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Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Ondas por água abaixo?

Pelos vistos o pioneiro (a nível mundial) Parque das Ondas da Aguçadora, com tecnologia Pelamis, corre sérios riscos de ir por água abaixo. Ou, por outras palavras, morrer de desidratação na praia...

Pelamis

Parque de energia das ondas parado há 4 meses

18.03.2009 - 08h23

A primeira das três máquinas Pelamis estava no mar desde 15 JulhoAs três máquinas Pelamis do parque de ondas da Aguçadoura, considerado pelo Governo "uma bandeira" da liderança portuguesa nas energias renováveis, foram retiradas do mar por problemas técnicos e estão "em terra", no Porto de Leixões, há quatro meses.
A primeira das três máquinas Pelamis estava no mar desde 15 Julho, enquanto as outras duas foram retiradas apenas dois meses depois de terem sido colocadas, a 25 e 28 de Setembro. O seu custo ascendeu a nove milhões de euros.
Em declarações à agência Lusa, Rui Barros, da Companhia de Energia Oceânica (empresa do grupo Babcock & Brown, detentor do projecto), disse ter sido detectado um problema recorrente nos casquilhos das articulações dos macacos hidráulicos das três máquinas que motivou a sua retirada de alto mar, onde se encontravam cinco quilómetros ao largo da Aguçadoura (Póvoa de Varzim).
A colocação em alto mar de uma das máquinas Pelamis, em Setembro, foi acompanhada "em directo" por uma fragata da Marinha portuguesa e serviu de pretexto para uma cerimónia de inauguração oficial do chamado parque de ondas da Aguçadoura.
A cerimónia contou com a presença do ministro da Economia, Manuel Pinho, que apontou o projecto como "uma bandeira" da liderança portuguesa nas energias renováveis e "o primeiro projecto no mundo de exploração comercial a energia das ondas para produzir energia eléctrica".
Segundo o responsável, deverá ser necessário cerca de um mês para a substituição dos casquilhos em cada uma das máquinas, após o que estas poderão ser de novo colocadas em posição, em alto mar, para continuação dos testes a que vinham sendo sujeitas.
"Estou convencido que, se não aparecer mais nenhum problema, antes do final do Verão estaremos com as três máquinas totalmente libertas para produção comercial. Mas é tudo se, se, se...", afirmou.
A primeira fase do parque de ondas da Aguçadoura arrancou com uma capacidade inicial de 2,25 megawatts (MW), correspondente às três máquinas instaladas, o equivalente para iluminar 1000 a 1500 habitações. A segunda fase previa, no entanto, um aumento da capacidade para 20 MW e um total de 25 máquinas, o que implicaria um investimento na ordem dos 60 a 70 milhões de euros.
Rui Barros diz que Portugal "perdeu a corrida" pela liderança mundial na área da energia das ondas e o projecto de criação de um cluster a este nível está "seriamente comprometido".
A australiana Babcock & Brown, que lidera o processo, foi seriamente atingida pela crise económica mundial e, para abater dívida, pôs à venda parte dos seus activos para abater, entre os quais o projecto Pelamis.


Empresa quer manter liderança nas energias renováveis

Energia das ondas: EDP considera “perfeitamente natural” o problema de Aguçadoura

18.03.2009 - 09h30 Lusa
A primeira fase do parque de ondas da Aguçadoura arrancou com uma capacidade inicial de 2,25 MWA pricipal causa do atraso no desenvolvimento do Parque de Ondas de Aguçadoura são as "dificuldades financeiras" da Babcock & Brown, detentora do projecto, e não as "questões técnicas", considerou hoje o presidente da Associação de Energias Renováveis (APREN).
As três máquinas Pelamis, do parque de ondas da Aguçadoura, Póvoa do Varzim, considerado pelo Governo "uma bandeira" da liderança portuguesa nas energias renováveis, foram retiradas do mar por problemas técnicos e estão no Porto de Leixões há quatro meses, disse ontem à agência Lusa Rui Barros da Companhia de Energia Oceânica (empresa do grupo Babcock & Brown).
Perante esta situação, o responsável pelo parque de ondas afirmou que Portugal "perdeu a corrida" pela liderança mundial na área da energia das ondas, afirmando também que o projecto de criação de um 'cluster' português a este nível está "seriamente comprometido".
Confrontado com esta situação, o presidente da Associação de Energias Renováveis (APREN), António Sá da Costa, que em 2004 trouxe o projecto para Portugal quando ainda era administrador da Enersis, considerou que o "factor principal do comprometimento [do projecto] é a situação actual da empresa, que há cerca de um ano tem acusado graves dificuldades financeiras". "Não sei se estará em condições para liderar [o projecto]", rematou.
António Sá da Costa explicou que esta é uma "tecnologia muito pioneira", onde se "estão a dar os primeiros passos", sublinhado que o Parque de Ondas de Aguçadoura "é o único e primeiro parque que foi construído numa fase pré-comercial".
Questionado sobre se a criação de um 'cluster' português na área da energia das ondas estaria comprometido, o presidente da APREN disse que Portugal "não é o único país no mundo e não pode ter a veleidade de ter a exclusividade do mar". "Existem quatros dispositivos destes no mundo: um protótipo na Escócia e os outros três construídos de forma industrial na Póvoa de Varzim", enumerou, sublinhando que, apesar de a Escócia estar também a estudar as possibilidades da energia das ondas, a instalação dos dispositivos naquele país vai demorar "pelo menos três anos". O presidente da APREN admitiu, no entanto, que, às vezes, "as coisas não vão com a celeridade que se pretende".
O antigo administrador da Enersis, um dos motores do projecto, aconselhou o "investimento em outras tecnologias" para desenvolver a energia.
A primeira fase do parque de ondas da Aguçadoura arrancou com uma capacidade inicial de 2,25 megawatts (MW), correspondente às três máquinas Pelamis, instaladas e equivalente para iluminar mil a 1500 habitações.
A segunda fase do projecto previa, no entanto, um aumento da capacidade para 20 MW e um total de 25 máquinas, o que implicaria um investimento na ordem dos 60 a 70 milhões de euros e permitiria responder à procura média anual de electricidade de 15 mil famílias.

APREN

Associação de Renováveis: dificuldades financeiras são a principal causa nos atrasos no Parque de Ondas

18.03.2009 - 12h07 Lusa

Jorge Cruz Morais lembrou que a tecnologia ainda não está completamente estabilizadaA EDP continua "empenhada em manter a liderança na área das energias renováveis" e considera "perfeitamente natural" existirem reveses no processo da energia das ondas, como no caso do parque de Aguçadoura, cujas máquinas estão paradas há quatro meses.
O administrador da EDP Jorge Cruz Morais explicou que o processo da energia das ondas "é algo que ainda está em desenvolvimento" e que "é evidente que existem reveses no processo, o que é perfeitamente natural num processo de investigação como é este caso".
"Neste momento, não estamos ainda perante uma tecnologia completamente estabilizada. As máquinas do Parque da Aguçadoura tiveram um Inverno duro, do ponto de vista marítimo, e vieram para terra fazer algumas reparações, isso não é nada de especial. Não podemos esquecer que isto é um projecto", afirmou o administrador, refutando as declarações de Rui Barros, da Companhia da Energia Oceânica, que considerou estar "seriamente comprometido" o projecto do 'cluster' português da energia das ondas, devido à paragem do parque de ondas de Aguçadoura.
Rui Barros, da Companhia da Energia Oceânica (empresa do grupo de investimento australiano Babcock & Brown) disse estarem há quatro meses paradas no Porto de Leixões as três máquinas fabricadas pelos escoceses da Pelamis com que arrancou o parque de ondas da Aguçadoura, considerado pelo ministro da Economia a "bandeira" da liderança portuguesa neste sector.
"Neste momento está seriamente comprometido" o projecto do 'cluster' português da energia das ondas, considerou Rui Barros, acrescentado que já perdida estará a "corrida" pela liderança de Portugal nesta área das energias renováveis, pois, se o parque de ondas da Aguçadoura era o primeiro do género a nível mundial, "daqui a pouco vai deixar de o ser", concluiu.

EDP negoceia versão actualizada da tecnologia no parque de Aguçadoura
Jorge Cruz Morais garantiu que "a EDP continua empenhada em manter uma liderança na área das energias renováveis e agora, em particular, na energia das ondas" e que a eléctrica portuguesa está a analisar novas tecnologias, nas quais estão já "preparados para investir", estando inclusivamente a negociar com a Pelamis Wave Power para obter a versão II da tecnologia disponível no parque de Aguçadoura.
"Achamos que aquilo que está no mar é um enorme potencial energético do ponto de vista do vento, porque o vento é muito constante e com mais horas do que sopra em terra. Por outro lado, a energia das ondas, que tem um elevadíssimo potencial. Portugal quer ter uma liderança nisso e a EDP quer ter uma liderança nessa área".
"Os projectos em que neste momento estamos empenhados do ponto de vista do mar são os de aproveitamento da energia das ondas, com duas ou três tecnologias, e também o chamado Wind Offshore, em águas mais profundas como são as nossas", explicou o administrador, adiantando que no caso do Wind Offshore está ainda a ser analisada "qual é a melhor tecnologia" para o efeito.

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Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Fotovoltaica comestivel

Italianos criam painéis solares que geram energia com cascas de frutas

Plantão | Publicada em 12/03/2009 às 18h35m

Pesquisadores italianos da Universidade Tor Vergata, em Roma, anunciaram ter produzido energia elétrica a partir de painéis solares elaborados com cascas de frutas, verduras e legumes. Os cientistas trabalham no Polo Solar Orgânico, instituto criado dois anos atrás pela região de Lazio e com a participação da iniciativa privada para estudar o emprego de materiais orgânicos em fontes renováveis de energia.

A nova geração de painéis solares substitui o uso do silício por uma mistura de pigmentos de alimentos que podem ser sintetizados biologicamente. A inovação está na elaboração de um material que absorve a radiação solar e a transforma em eletricidade. O grupo de pesquisadores inspirou-se na fotossíntese, processo natural das plantas de absorção de gás carbônico e emissão de oxigênio na atmosfera.

As células solares orgânicas são formadas por corantes naturais extraídos do mundo vegetal. A ciência básica por trás é a mesma do painel tradicional. Mas muda a composição química dos elementos e a espessura da lâmina que pode ser aplicada ao produto final em película, plástico ou vidro. "Em comparação com as atuais células solares, a orgânica é mil vezes mais fina. A diferença de capacidade de absorção da energia solar varia de pigmento para pigmento, mas ela é mínima", afirmou o professor Franco Giannini, diretor do Polo, à BBC Brasil.

Os componentes eletrônicos e químicos do painel localizam-se entre as duas placas de eletrodos e são sobrepostos uns aos outros, em camadas de estratos nas quais ocorrem as reações fotovoltaicas. Durante o processo de transformação da energia, alguns componentes recebem a irradiação solar e outros extraem a carga para a produção de eletricidade. "Trabalha-se essencialmente com o dióxido de titânio. As células ativadas pelos corantes absorvem a radiação solar, permitindo o fenômeno da separação das cargas para a produção da energia", descreve Giannini.

Os principais elementos da nova tecnologia fazem parte de uma longa lista de pigmentos naturais de origem vegetal. Frutas silvestres, ricas em antocianinas (pigmento natural encontrado na berinjela, amoras e uvas), ou folhas de espinafre, com complexos de proteína, por exemplo, possuem propriedades capazes de ajudar na transformação da energia solar em elétrica. "Usamos aquilo que é jogado fora, as cascas da laranja, por exemplo, e a transformamos em matéria básica para a geração de energia elétrica. O Brasil tem uma agricultura forte e pode se interessar por essa tecnologia", afirmou Giannini, que já trabalhou no país.

O painel, semitransparente ou colorido, pode captar a luz independentemente da inclinação e da intensidade dos raios solares. Esses fatores contam no processo, mas menos com a nova tecnologia. "Uma diferença fundamental é que estas células orgânicas são tridimensionais, enquanto as tradicionais são bidimensionais. Isso significa que podem absorver a luz em todas as direções, são mais eficientes. Elas captam a radiação da luz difusa", contou Giannini. Isso significa que o céu encoberto de nuvens continua a ser uma fonte eficiente de energia solar.

A nova tecnologia poderá aumentar a produção dos painéis solares reduzindo o custo do valor da energia transformada. Hoje, os painéis a base de silício custam entre 6 a 12 euros por watt. Com a revolução a caminho, os preços podem cair para 2 euros por watt através dos painéis orgânicos.

O silício é o principal elemento químico encontrado no planeta depois do oxigênio e a matéria-prima básica usada para a elaboração dos semicondutores, usados nos painéis. O mineral, presente na areia do mar, por exemplo, é caro por causa do processo de transformação para a indústria. Ele acaba sendo o responsável por 60% do preço final do produto.

"O custo da aplicação do silício se paga em quatro anos, contra apenas um das células orgânicas", diz Giannini. Além disso, as máquinas para construção dos painéis devem custar cerca de 1 milhão de euros, contra os 15 ou até mesmo 100 milhões necessários para outras formas de painéis fotovoltaicos. Os novos modelos também serão mais seguros. "A manutenção é mais fácil e o roubo não é interessante, pois como alguém vai levar embora uma janela, por exemplo?", pergunta o professor.

O painel incorporado à janela tem ainda a função de repor a energia elétrica em parte usada na iluminação noturna, descarregando-a e acumulando-a em uma bateria. A fonte de calor das lâmpadas aciona o processo de transformação da energia irradiada pela luz em eletricidade.

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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

O reconhecimento

Quando o esforço é genuíno, os resultados também costuma sê-lo. 

Um bom exemplo é o reconhecimento, por parte da comunidade inernacional, do esforço que ultimamente tem vindo a ser feito, a nível nacional, para inverter a tendência de utilização de fontes hidrocarbonetadas de energia para a produção de electricidade - como mostra o vídeo da CBC (Canadian Broadcasting Centre):  http://www.cbc.ca/mrl3/8752/news/features/durham-portugal081020.wmv. Com cerca de 4 minutos e meio de duração (em inglês, sem legendas em português) mostra a central fotovoltaica de Moura, Alentejo - a maior do mundo -, o Pelamis ao largo da Póvoa de Varzim - o primeiro sistema comercial a nível mundial para obtenção de electricidade a partir do mar - e os parques eólicos do Alto Minho - os que mais têm crescido a nível mundial, e o maior da Europa.

Pelamis ao largo da Póvoa de Varzim (Foto Peliteiro)

(Os meus agradecimentos ao Jorge Mayer pelo conhecimento da notícia)

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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Táxi solar

 Veículo está hoje em Paris

“Táxi solar” está prestes a terminar a sua volta ao mundo 

03.11.2008 - 14h23 AFP
O chamado “táxi solar”, veículo de dois lugares com painéis fotovoltaicos, está prestes a terminar uma volta ao mundo histórica, uma iniciativa destinada a demonstrar a fiabilidade desta tecnologia limpa. Hoje esteve em Paris e foi recebido no Ministério do Desenvolvimento Sustentável.

O “táxi solar” é a primeira viatura a percorrer o mundo utilizando apenas energia solar.

Louis Palmer, quem concebeu o projecto, partiu da Suíça a 3 de Julho do ano passado e já percorreu mais de 47 mil quilómetros, atravessando a Europa, Ásia, Austrália, Nova Zelândia e América do Norte.

“Não paguei um cêntimo por gasolina”, salientou Palmer. Além disso, não emitiu um grama de dióxido de carbono. “Desde a partida só perdemos dez dias para fazer uma reparação”, explicou.

O veículo foi construído por técnicos de quatro escolas de engenharia na Suíça, é alimentado a cem por cento por energia solar produzida através dos seus painéis solares - instalados num atrelado de cinco metros de comprimento - ou por electricidade para recarregar as baterias. Neste segundo caso, o equivalente da energia usada é produzido por painéis solares instalados no telhado da Swisscom, perto de Berna, para tornar a operação neutra em emissões. O veículo tem uma autonomia de 400 quilómetros, a uma velocidade de 90 quilómetros/hora.

“Não estou dependente da meteorologia. Pode chover vários dias a fio”, garantiu Palmer.

O veículo já foi testado pelo príncipe Hassan da Jordânia, pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pelo “Mayer” de Nova Iorque, Michael Bloomberg e pelo príncipe Alberto do Mónaco. Hoje, o veículo foi parar às mãos do ministro francês do Desenvolvimento Sustentável, Jean-Louis Borloo, que deu umas voltas ao edifício do seu ministério.

Uma especificidade do veículo é o seu volante que se desloca na horizontal, o que permite que também o passageiro possa conduzir.

Palmer visitou hoje vários construtores automóveis, com a Peugeot, Renault e Dassault. “Se uma grande marca quiser a ideia, estaremos prontos”, garantiu.

Depois de Paris, o “táxi solar” vai para Londres, Berlin e Poznan, na Polónia, onde vai “assistir” à conferência da ONU sobre clima, de 1 a 12 de Dezembro.
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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Petróleo, fonte renovável de energia...

E esta, heim?!?

Laboratório

Cientistas americanos produzem petróleo a partir de bactérias

Sol, EC com CNN

Uma empresa de bio-teconologia norte-americana está a produzir petróleo graças ao produto da digestão de uma bactéria. E não é um bacilo qualquer, é a perigosa bactéria E.coli. 

Produzir petróleo sem ter de esperar 100 milhões de anos é um dos objectivos de cientistas desde há vários anos, e finalmente um laboratório parece ter encontrado uma luz ao fundo do túnel.

A empresa californiana de biotecnologia LS9 inc., está a produzir petróleo através de bactérias, essencialmente o perigoso bacilo E.coli, que causa várias doenças aos seres humanos, como gastroenterites.

Sendo um produto orgânico decomposto, cedo se percebeu que descobrir uma forma de acelerar o processo é a solução para tornar o petróleo uma energia renovável.

E como entram as bactérias na equação? Da forma mais simples. Os cientistas descobriram que os excrementos de algumas bactérias são uma forma simples de petróleo, gasóleo até, se bem que microscopicamente pequena também, para já. No entanto, o laboratório da Califórnia já conseguiu produzir alguns barris, o que leva a crer que poderá ser uma solução rentável no futuro.

As bactérias E.coli usadas são alimentadas com açucar de plantas e os seus excrementos, um líquido muito semelhante a gasóleo, são recolhidos depois. Um processo que tem algumas semelhanças com a milenar produção tradicional de cerveja.

Até se conseguir manter uma produção industrial contínua falta muito tempo, mas as vantagens já existem. O produto da LS9, que começou a ser desenvolvido na garagem de um dos cientistas, não contém as substâncias potencialmente cancerígenas de outros combustíveis. 

E pode ser atingido sem recorrer a plantas que entrem na cadeia alimentar humana ou de animais domésticos, ao contrário do milho, por exemplo, que pode ser usado para fazer etanol mas tal pode ser eticamente incorrecto quando é a base da alimentação de populações.

 

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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Energia celestial

Energia

Santuário do Gerês utiliza painéis solares para aquecer peregrinos

08.08.2008 - 16h36 Lusa

http://bp2.blogger.com/_zqzuArr7zEs/RvcCR26OVII/AAAAAAAADHg/qjEcLFInOYo/s1600-h/Geres+045.jpgNo Santuário de S. Bento da Porta Aberta, na serra do Gerês, a enfermaria dos peregrinos e a casa pastoral já são totalmente alimentados com energia solar", disse hoje fonte da Irmandade que gere o espaço religioso.

A instalação de doze painéis solares térmicos custou à Irmandade do Santuário de S. Bento da Porta Aberta 24 mil euros, disse Fernando Monteiro, Juíz da Irmandade de S. Bento da Porta Aberta.

"É um investimento que diminuirá em 50 por cento a despesa anual do consumo energético", referiu Abílio Vilaça, tesoureiro da irmandade.

Para além da energia necessária para o funcionamento da enfermaria e da casa pastoral, os painéis vão ainda garantir os processos de climatização e águas sanitárias.

"Pela enfermaria, passaram em 2007, mais de 4500 peregrinos", daí a escolha da estrutura para receber os primeiros painéis solares. "Este sistema permite-nos prestar um melhor serviço aos peregrinos que precisam de banhos e água quente a todo o momento pois estão sujeitos a quedas e entorses durante a peregrinação até ao santuário", sublinhou Fernando Monteiro.

A peregrinação anual de S. Bento da Porta Aberta, em Terras do Bouro no Gerês, inicia-se no dia 10 de Agosto.

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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

A sul o sol da salvação

Afinal a sul não são só camelos e deserto...

 

Proposta apoiada por Gordon Brown e Nicolas Sarkozy

UE propõe que energia solar do deserto do Sara abasteça de electricidade toda a Europa

23.07.2008 - 15h48 PÚBLICO

Rui Gaudêncio (arquivo)
Os críticos alegam que as renováveis nunca serão economicamente viáveis porque o clima não é suficientemente previsível
O instituto que aconselha a Comissão Europeia para as questões da Energia propôs ontem um plano ambicioso para abastecer de electricidade toda a Europa com a energia solar captada no deserto do Sara, revelam hoje os jornais “The Guardian” e “El Mundo”. A proposta tem o apoio político de Gordon Brown e Nicolas Sarkozy.
“Bastaria captar apenas 0,3 % da luz solar que incide sobre os desertos do Sara e Médio Oriente para satisfazer todas as necessidades energéticas da Europa”, disse Arnulf Jaeger-Walden, do Instituto para a Energia da Comissão Europeia, no Fórum Euroscience 2008 (ESOF), que decorreu em Barcelona de 18 a 22 de Julho, citado pelo “El Mundo” online.
Os cientistas pedem a criação de uma série de centrais solares gigantes como parte de um plano para partilhar os recursos de energias renováveis da Europa por todo o continente. Essa nova rede energética já tem o apoio político do Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown. Através desta rede – com cabos de alta voltagem e corrente contínua -, o Reino Unido e a Dinamarca podem exportar energia eólica e importar energia geotérmica produzida na Islândia, por exemplo. A iniciativa responde às críticas de que as renováveis nunca serão economicamente viáveis porque o clima não é suficientemente previsível. Segundo explica o “The Guardian”, mesmo que o vento não sopre com força suficiente no Mar do Norte pode soprar algures no resto da Europa.
Explorar o Sol que atinge o Sara pode ser especialmente eficaz porque a luz solar ali é mais intensa. Os painéis fotovoltaicos no Norte de África poderiam gerar até três vezes mais electricidade, comparados com os painéis do Norte da Europa.
A maior fatia dos custos vem do desenvolvimento da rede que ligasse os países do Sul do Mediterrâneo. Estes ainda não têm capacidade para transportar a electricidade que as centrais solares africanas poderiam gerar.
Mas já há trabalho feito. A Argélia pretende exportar seis mil Megawatts de energia solar para a Europa em 2020.
Os cientistas admitem que serão precisos muitos anos e um grande investimento para o Norte de África gerar energia solar suficiente para abastecer a Europa. No entanto, em 2050, aquela região pode produzir cem gigawatts, mais do que a electricidade gerada por todas as fontes no Reino Unido. O custo seria de cerca de 450 mil milhões de euros.
Jaeger-Walden acredita que a construção das centrais solares no Norte de África ajudaria a baixar os custos da energia para os consumidores.

 

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Domingo, 6 de Julho de 2008

Cooperação na Energia - ou energia cooperativa

Ministros da Energia dos 27 Estados reunidos

Países da União Europeia vão cooperar para atingir metas das renováveis

05.07.2008 - 19h19 Lusa

Os países da União Europeia mostraram-se hoje a favor de uma cooperação entre si com vista a todos poderem atingir os objectivos em matéria de energias renováveis, para que estas representem 20 % do consumo energético em 2020. Os ministros da Energia dos 27 Estados da UE, reunidos nos arredores de Paris, ofereceram o seu apoio para estudar em profundidade uma proposta apresentada pelo Reino Unido, Alemanha e Polónia nesse sentido.
Um dos objectivos é que dois países possam investir de forma conjunta na instalação de uma fábrica eólica em determinado território europeu para alcançar as suas metas de uso de energias renováveis, explicou o ministro francês e presidente em exercício do Conselho, Jean-Louis Borloo. Numa conferência de imprensa, o mesmo disse que a ideia foi "muito bem recebida" e será tratada em profundidade a parte técnica com vista a ter uma posição definitiva em Outubro próximo.
No âmbito do seu pacote de Clima e Energia, a Comissão Europeia propôs obrigar a que, em 2020, 20 por cento do consumo europeu provenha de fontes renováveis, tendo para tal distribuído "esforços" entre os países em função da situação de cada um.
No caso da Espanha, esta terá de alcançar 20 %, comparando aos 8,7 % (de consumo de energia, oriundo das renováveis) que tinha em 2005, enquanto um país como a Suécia terá de alcançar 49 % e outros, como Malta ou Chipre, estarão à volta dos 10 % de consumo de energia proveniente de fontes renováveis. Para facilitar o alcance dos objectivos, Bruxelas propõe que os países que superem os objectivos mínimos possam vender certificados renováveis a outros com mais dificuldades em obtê-los.
Na reunião, que debate também a Eficiência Energética em paralelo ao programa Clima/Energia, participa o ministro da Economia, Manuel Pinho.

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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Italianos usam parapente para gerar energia

Italianos usam parapente para gerar energia

Publicada em 01/07/2008 às 13h05m - O Globo

Engenheiros italianos estão trabalhando para aperfeiçoar o protótipo de uma vela que, inspirada nos movimentos do kitesurf e do parapente, seria capaz de capturar o vento para gerar energia elétrica.

Os pesquisadores, da Universidade Politécnica de Turim e da empresa Kitegen, iniciaram os estudos há quatro anos e esperam que a vela proporcione uma nova fonte de energia renovável. Segundo eles, a idéia é concorrer com os modernos moinhos de vento.

Chamado de Kitgen, o protótipo está em fase de aperfeiçoamento e consiste em uma vela com área de 10 metros quadrados. Em setembro do ano passado, o protótipo voou sobre as colinas perto de Turim, no norte da Itália, a 800 metros de altitude e conseguiu produzir 40kW de energia.

"O sistema serve, essencialmente, para substituir as grandes centrais de energia a petróleo, gás e energia nuclear", explica um dos idealizadores, o engenheiro Mario Milanese. "Com ventos de cerca de 10 metros por segundo, ele já pode gerar de 20 a 25 kW - o suficiente para alimentar dezenas de casas", afirma Milanese

Investimento

Apesar do competitivo preço do sistema - 20 euros/MWh - que é duas ou três vezes menor que o de fontes de energia não renováveis, a política do governo italiano aponta para outra direção: o investimento em energia nuclear. Depois da crise de Chernobyl, um referendo popular realizado em 1987 tinha fechado as três centrais italianas em operação e a quarta em construção. No entanto, o novo governo italiano anunciou a decisão de voltar a investir em energia nuclear.

Simulações feitas durante o estudo indicam que 200 velas podem gerar 1000 MW de energia - o equivalente a uma central nuclear média - a um sexto do custo e com risco zero para o meio ambiente.

'Pipa no ar'

O Kitgen funciona com um princípio simples, semelhante ao de uma pipa no ar. No entanto, sua realização é complexa. A vela é ligada a uma plataforma mecânica móvel no chão, composta de turbina e gerador elétrico. Ela gira segundo a direção do vento e o movimento é transmitido para a estrutura em terra através de dois cabos presos em suas extremidades. Eles também são usados para controlar as velas e são acionados por motores. Esta força "extra" gasta cera de 15% da energia produzida. A situação se complica ainda mais quando um verdadeiro carrossel roda no ar e na terra.

Ao aumentar a área de cobertura e a altitude das velas, a capacidade de captar a energia eólica multiplica-se de forma exponencial. Dezenas de velas podem ser sustentadas por cabos ligados a um rotor conectado nas turbinas capazes de acionar os geradores elétricos.

Um programa de computador coordena os movimentos das velas, distantes 80 m uma da outra, através de sensores instalados nas pontas. Eles informam as condições do vento para uma central, de onde saem as manobras que garantem a trajetória, a estabilidade e a tração ideais.

O sofisticado sistema de navegação, equipado com GPS, permite manter uma rota em forma de oito no céu, com subidas e descidas. "As condições de uso são com ventos entre 5 e 35 metros por segundo. Acima ou abaixo destas velocidades os kites podem voltar para a terra", explica Milanese.

Alguns projetos semelhantes estão em andamento em todo o mundo, mas o italiano é o mais avançado. Na Alemanha, um sistema eólico já é usado para abater os custos da viagem de cargueiros pelos mares. A vela solta no ar, mas presa por longos cabos na traseira da embarcação ajuda a impulsionar os navios e a localizar a rota mais rápida e econômica.

(Ver também aqui)

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Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

Os filhos e os enteados

Fiat lux!
Escola Básica 2,3 da Sequeira

Guarda: alunos iluminam sala de aula com sistema de energia alternativa

10.06.2008 - 10h32 Lusa
Alunos do curso de electricidade e energia da Escola Básica 2,3 da Sequeira, Guarda, construíram um sistema de produção de energia eléctrica a partir da luz solar, que fornece corrente para iluminar a sala de aula.
O projecto, que foi realizado nos dois últimos meses, pelos cerca de 20 alunos da turma, funciona associado a um contador bi-horário de electricidade, e no caso de ser aplicado na casa dos consumidores, permite reduzir significativamente a factura eléctrica mensal, disse fonte da escola.
Segundo o professor Paulo Nabais, a turma desenvolveu um sistema autónomo de energia, com utilização de um painel solar "que vai carregar um banco de baterias, que transforma a energia acumulada em energia de 220 V, igual àquela que temos em casa". A corrente eléctrica produzida serve para iluminar a sala de aula, permitindo "utilizar a energia captada pelo sol, evitando gastos à própria escola em termos energéticos".
"Além disso, é um esquema que está projectado de tal forma que pode, facilmente, ser montado em casa das pessoas, individualmente, em que permite poupanças de quase 50 %, utilizando um contador bi-horário, que permite consumir energia eléctrica da rede, durante a noite, quando o custo é mais baixo", adiantou.
O sistema é constituído por uma placa fotovoltaica, um regulador (regula a carga que a bateria tem e quando estiver carregada não absorve mais), um ondulador (transforma a energia da bateria em energia normal e corrente de 220 V), um controlador (que indica a energia produzida e consumida), fusíveis, um banco de baterias e um quadro eléctrico (que permite a comutação com a rede eléctrica da EDP).
Mesmo nos períodos de Inverno, o sistema é económico porque "para carregar o banco de baterias, só vai buscar energia eléctrica da rede durante o período da noite, quando é mais barata, e essa energia é gasta, depois, no período diurno", apontou.
Como a sua utilização estará sempre associada a um contador bi-horário, Paulo Nabais assegurou que, no caso da utilização doméstica, "na factura da EDP, a referência às horas cheias [quando a electricidade é mais cara do que nas denominadas horas de vazio] vai aparecer a zero, com ganhos consideráveis para o consumidor".
O sistema desenvolvido pela turma da escola da Guarda envolveu custos de dois mil euros, mas segundo o professor, o investimento é "rapidamente recuperado", tendo em conta a poupança que representará.
Grilo dos Santos, director do conselho executivo da Escola Básica 2,3 da Sequeira, afirmou que o projecto tem uma importância didáctica e educativa "muito grande". "Não é tanto pelo valor que se poupa em energia mas por aquilo que eles podem aprender em relação à maneira como funcionam as novas energias".

Os alunos que desenvolveram o projecto assumem tratar-se de um sistema "interessante" e "com futuro".

"É interessante e fácil de concretizar", admitiu o aluno André Pinto, de 18 anos, mostrando-se esperançado que o sistema tenha "uma grande aceitação pelos consumidores porque permite poupar muito na factura da electricidade". "Quando o professor nos falou na ideia, achámos que era difícil de concretizar, mas até foi fácil", disse Richard Sampaio, de 17 anos.
"A nossa ideia é que os alunos saiam daqui com o curso de electricidade de nível II e com conhecimentos completos sobre as várias energias alternativas", observou Paulo Nabais. "Em vez de serem electricistas normais, queremos que sejam electricistas de vanguarda", concluiu o docente.

Há aqui, como é óbvio e recorrente neste tipo de notícia de jornal, inúmeras imprecisões e "coisas mal contadas":

  1. estes alunos são, obviamente, de um CEF ou curso semelhante pois as Escola 2,3 têm todas o mesmo currículo no país inteiro e não oferecem quaisquer cursos diferenciados - a menos dos tais das "novas oportnidades" ou "cursos de formação", habitualmente - mas muito erradamente! - destinados àqueles alunos que "já fazem parte da mobília" e não têm muitas outras alternativas para concluirem o ensino básico obrigatório;
  2. Não entendo a ligação, repetida na notícia, do "contador bi-horário" com os painéis fotovoltaicos. Tecnicamente não há nenhuma. Agora se me falarem em "contadores bi-direccionais" (ie, durante o dia fornecem energia eléctrica à rede pública e à noite consomem-na), já o caso muda de figura...
  3. É de louvar não só a atitude deste docente como da Direcção da Escola. Só é pena que este tipo, quer de colaboração, quer de disponiblização financeira - um sistema fotovoltaico ainda exige um investimento muito elevado - não esteja acessível aos docentes e discentes dos cursos "normais"...
sinto-me:
publicado por ehgarde às 11:00
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