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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Autosuficiente

Bactéria 'solitária' dá pista sobre vida fora da Terra, diz estudo

10/10/2008 às 17h01m

candidatus desulforudis audaxviatoCientistas americanos descobriram na África do Sul um minúsculo organismo que vive inteiramente isolado, sem oxigênio e na escuridão total das profundezas da Terra.

Acredita-se que a descoberta da bactéria, descrita na edição desta sexta-feira da revista científica Science, tenha revelado a criatura mais solitária do planeta e forneça pistas sobre como seria possível haver vida em outros planetas.

A bactéria foi batizada de candidatus desulforudis audaxviator, em referência a uma citação em latim contida no livro Viagem ao Centro da Terra, de Jules Verne. A referência encontrada pelo personagem-herói, um "viajante audaz" (audax viator), termina inspirando-o a empreender a jornada.

A d. audaxviator foi encontrada imersa em água em uma mina de ouro na África do Sul por uma equipe do Laboratório Nacional de Berkeley, da Califórnia (Estados Unidos).

Cientistas dizem que a bactéria é "completamente auto-suficiente" - é composta dos elementos que a circundam, incluindo carbono e nitrogênio, retira energia do hidrogênio e do sulfato e se reproduz dividindo a si mesma.

"Isso é algo que sempre especulamos. Mas encontrar isso aqui na Terra é a confirmação da idéia de que se pode, na verdade, condensar os elementos originais de todo um ecossistema em um único genoma", afirmou um dos pesquisadores, Dylan Chivian.

Primórdios

Os cientistas afirmam que a bactéria compõe 99,9 % dos organismos que habitam a falha na qual foi encontrada - ou seja, vive completamente isolada de outras criaturas, em um ambiente quente, escuro e com oxigênio rarefeito.

Chivian diz que a descoberta pode dar pistas sobre como eventuais organismos vivos poderiam sobreviver em planetas que, diferente da Terra, não contêm grande oferta de oxigênio.

"Em seus primórdios, a Terra e outros planetas não possuíam muito oxigênio, e a vida evoluiu para encontrar maneiras de obter energia", afirmou Chivian.

"Se um dia descobrirmos a vida em outros planetas, pode muito bem ocorrer de (os organismos) viverem sem oxigênio, extraindo sua energia de elementos químicos como o sulfato."

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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Verde fluorescente

Proteína Fluorescente vale Nobel da Química

O Prémio Nobel da Química foi atribuído ao japonês Osamu Shimomura e aos norte-americanos Martin Chalfie e Roger Tsien pela descoberta e desenvolvimento da Proteína Fluorescente Verde, anunciou o Comité Nobel.

A proteína fluorescente verde (GFP), observada pela primeira vez nas medusas, foi essencial para o desenvolvimento da bioquímica, sendo usada como instrumento de laboratório para iluminar processos em organismos vivos, como o desenvolvimento das células cerebrais ou a propagação das células tumorais.

Shimomura isolou esta proteína de uma medusa encontrada ao largo da costa ocidental da América do Norte e descobriu que ficava verde brilhante sob o efeito de luz ultravioleta.

Em 1990, Chalfie chamou a atenção para o valor da GFP "como marcador genético luminoso", e Tsien contribuiu "para a compreensão da fluorescência" da proteína, segundo a citação do Comité Nobel.

Isso significa que os investigadores puderam usar a GFP para localizar danos produzidos em células nervosas pela doença de Alzheimer ou observar como as células-beta produtoras de insulina são criadas no pâncreas de um embrião em crescimento.

"Numa experiência espectacular, uma equipa de investigadores conseguiu marcar várias células nervosas no cérebro de um rato com um caleidoscópio de cores", conclui o Comité.

O prémio, no valor de um milhão de coroas suecas (1,02 milhões de euros), será partilhado em partes iguais pelos três laureados.

DR
Osamu Shimomura, Martin Chalfie e Roger Y. Tsien

 

 

Nobel da Química para descobridores da proteína verde fluorescente

08.10.2008 - 10h47

O Nobel da Química foi hoje atribuído aos cientistas Osamu Shimomura, Martin Chalfie e Roger Y. Tsien, "pela descoberta e desenvolvimento da proteína verde fluorescente", anunciou o Comité Nobel.

“A proteína verde fluorescente, ou GFP (na sigla em Inglês), foi observada primeiramente na medusa Aequorea Victoria, em 1962. Desde essa altura, a proteína tornou-se uma das mais importantes ferramentas usadas na biociência contemporânea”, anunciou o Comité Nobel.

“Com a ajuda da GFP, os cientistas desenvolveram processos de observação que eram anteriormente invisíveis, tal como o desenvolvimento de células nervosas no cérebro ou a forma como as células cancerígenas se espalham” pelo organismo, refere ainda o Comité.

“Centenas de milhares de diferentes proteínas residem num organismo vivo, controlando importantes processos químicos minuciosos. Se este processo proteico não funcionar, os organismos adoecem. É por isso que tem sido imperativo para a biociência identificar o papel das diferentes proteínas do corpo.

O Prémio Nobel da Química deste ano premeia a descoberta inicial do GFP e uma série de importantes desenvolvimentos que levaram a que fosse usada como ferramenta de identificação na biociência.

Usando a tecnologia de DNA, os investigadores podem agora ligar o GFP a outras interessantes proteínas, que de outra maneira seriam invisíveis. Este marcador brilhante permite-lhes ver movimentos, posições e interacções com as proteínas marcadas, ou ‘alvejadas’” no processo", acrescenta o Comité.

"Os investigadores podem igualmente acompanhar o destino de várias células com a ajuda da GFP, como por exemplo as células nervosas que ficam danificadas com a doença de Alzheimer ou a forma como as células beta, produtoras de insulina, são criadas no pâncreas de um embrião em crescimento.
Durante uma experiência, os cientistas conseguiram identificar diferentes células nervosas no cérebro de um rato com um caleidoscópio de cores".

O japonês naturalizado americano Osamu Shimomura, nascido em 1928, trabalha no Laboratório de Biologia Marinha em Woods Hole, Massachusetts, nos Estados Unidos, indicou o Comité Nobel. Shimomura isolou pela primeira vez a GFP da medusa Aequorea victoria, que vagueia ao sabor das correntes da costa oeste da América do Norte. Descobriu que esta proteína verde brilhava de forma fluorescente debaixo de uma luz ultravioleta.

Martin Chalfie, nascido em 1947, trabalha na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Chalfie demonstrou, por seu lado, o valor da GFP como "marcador" genético luminoso para vários fenómenos biológicos. Numa das suas primeiras experiências, "coloriu" seis células individuais com a ajuda da GFP.

Roger Y. Tsien, que dividiu com os outros dois cientistas um terço do prémio, nasceu em 1952 e trabalha para a Universidade da Califórnia, em San Diego, nos EUA. Y. Tsien contribuiu para o entendimento generalizado de como brilha a proteína GFP. Também foi ele que estendeu a paleta das cores para além do verde, permitindo aos cientistas dar às várias proteínas e células cores diferentes. Isto permite aos cientistas seguirem diferentes processos biológicos ao mesmo tempo.


Em tempo: ver Green Fluorescent Protein (GFP)

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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Petróleo, fonte renovável de energia...

E esta, heim?!?

Laboratório

Cientistas americanos produzem petróleo a partir de bactérias

Sol, EC com CNN

Uma empresa de bio-teconologia norte-americana está a produzir petróleo graças ao produto da digestão de uma bactéria. E não é um bacilo qualquer, é a perigosa bactéria E.coli. 

Produzir petróleo sem ter de esperar 100 milhões de anos é um dos objectivos de cientistas desde há vários anos, e finalmente um laboratório parece ter encontrado uma luz ao fundo do túnel.

A empresa californiana de biotecnologia LS9 inc., está a produzir petróleo através de bactérias, essencialmente o perigoso bacilo E.coli, que causa várias doenças aos seres humanos, como gastroenterites.

Sendo um produto orgânico decomposto, cedo se percebeu que descobrir uma forma de acelerar o processo é a solução para tornar o petróleo uma energia renovável.

E como entram as bactérias na equação? Da forma mais simples. Os cientistas descobriram que os excrementos de algumas bactérias são uma forma simples de petróleo, gasóleo até, se bem que microscopicamente pequena também, para já. No entanto, o laboratório da Califórnia já conseguiu produzir alguns barris, o que leva a crer que poderá ser uma solução rentável no futuro.

As bactérias E.coli usadas são alimentadas com açucar de plantas e os seus excrementos, um líquido muito semelhante a gasóleo, são recolhidos depois. Um processo que tem algumas semelhanças com a milenar produção tradicional de cerveja.

Até se conseguir manter uma produção industrial contínua falta muito tempo, mas as vantagens já existem. O produto da LS9, que começou a ser desenvolvido na garagem de um dos cientistas, não contém as substâncias potencialmente cancerígenas de outros combustíveis. 

E pode ser atingido sem recorrer a plantas que entrem na cadeia alimentar humana ou de animais domésticos, ao contrário do milho, por exemplo, que pode ser usado para fazer etanol mas tal pode ser eticamente incorrecto quando é a base da alimentação de populações.

 

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Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Fiat lux!

LEDs orgânicos ganham 60% em eficiência e se aproximam da comercialização

Redação do Site Inovação Tecnológica - 30/07/2008

LEDs orgânicos ganham 60% em eficiência e se aproximam da comercialização     Imagem feito por microscópio eletrônico mostrando a rede orgânica e as microlentes utilizadas para aumentar a eficiência dos LEDs orgânicos.[Imagem: University of Michigan/Nature Photonics]

 

 

 

Tetos que se iluminam por inteiro, telas planas mais eficientes e lâmpadas planas e transparentes são apenas algumas das possibilidades abertas pelos LEDs orgânicos, mais conhecidos como OLEDs(Organic Light Emitting Diodes).

Porque essa verdadeira maravilha da iluminação ainda não chegou ao mercado? Porque essas lâmpadas frias e de estado sólido possuem uma ineficiência intrínseca ao seu projeto, que faz com que apenas 20% da luz que elas produzem consiga sair de dentro do próprio OLED.

Óptica e nanotecnologia

Agora, os pesquisadores norte-americanos Stephen Forrest (Universidade de Michigan) e Yuri Sun (Universidade Princeton) juntaram óptica e nanotecnologia para dar um salto rumo à solução desse problema: eles aumentaram a iluminação fornecida por um OLED em 60%.

Segundo reportagem publicada na revista Nature Photonics, o OLED equipado com a nova tecnologia emite 70 lumens por watt de potência consumida. Uma lâmpada incandescente tradicional emite 15 lumens por watt, embora avanços recentes também na área da nanotecnologia estejam aumentado esse valor (veja Lâmpadas incandescentes ficam frias e 8 vezes mais eficientes).

As lâmpadas fluorescentes compactas chegam a produzir até 90 lumens por watt, mas sua luz irrita os olhos, elas são caras, duram menos do que o prometido e, pior de tudo, utilizam mercúrio.

Funcionamento do LED orgânico

LEDs orgânicos ganham 60% em eficiência e se aproximam da comercializaçãoNo interior de um OLED, a luz branca é gerada quando um elétron atinge uma camada finíssima de materiais orgânicos que possuem propriedades semelhantes às dos materiais semicondutores (que são inorgânicos). O choque do elétron causa a emissão de um fóton.

O problema é que o fóton é disparado paralelamente à camada de material orgânico e não na perpendicular - para escapar de dentro do LED orgânico, o fóton deveria caminhar na vertical, na direção de quem olha para o dispositivo.

OLEDs estado da arte

O aumento na eficiência dos OLEDs foi conseguida combinando-se uma espécie de rede feita de materiais orgânicos (contendo carbono) funcionando em série com minúsculas microlentes que guiam para fora a luz que normalmente fica presa lá dentro. A rede reflete a luz, enviando-a na direção da lente de formato hemisférico, que se encarrega de dirigi-la para fora do LED.

Os pesquisadores afirmaram ter trabalhado com um OLED mais simples, mas não o mais eficiente disponível. Agora eles vão testar a sua nova tecnologia nos OLEDs estado da arte, avaliando as questões de custos, que poderão viabilizar ou não a sua comercialização.

Recentemente, pesquisadores brasileiros fizeram um importante avanço na área dos LEDs orgânicos, com uma pesquisa que foi capa de uma revista internacional - veja Descoberta brasileira em eletrônica orgânica é capa de revista internacional. 

Bibliografia:
Enhanced light out-coupling of organic light-emitting devices using embedded low-index grids
Yiru Sun, Stephen R. Forrest
Nature Photonics
July 2008
Vol.: 2 No 7
DOI: 10.1038/nphoton.2008.132

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Sábado, 26 de Julho de 2008

Já posso viajar descansado!

TEMPESTADES CÓSMICAS

Cientistas americanos decifram mecanismo que gera aurora boreal e austral

Publicada em 24/07/2008 às 23h09m - EFE 
Cientistas americanos decifram mecanismo que gera aurora boreal e austral - Nasa

WASHINGTON - Cientistas americanos afirmam ter decifrado o mecanismo que gera as tempestades cósmicas que causam as auroras boreal e austral e desordenam as operações dos satélites, as redes de abastecimento elétrica e os sistemas de comunicações, segundo um relatório divulgado pela revista "Science". Os fenômenos, também chamados de subtempestades, foram nas últimas décadas uma preocupação permanente para a segurança dos astronautas.

Segundo Vassilis Angelopoulos, professor da Universidade da Califórnia, existem duas teorias que tentam explicar a origem das tempestades. Uma delas diz que o mecanismo desencadeador surge relativamente perto da Terra. Trata-se da acumulação de grandes correntes de íons carregados e elétrons ou plasma que são liberadas por uma explosiva instabilidade.

A segunda assinala que o mecanismo está mais longe e o processo é diferente. Quando duas linhas de campo magnético se aproximam devido à carga energética do sol, se chega a um limite crítico em que as linhas se reconectam e transformam a energia magnética em cinética e calor. Essa energia é liberada e produz uma aceleração dos elétrons do plasma, de acordo com a explicação dos cientistas.

Segundo Angelopoulos, pesquisador do Projeto Themis financiado pela Nasa, sua pesquisa determinou que a segunda teoria é a correta.

"Nossos dados demonstram claramente e pela primeira vez que a reconexão magnética é o fator desencadeante das tempestades cósmicas".

Themis corresponde à sigla em inglês de "História Cronológica de Eventos e Interações em Macroescala de Subtempestades".

O cientista afirma que sua pesquisa obedeceu a necessidade de prever quando ocorrem essas tempestades "para que os astronautas entrem em suas naves" e "possam desligar os sistemas dos satélites para que não sejam danificados".

 

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Terça-feira, 8 de Julho de 2008

Vencedor!

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Concurso "Aqui há selo 2008"

07.07.2008 - 17h52 Nicolau Ferreira

Os CTT reservam-nos para 2009 um selo com a ilustração de uma molécula. Apesar do desenho parecer indecifrável, Nuno Micaêlo, o autor da criação e vencedor do concurso “Aqui Há Selo 2008”, teve razões de sobra para escolher a enzima CotA-lacase para promover à ciência portuguesa.
“Os selos são um meio privilegiado de difusão cultural devido à sua função pública e de temporalidade”, explicou o investigador ao PÚBLICO, numa entrevista feita por correio electrónico.
Quando soube que os CTT abriram um concurso para ser autor de um selo posto à venda em 2009, lançou-se no projecto. Na semana passada ficou a saber que era o vencedor.
O investigador está a fazer um pós-doutoramento em Aveiro, na Universidade onde tirou a licenciatura em Biologia. Trabalha na área da modelação molecular, onde estuda com a ajuda do computador a forma e a actuação das moléculas.
A CotA apareceu porque o grupo de investigação que veio integrar trabalha com a enzima. A CotA é produzida originalmente pela bactéria Bacillus subtilis, mas pode vir a ter várias aplicações.
“Esta enzima é capaz de degradar compostos chamados fenólicos que são altamente poluentes”, explica. A indústria de papel e do têxtil costumam produzir estes compostos.
Mas o potencial vai para além da bioremediação, ou decomposição de compostos resultantes dos processos industriais. A enzima pode ser aplicada na produção de biopolímeros, no tratamento de sumos de fruta, como bio-sensores e na produção de compostos a partir de uma fibra vegetal chamada lenhina, que podem vir a ter um valor elevado.
No selo vê-se várias bolas que representam átomos. Consoante a cor, temos átomos diferentes. O central, cor-de-laranja é um átomo de cobre e é este que permite à enzima funcionar.
O desenho da molécula foi feito digitalmente. O investigador tem tido contacto com a arte. Expôs obras no Centro Cultural de Belém e trabalha com o teatro Seiva Trupe do Porto, como consultor científico.
“Na ciência, o processo criativo está balizado pelos limites do conhecimento, pelas leis do mundo físico que conhecemos”, explica.
Para este cientista fazer arte é diferente. “Na arte a criatividade parece ser um processo mais emocional, tolerante ao erro e que não precisa de validação pelos seus pares.”
Em 2009, a CotA vai andar pelo país e pode entrar em nossa casa pela caixa do correio. Quem a receber, tem oportunidade de ver a ciência ser transformada em arte.

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Terça-feira, 17 de Junho de 2008

Aqui há selo... 2008

Vota no selo dos CTT sobre Ciência e Portugal

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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Aleluia, aleluia!

Chegou a coragem e o bom-senso ao Conselho Científico para o Ambiente da União Europeia!

Biocombustíveis: Conselho científico defende suspensão da meta dos dez por cento

10.04.2008 - PÚBLICO

Com base em novos estudos, o conselho científico da Agência Europeia para o Ambiente defendeu hoje que a União Europeia deve suspender a meta dos dez por cento dos biocombustíveis utilizados nos transportes, até 2020.

Este conselho, composto por 20 cientistas independentes de 15 Estados membros, considera que a meta dos dez por cento é demasiado ambiciosa e terá efeitos “difíceis de prever e de controlar”. Por isso aconselha a sua suspensão e a realização de um novo estudo sobre os riscos e benefícios dos biocombustíveis, bem como a “definição de uma meta mais moderada e a longo prazo, se a sustentabilidade não puder ser garantida”.

Segundo os investigadores, a produção de biocombustíveis com tecnologias de primeira geração ainda liberta gases com efeito de estufa em quantidades significativas, segundo um comunicado divulgado hoje.

“A utilização da biomassa implica a combustão de recursos muito valiosos e finitos”, escrevem os cientistas. “Estes recursos devem ser preservados sempre que possível. Por isso, a utilização da biomassa deve, necessariamente, andar a par e passo com as melhorias na eficiência energética. O que não é o caso para a maioria das aplicações nos sectores automóvel e residencial”.

Segundo a Agência Europeia para o Ambiente, “o solo arável necessário para a União Europeia conseguir cumprir a meta dos dez por cento excede a área disponível”. A consequência da intensificação da produção de biocombustíveis é o “aumento das pressões no solo, água e biodiversidade”.

Além de tudo isto, cumprir os dez por cento implica a importação de biocombustíveis. “A destruição acelerada das florestas tropicais devido ao aumento da produção de biocombustíveis já está a acontecer em alguns países em desenvolvimento. A produção sustentável fora da Europa é difícil de conseguir e de monitorizar”.

Actualmente, o transporte rodoviário é responsável por mais de 90 % das emissões de todo o sector dos transportes. Até ao momento, as políticas e medidas aplicadas têm sido insuficientes para travar este aumento.

É óbvio e evidente que, depois, este mesmo Conselho irá "aconselhar" o uso do inóquo (?!) e maravilhoso hidrogénio, o salvador da Humanidade no futuro.

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Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Se a coisa continua assim, estamos *******!

Projecto Vulcan: Vídeo mostra as emissões diárias de CO2 dos EUA

09.04.2008 - 13h20

Um novo vídeo do projecto científico Vulcan mostra o pulsar diário das emissões de dióxido de carbono dos Estados Unidos da América. O vídeo foi publicado no YouTube e tem como base os resultados obtidos por investigadores da Universidade de Purdue, Indiana.

O projecto Vulcan foi financiado pela NASA e pelo Departamento de Energias dos EUA. Teve como objectivo mapear mais detalhadamente as emissões de CO2 dos Estados Unidos quer a nível geográfico, quer a nível temporal, revelando o padrão do consumo dos combustíveis fósseis.

As quantificações têm uma resolução 100 vezes maior do que anteriormente, quando a informação era dada a nível estadual, uma vez por mês. Este novo modelo, consegue contabilizar as emissões à escala de fábricas, centrais de produção de energia, estradas, zonas comerciais e bairros de habitação.

A partir dos valores, construiu-se uma grelha de dez quilómetros de lado para elaborar o modelo atmosférico. No vídeo, que apresenta o mapa dos EUA com as emissões durante o ano de 2002, é fácil visualizar as diferenças a nível geográfico e diário - já que as quantificações são feitas de hora a hora.

Ao observar o vídeo, o espectador tem a sensação de um pulsar que traduz uma diferença de emissões ao longo do dia. Durante a manhã há uma maior quantidade de CO2 libertada do que à noite.

Para Kevin Gurney, professor assistente de Perdue e líder do projecto, os resultados trazem novidades: "Temos vindo a atribuir muitas das emissões ao nordeste dos Estados Unidos e parece que o sudeste é uma fonte de emissões muito maior do que se tinha estimado", diz o investigador ao jornal inglês "The Guardian".

Em vez de se estimar as emissões baseando-se nas áreas populacionais, os mapas feitos pelos investigadores foram buscar as medições da Agência de Protecção Ambiental do Departamento de Energia dos EUA. Esta agência quantifica as os gases de efeito de estufa como o monóxido de carbono e óxido nítrico.

Segundo os investigadores, este projecto, para além de aprofundar o conhecimento do ciclo de vida do CO2, poderá definir políticas para a redução das emissões. No futuro, a equipa quer alargar o mapeamento ao Canadá e ao México e quantificar as emissões produzidas pelos biocombustíveis.

Gurney é também o mentor do novo projecto Hestia que pretende quantificar as emissões de CO2 de todo o planeta.

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União

Soyuz já partiu para o espaço em missão histórica

09.04.2008 Público

A nave russa Soyuz já partiu de Baikonur, no Cazaquistão, rumo ao espaço, para realizar uma missão histórica. Yi So-yeon, de 29 anos, é agora a primeira sul-coreana e a mulher mais jovem no espaço. O Governo de Seul pagou à Rússia 25 milhões de dólares para enviar o primeiro cidadão sul-coreano ao espaço.

Yi So-yeon

(Veja o vídeo do lançamento no Público, na Euronews ou na RT)

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