangtze, perto das Três Gargantas, em Yichang, na província de Hubei. Fotografia: Reuters

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publicado por ehgarde às 12:25
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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Mais chinesices!!!

O show-off é tão importante... 

Nova polémica com a abertura das olimpíadas

Criança que cantou na abertura dos jogos fez 'playback'

Lin Miaoke encantou o mundo quando cantou na abertura dos Olímpicos, mas, afinal, a criança limitou-se a fazer 'playback'. É que a organização entendeu que a menina que gravou o original não tinha uma cara suficientemente bonita para aparecer e isso era "uma questão de interesse nacional".

21:07 | Terça-feira, 12 de Ago de 2008
Criança que cantou na abertura dos jogos fez 'playback' Yang Peiyi (à esquerda) e Lin Miaoke (à direita)

Yang Peiyi (à esquerda) e Lin Miaoke (à direita)

Há uma nova polémica com a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos. Depois de se ter descoberto que as imagens aéreas do fogo de artifício transmitidas na televisão foram criadas por um programa de computador. Agora, soube-se que a criança que cantou a canção, Lin Miaoke, estava na realidade a fazer 'playback'.

A menina da voz original, Yang Peiyi, não tinha uma cara suficientemente bonita para aparecer no evento transmitido para todo o mundo. "Foi uma questão de interesse nacional", disse Chen Qigang, responsável musical da cerimónia numa entrevista na rádio nacional

"A menina devia ter uma imagem perfeita e capaz de transmitir emoções", avança o mesmo responsável, numa tentativa de justificar a decisão que está a causar polémica.

Fogo de artifício criado em computador

A polémica do 'playback' surge dois dias depois de ter sido descoberta a primeira mentira da cerimónia: as imagens do que seriam pegadas respresentadas em fogo de artifício - que caminharam no céu e foram transmitidas pelo mundo inteiro -, não só não eram reais, como foram metidas no meio do suposto directo televisivo da cerimónia de abertrurda dos jogos.

O jornal inglês "Telegraph" afirma que as imagens de fogo de artifício que correram o mundo foram criadas por computador. Mas aqui, a China diz que o fez por "questões de segurança".

O fogo de artifício foi de facto disparado para o ar, mas "seria perigoso captar as imagens". Daí que os anfitriões chineses tenham decidido criar durante um ano, um programa de computador que pudesse mostrar ao mundo aquilo que os espectadores do 'Ninho de pássaro' viam.

O truque foi revelado por um jornal chinês, o "Beijing Times", no fim-de-semana a seguir à cerimónia de abertura. Gao Xiaolong, responsável pelos efeitos visuais da cerimónia, revelou que levou quase um ano a criar a ilusão de 55 segundos.


Ver também aqui

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publicado por ehgarde às 22:20
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Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Professor, profissão perigosa

Mostrou imagens de escolas que desabaram

Professor chinês enviado para campo de trabalho por divulgar fotos de sismo na Internet

30.07.2008 - 15h06

Foto David Gray/Reuters in Público

Um professor chinês foi detido por ter partilhado fotografias de escolas que desabaram em consequência do sismo que abalou a província chinesa de Sichuan, em Maio passado, indicou hoje um grupo local de direitos humanos.

A organização Direitos Humanos na China informou que Liu Shaokun foi obrigado a cumprir um ano de “reeducação pelo trabalho”, avança a BBC.

O professor foi detido por “ter espalhado rumores e ter destruído a ordem social”, indicou o mesmo grupo.

O sismo de 12 de Maio matou 70 mil pessoas, muitas das quais eram crianças, que ficaram soterradas debaixo das suas escolas. As más condições dos edifícios das escolas públicas tornou-se um assunto delicado para o governo, e os pais enlutados chegaram a participar em diversos protestos pedindo um inquérito.

“Em vez de investigarem e pedirem responsabilidades pela construção má e perigosa dos edifícios escolares, as autoridades estão a recorrer a práticas de educação pelo trabalho para silenciar e deter cidadãos preocupados como o professor Liu Shaokun e outros”, afirmou o director executivo da organização Direitos Humanos na China, Sharon Hom.

De acordo com o mesmo grupo, a mulher de Liu Shaokun foi informada pela polícia, na semana passada, que o professor, da escola secundária de Guanghan, cidade de Deyang, tinha sido enviado para um campo de trabalho.

O sistema de “reeducação pelo trabalho” permite à polícia encarcerar um suspeito de um crime por um período que pode ir até aos quatro anos, sem a necessidade de culpa formada nem da apresentação de uma queixa formal. O sistema, em vigor desde 1957, é duramente criticado pelas Nações Unidas e diversas organizações internacionais.


Ver também aqui, aqui, e sobretudo aqui.

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publicado por ehgarde às 16:37
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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Yuhangyuan

A China poderá chegar à Lua antes de os EUA lá voltarem 

16.07.2008, Ana Gershenfeld

 O primeiro "yuhangyuan" (Foto BBC)Yuhangyuan quer dizer astronauta em chinês. Será um yuhangyuan o primeiro humano a regressar à Lua, lá para 2020? 

O espaço já não é o que era. A corrida espacial já não é uma competição em que apenas dois podiam participar, a Rússia e os Estados Unidos. Muitos outros actores estão a entrar neste jogo, e a China está a tornar-se um forte concorrente: na verdade, o próprio administrador da NASA, Michael Griffin, disse agora em entrevista à BBC on-line que "é claramente possível que, se a China quiser pôr pessoas na Lua, e se o quiser fazer antes dos Estados Unidos, pode fazê-lo com certeza. Em termos de capacidade técnica, não há qualquer dúvida de que pode".
Hoje, uma pletora de países entrou na competição pelo controlo e exploração espacial - e esta globalização do espaço, este assalto à "última fronteira" da Humanidade, ameaça seriamente retirar aos norte-americanos a liderança que até agora tinha sido sua.
Mesmo em relação ao envio de astronautas para a Lua, já em 2020 - como etapa prévia ao envio de uma missão tripulada a Marte, talvez em 2035 -, nada garante que a NASA possa conservar o avanço que conquistou há mais de 25 anos, quando o programa Apolo levou os primeiros homens ao satélite natural da Terra. Desde 1972 que nenhum ser humano voltou a pôr o pé na Lua.
Em 2003, a China tornou-se o terceiro país do mundo a colocar astronautas em órbita em redor da Terra. O primeiro yuhangyuan (astronauta em chinês) foi Yang Liwei, que permaneceu no espaço 21 horas, a bordo de uma nave Shenzhou 5.
Uma segunda missão levou dois astronautas chineses durante cinco dias para os subúrbios do planeta. O terceiro episódio desta saga chinesa, uma nova missão tripulada, está previsto para o próximo mês de Outubro.
Ainda segundo a BBC, embora as autoridades chinesas tenham exprimido dúvidas quanto a conseguirem levar uma missão tripulada até à Lua até 2020, o director da agência espacial chinesa declarou no ano passado considerar que uma missão tripulada da China à Lua era algo inevitável. Para 2013 ou 2015 está prevista uma missão de aterragem robotizada.
Confirmando a tendência para a perda de terreno dos Estados Unidos, um estudo recentemente publicado pela consultora norte-americana Futron revelou que a globalização do espaço está a acontecer ainda mais depressa do que se pensava, "ameaçando a liderança dos EUA no espaço".
Actualmente, segundo explica o jornal The Washington Post, que teve acesso ao estudo, já há seis países, para além da agência espacial europeia (ESA, da qual Portugal faz parte), com capacidade para colocar em órbita satélites e naves sofisticadas. E estão a ser projectados novos foguetões e naves para transportar astronautas - chineses, mas também russos, europeus, indianos - para a Lua.

Países colaboram entre si

Do lado das missões não tripuladas, o Japão e a Europa deverão lançar sondas para explorar o sistema solar e ir mesmo mais além. Prevê-se que a sonda europeia Exomars, nomeadamente, seja lançada em direcção a Marte já em 2013, com a missão de explorar a possibilidade de existência de vida naquele planeta de forma mais aprofundada que a sonda Phoenix da NASA, actualmente a cumprir a sua missão de três meses.
Há muitos países que estão a colaborar entre si - a Rússia e a União Europeia, Israel com o Japão e a UE (através da construção, naquele país do Médio Oriente, de um centro de lançamento de nanossatélites, salienta o Post). Mas enquanto este tipo de colaborações internacionais se intensifica, os EUA continuam relativamente isolados nos seus esforços.
Isto deve-se em particular à restrição imposta à exportação pelos EUA de tecnologias consideradas "sensíveis" pelos militares. "Ironicamente - lê-se ainda no diário norte-americano -, os esforços desenvolvidos para impedir o acesso à tecnologia espacial a potenciais inimigos têm travado a cooperação dos EUA com outras nações e limitado as vendas de equipamentos de fabrico norte--americano."
O resultado está à vista: hoje, são outros países que controlam o negócio da colocação em órbita de satélites comerciais de países como a Nigéria, o Brasil, Singapura, etc. A empresa europeia Arianespace é emblemática deste negócio florescente.

Vaivém ainda sem sucessor

Como se isto não bastasse, os vaivéns norte-americanos, os mais sofisticados transportadores espaciais em operação no mundo, vão interromper a sua actividade já em 2010, como foi recentemente anunciado. E os seus sucessores apenas deverão estar prontos em 2015, o que deixará os EUA sem acesso autónomo à estação espacial internacional (ISS, na sigla em inglês) durante cinco anos.
Interrogado pela BBC quanto ao impacto psicológico que esta perda de liderança poderá surtir no país - os norte-americanos estão habituados a serem os melhores nesta área -, Michael Griffin não se quis aventurar a responder: "Não sou psicólogo, não sei se tem ou não importância".
Mas esse perigo também está a pairar no ar.

 

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publicado por ehgarde às 22:43
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