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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Ibex

NASA lança sonda IBEX para explorar os confins do sistema solar

18.10.2008 - 09h49 AFP
NASA (arquivo)
A missão estudará os raios cósmicos galácticos, as partículas que são um obstáculo à exploração humana do sistema solar
A NASA (agência espacial norte-americana) vai lançar amanhã [19 de Outubro de 2008] a sonda IBEX que, durante dois anos, vai captar imagens e cartografar os misteriosos confins do nosso sistema solar onde começa, a dezenas de milhões de quilómetros da Terra, o espaço interstelar.

IBEX (Interstellar Boundary Explorer), que será lançada entre as 18h48 e as 18h52, levará instrumentos que lhe permitirão captar imagens e criar a primeira cartografia daquela vasta zona de turbulências e de campos magnéticos.

“As regiões fronteiriças do espaço interstelar são consideradas o limite do sistema solar. São essenciais porque nos protegem da maioria dos raios galácticos mais perigosos”, explica David McComas, cientista responsável pela missão. “Sem aquelas zonas, esses raios entrariam na órbita terrestre, tornando os voos orbitais tripulados muito mais perigosos”, acrescentou.

IBEX, com 462 quilos de peso, vai permitir compreender, pela primeira vez, o conjunto das interacções entre o nosso sistema solar e a nossa galáxia, explicou. A missão estudará ainda os raios cósmicos galácticos, as partículas que são um obstáculo à exploração humana do sistema solar, devido ao seu impacto na saúde dos astronautas.

As únicas informações de que os cientistas dispõem sobre os confins do sistema solar foram dadas pelas sondas Voyager 1 e Voyager 2, lançadas em 1977 e ainda em funcionamento. Depois de terem sobrevoado os planetas Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno, aquelas duas sondas continuam a sua odisseia, distanciando-se cada vez mais do planeta Terra. Em Dezembro de 2004, a Voyager 1 ultrapassou aquilo que os cientistas chamam de “Choque Terminal”, ou seja, a zona onde os ventos solares começam a misturar-se com os gases e poeiras do meio interstelar.

Graças a potentes antenas de comunicação no espaço, a NASA continua em contacto regular com as duas sondas que enviam dados. Mas a ligação deverá perder-se até 2020.

20.10.2008 - 09h05  AFP

Walt Feimer/Goddard Space Flight Center
A sonda vai permitir, pela primeira vez, cartografar aquela zona de turbulências e campos magnéticos sobrepostos
A NASA lançou ontem [2008.10.19] a pequena sonda IBEX que, nos próximos dois anos, terá por missão captar imagens e cartografar os confins misteriosos do nosso sistema solar, onde começa, a dezenas de milhares de milhões de quilómetros da Terra, o espaço interestelar.

IBEX (Interstellar Boundary Explorer) é dotada de instrumentos capazes de captar imagens que pela primeira vez permitirão cartografar aquela zona de turbulências e campos magnéticos sobrepostos, onde as partículas dos ventos solares colidem com partículas interestelares provenientes de outras estrelas da nossa galáxia, a Via Láctea.

"As regiões fronteiriças do espaço interestelar, o limite do sistema solar, são essenciais porque nos protegem da maior parte dos raios cósmicos mais perigosos", explica David McComas, responsável científico da missão e engenheiro do Southwest Research Institute (San Antonio, Texas). 

"Sem esta zona, estes raios penetrariam na órbita terrestre tornando os voos orbitais [no vaivém e na Estação Espacial Internacional] bem mais perigosos". A IBEX, com as duas câmaras de grande amplitude, vai produzir imagens que permitirão pela primeira vez compreender as interacções entre o nosso sistema solar e a nossa galáxia.

 

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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

A cooperação voa mais alto.

UA vão passar a depender da Rússia para ir ao espaço

12.10.2008, Benoît Finck

Entre 2010 e 2015, os astronautas americanos terão de ir à boleia para a Estação Espacial Internacional. Alguns pensam que isso é um risco outros que não muda nada. Hoje parte uma nave russa com um astronauta e um turista dos EUA a bordo. 

Um veículo espacial Soyuz TMA-13 partiu ontem do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, com três pessoas a bordo, entre as quais o magnada dos jogos de vídeo Richard Garriott. Fotografia: Bill Ingalls/NASA/Reuters.

A partir do próximo ano, e até 2015, os Estados Unidos vão depender da Rússia para as missões espaciais habitadas, como a da nave russa Soyuz que hoje descolará do Cazaquistão. Para alguns, as relações políticas não têm grandes consequências nas missões espaciais; outros pensam que depender de Moscovo para continuar a ir ao espaço é preocupante.

Quando os três vaivéns espaciais pararem, em 2010, altura em que a Estação Espacial Internacional (ISS) ficará completa, os EUA ficarão sem nave espacial para transportar os seus astronautas para a ISS até 2015, ano em que a cápsula Orion deverá estar pronta a voar.

"Penso é que é muito perigoso ficarmos nesta situação", declarou em Agosto o patrão da Agência Espacial norte-americana (NASA), Michael Griffin. Faltavam então uns dias para o início da ofensiva russa na Geórgia, que provocou redobradas tensões entre Moscovo e Washington. "Aconteça o que acontecer ao Soyuz durante cinco anos, não teremos nenhum acesso à ISS, o que é muito preocupante", acrescentara Griffin. 
Por causa da degradação das relações entre as duas grandes potências, vários senadores e congressistas tinham ameaçado proibir as agências federais de aprovar contratos com a Rússia. Mas no fim de Setembro, o Congresso renovou finalmente para lá de 2011 uma excepção que permite à NASA continuar a comprar os voos do Soyuz à Rússia.

Alguns membros da comunidade científica estimam por seu turno que a deterioração das relações russo-americanas não terá consequências na sólida cooperação científica que existe entre os dois países.
"Não constatámos nenhuma mudança nas relações com os nossos colegas russos", disse à AFP o director de operações da NASA em Moscovo, Joel Montalbano. "Nós fazemos trabalhos técnicos que têm a ver com física [e não com política]", acrescentou.

"Não somos políticos"

O antigo astronauta americano Owen Garriott concorda. "Não há nenhuma relação entre a política internacional e aquilo que nós fazemos", disse sexta-feira em Baikonur, onde especialistas americanos e russos participam nas operações que antecedem a partida do Soyuz.

Esta cooperação "vai continuar como previsto nos próximos anos", disse ainda Garriott. O filho do astronauta vai partir no Soyuz como turista, ao lado de um cosmonauta russo e de um astronauta americano. 

Um responsável da Agência Espacial Russa defendeu também que as tensões geopolíticas não têm efeito na cooperação no espaço. "As relações profissionais e muito amistosas [entre as duas partes] vão continuar a desenvolver-se. Nós não somos políticos", garantiu este responsável operacional, Vladimir Tomchuk.
"[Durante a guerra fria], vivemos situações mais complicadas e as actividades espaciais continuaram", lembrou o porta-voz do director-geral da Agência Especial Europeia (ESA), Franco Bonacina. A ESA, que junta 17 Estados, coopera de forma estreita com as organizações espaciais fora da Europa.

AFP 

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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Petróleo, fonte renovável de energia...

E esta, heim?!?

Laboratório

Cientistas americanos produzem petróleo a partir de bactérias

Sol, EC com CNN

Uma empresa de bio-teconologia norte-americana está a produzir petróleo graças ao produto da digestão de uma bactéria. E não é um bacilo qualquer, é a perigosa bactéria E.coli. 

Produzir petróleo sem ter de esperar 100 milhões de anos é um dos objectivos de cientistas desde há vários anos, e finalmente um laboratório parece ter encontrado uma luz ao fundo do túnel.

A empresa californiana de biotecnologia LS9 inc., está a produzir petróleo através de bactérias, essencialmente o perigoso bacilo E.coli, que causa várias doenças aos seres humanos, como gastroenterites.

Sendo um produto orgânico decomposto, cedo se percebeu que descobrir uma forma de acelerar o processo é a solução para tornar o petróleo uma energia renovável.

E como entram as bactérias na equação? Da forma mais simples. Os cientistas descobriram que os excrementos de algumas bactérias são uma forma simples de petróleo, gasóleo até, se bem que microscopicamente pequena também, para já. No entanto, o laboratório da Califórnia já conseguiu produzir alguns barris, o que leva a crer que poderá ser uma solução rentável no futuro.

As bactérias E.coli usadas são alimentadas com açucar de plantas e os seus excrementos, um líquido muito semelhante a gasóleo, são recolhidos depois. Um processo que tem algumas semelhanças com a milenar produção tradicional de cerveja.

Até se conseguir manter uma produção industrial contínua falta muito tempo, mas as vantagens já existem. O produto da LS9, que começou a ser desenvolvido na garagem de um dos cientistas, não contém as substâncias potencialmente cancerígenas de outros combustíveis. 

E pode ser atingido sem recorrer a plantas que entrem na cadeia alimentar humana ou de animais domésticos, ao contrário do milho, por exemplo, que pode ser usado para fazer etanol mas tal pode ser eticamente incorrecto quando é a base da alimentação de populações.

 

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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Yuhangyuan

A China poderá chegar à Lua antes de os EUA lá voltarem 

16.07.2008, Ana Gershenfeld

 O primeiro "yuhangyuan" (Foto BBC)Yuhangyuan quer dizer astronauta em chinês. Será um yuhangyuan o primeiro humano a regressar à Lua, lá para 2020? 

O espaço já não é o que era. A corrida espacial já não é uma competição em que apenas dois podiam participar, a Rússia e os Estados Unidos. Muitos outros actores estão a entrar neste jogo, e a China está a tornar-se um forte concorrente: na verdade, o próprio administrador da NASA, Michael Griffin, disse agora em entrevista à BBC on-line que "é claramente possível que, se a China quiser pôr pessoas na Lua, e se o quiser fazer antes dos Estados Unidos, pode fazê-lo com certeza. Em termos de capacidade técnica, não há qualquer dúvida de que pode".
Hoje, uma pletora de países entrou na competição pelo controlo e exploração espacial - e esta globalização do espaço, este assalto à "última fronteira" da Humanidade, ameaça seriamente retirar aos norte-americanos a liderança que até agora tinha sido sua.
Mesmo em relação ao envio de astronautas para a Lua, já em 2020 - como etapa prévia ao envio de uma missão tripulada a Marte, talvez em 2035 -, nada garante que a NASA possa conservar o avanço que conquistou há mais de 25 anos, quando o programa Apolo levou os primeiros homens ao satélite natural da Terra. Desde 1972 que nenhum ser humano voltou a pôr o pé na Lua.
Em 2003, a China tornou-se o terceiro país do mundo a colocar astronautas em órbita em redor da Terra. O primeiro yuhangyuan (astronauta em chinês) foi Yang Liwei, que permaneceu no espaço 21 horas, a bordo de uma nave Shenzhou 5.
Uma segunda missão levou dois astronautas chineses durante cinco dias para os subúrbios do planeta. O terceiro episódio desta saga chinesa, uma nova missão tripulada, está previsto para o próximo mês de Outubro.
Ainda segundo a BBC, embora as autoridades chinesas tenham exprimido dúvidas quanto a conseguirem levar uma missão tripulada até à Lua até 2020, o director da agência espacial chinesa declarou no ano passado considerar que uma missão tripulada da China à Lua era algo inevitável. Para 2013 ou 2015 está prevista uma missão de aterragem robotizada.
Confirmando a tendência para a perda de terreno dos Estados Unidos, um estudo recentemente publicado pela consultora norte-americana Futron revelou que a globalização do espaço está a acontecer ainda mais depressa do que se pensava, "ameaçando a liderança dos EUA no espaço".
Actualmente, segundo explica o jornal The Washington Post, que teve acesso ao estudo, já há seis países, para além da agência espacial europeia (ESA, da qual Portugal faz parte), com capacidade para colocar em órbita satélites e naves sofisticadas. E estão a ser projectados novos foguetões e naves para transportar astronautas - chineses, mas também russos, europeus, indianos - para a Lua.

Países colaboram entre si

Do lado das missões não tripuladas, o Japão e a Europa deverão lançar sondas para explorar o sistema solar e ir mesmo mais além. Prevê-se que a sonda europeia Exomars, nomeadamente, seja lançada em direcção a Marte já em 2013, com a missão de explorar a possibilidade de existência de vida naquele planeta de forma mais aprofundada que a sonda Phoenix da NASA, actualmente a cumprir a sua missão de três meses.
Há muitos países que estão a colaborar entre si - a Rússia e a União Europeia, Israel com o Japão e a UE (através da construção, naquele país do Médio Oriente, de um centro de lançamento de nanossatélites, salienta o Post). Mas enquanto este tipo de colaborações internacionais se intensifica, os EUA continuam relativamente isolados nos seus esforços.
Isto deve-se em particular à restrição imposta à exportação pelos EUA de tecnologias consideradas "sensíveis" pelos militares. "Ironicamente - lê-se ainda no diário norte-americano -, os esforços desenvolvidos para impedir o acesso à tecnologia espacial a potenciais inimigos têm travado a cooperação dos EUA com outras nações e limitado as vendas de equipamentos de fabrico norte--americano."
O resultado está à vista: hoje, são outros países que controlam o negócio da colocação em órbita de satélites comerciais de países como a Nigéria, o Brasil, Singapura, etc. A empresa europeia Arianespace é emblemática deste negócio florescente.

Vaivém ainda sem sucessor

Como se isto não bastasse, os vaivéns norte-americanos, os mais sofisticados transportadores espaciais em operação no mundo, vão interromper a sua actividade já em 2010, como foi recentemente anunciado. E os seus sucessores apenas deverão estar prontos em 2015, o que deixará os EUA sem acesso autónomo à estação espacial internacional (ISS, na sigla em inglês) durante cinco anos.
Interrogado pela BBC quanto ao impacto psicológico que esta perda de liderança poderá surtir no país - os norte-americanos estão habituados a serem os melhores nesta área -, Michael Griffin não se quis aventurar a responder: "Não sou psicólogo, não sei se tem ou não importância".
Mas esse perigo também está a pairar no ar.

 

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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

Natureza bruta

Sem palavras

 

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