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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Alô? Estás por aí à escuta? Transmite!

Automóveis vão comunicar entre si

A Comissão Europeia acaba de libertar as frequências de rádio indispensáveis à entrada em funcionamento de uma rede de comunicação entre veículos. O objectivo é reduzir a sinistralidade automóvel.

João Ramos - Expresso, Quinta-feira, 7 de Ago de 2008 | 20:52

Bruxelas deu luz verde a uma velha aspiração da indústria automóvel, ao anunciar no dia 5 de Agosto a reserva de uma banda de frequência (5,85 a 5,92 GHz) para os sistemas de comunicações sem fios entre veículos.

Uma aplicação que será particularmente útil quando um automóvel avaria e fica imobilizado numa curva sem visibilidade. Com a tecnologia WAVE (Wireless Access for the Vehicular Envoronment) estiver a funcionar - 2013 é a data prevista - os condutores dos veículos são avisados a tempo de evitar uma colisão porque são alertados para a existência de um obstáculo algumas centenas de metros à frente.

Outra aplicação possível do sistema é o aviso da existência de engarrafamentos.

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Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Home!

Temos saudades do ET. E a Pixar percebeu isso

 09.07.2008, John Anderson - Exlusivo PÚBLICO/"The Washington Post"

  

WALL-EWall-E é, sem dúvida, um dos projectos mais ambiciosos da Pixar dos últimos anos. É uma homenagem ao ET, mas numa versão robot do lixo. É um filme demasiado bom. Estreia cá em Agosto.

Quando se trabalha numa determinada indústria durante algum tempo, acabamos por desenvolver um sexto sentido no que toca a maus pressentimentos. Por exemplo, quando um crítico de cinema telefona para um estúdio para saber informações sobre um filme e o estúdio não responde às chamadas, presumimos que o dito filme é um autêntico lixo. Mas, por vezes, pode ser apenas uma questão de nervos. A história de Wall-E pode ser sobre uma montanha de lixo, mas o filme é um jardim de delícias bem-cheirosas.
ETUm dos filmes que se espera que se tornem grandes êxitos de bilheteira neste Verão, o projecto da Pixar tem claramente posto a co-distribuidora e produtora Disney com os nervos em franja. E nem é difícil perceber por quê. É demasiado bom. Demasiado inteligente. E, mais importante ainda, demasiado sombrio.
A acção passa-se num futuro distante em que a Terra está coberta de lixo, arrasada por monstruosas e ensurdecedoras tempestades de pó e onde a única forma de vida animal são as baratas (uma piada que literalmente corre por todo o filme). Wall-E é o nome do nosso herói - composto pelas iniciais de "Waste Allocation Load Lifter, Earth class", que, em português, pode ser traduzido como "Localizador, carregador e colocador de desperdícios, classe Terra". Este amoroso e mecanicamente alegre robot foi deixado na Terra para trabalhar sem parar nas sombras das lixeiras do planeta, recolhendo lixo, comprimindo lixo, levando a sua solitária existência no meio de artefactos acumulados e abandonados por uma sociedade humana que desapareceu (um cubo de Rubik, uma lâmpada, uma colecção de isqueiros Zippo que merecia estar num museu).
E, claro, termina cada dia de trabalho com lágrimas (ou óleo) nos olhos a rever uma velha cópia de Hello, Dolly!.
É embaraçoso - será isto tudo o que vai restar de nós? No entretanto, uma grande quantidade de seres humanos viaja há 700 anos pelo espaço, à espera que a Terra se regenere - e, graças à constante atenção de robots, os humanos ficaram reduzidos (se é que podemos utilizar esta palavra) a uma obesidade mórbida, à preguiça e a olhar para ecrãs de vídeo interactivos. Já não estamos na Floresta Encantada. É demasiado plausível.
A expectativa gerada pela chegada de Wall-E, realizado por Andrew Stanton, que esteve por trás de À Procura de Nemo, tem a ver sobretudo com a Pixar. O estúdio de animação responsável por Os Super-Heróis e Ratatouille é uma empresa que apresenta uma excelente performance em filme, e a única coisa que actualmente dá alguma credibilidade artística à Grande Disney. (Acha que não? Por acaso já assistiu a Hannah Montana?) Toda a gente sabe que o mercado está tão faminto por material passível de ser visto por todas as idades, que mesmo um modesto gasto em publicidade é suficiente para vender qualquer coisa às famílias norte-americanas que gostam de ir ao cinema, especialmente se essa coisa for de desenhos animados. Mas agora, quando a Pixar podia descansar à sombra dos seus êxitos, o estúdio faz o seu filme mais ousado. (Sim, é verdade que também está quase a estrear Toy Story 3, pelo que não está a arriscar tudo no filme do robot do lixo. Mas mesmo assim...)
O que o tio Walt e a sua Disney fizeram no passado pela vida animal selvagem (Bambi, Tambor, vocês conhecem a família), está agora a Pixar a fazer pelos objectos animados/inanimados. Através dos gestos antropomórficos e da ternura vocal, as personagens de Wall-E ficam mais humanas do que os seres humanos (era esse o objectivo, obviamente). Ficamos com a sensação de que este filme é o que a Pixar tinha como objectivo desde Luxo Jr., a curta-metragem produzida em 1986 acerca de um candeeiro (e que fornece o logótipo da companhia). Nem tudo aqui é original - a personagem principal é uma transposição directa, a nível físico e vocal, de ET (o conhecido engenheiro de som Ben Burtt, que criou a voz do ET, também faz a voz de Wall-E, sem utilizar nenhum som claramente humano). Eve ("Extraterrestrial Vegetation Evaluator", ou seja, "Avaliadora de vegetação extraterreste"), que chega para recolher amostras de plantas e roubar o coração de Wall-E (e com a voz de Elissa Knight), é uma uma heroína de anime japoneses repleta de bips e murmúrios. As comparações com Tempos Modernos de Charlie Chaplin - feito numa época em que o som já estava disponível mas em que se confiava quase exclusivamente nos efeitos sonoros cómicos, ou em vozes sem corpo que celebravam as virtudes de um presente incerto - são inevitáveis. As rotinas da linha de produção na nave espacial Axiom lembram Monstros & Companhia, também da Pixar.
Mas Wall-E é, na realidade, um filme de arte, o que pode ser uma má notícia para a Disney. Encantado com a sua própria tecnologia, a sua própria arte - e quase, quase, ao ponto de permitir que a tecnologia sublime a história. A chave para filmes da Pixar como Toy Story tem sido demonstrar uma execução inovadora mas relegar o software para segundo plano e deixar que a narrativa tome o comando. E, já que falamos nisso, Toy Story é também um filme sombrio - há uma segunda história, nunca assumida, acerca de um casamento falhado, e pessoas com problemas económicos - e, em Os Super-Heróis, o tema da filosofia de Ayn Rand era recorrente. Por isso, talvez fosse de esperar as paisagens citadinas pós-apocalípticas e a Humanidade dizimada que infectam Wall-E.
E quanto mais penso no assunto, mais concluo que é uma jóia de filme - na concepção, na execução e na mensagem. Mas, e como dizem no Congresso: "E os miúdos?"
O miúdo de 5 anos que está sentado ao pé de mim resume quase tudo ("Creio que o realizador Andrew Stanton se está a comprazer nas semióticas de Godard"). Agora a sério, os miúdos - que se têm rido bastante - ficaram muito quietos durante algumas cenas do filme, especialmente quando a Terra parece irrecuperável. O olhar de Wall-E quanto às nossas perspectivas de futuro também não me animaram muito, mas a ideia de que uma companhia situada no negócio do entretenimento mainstream tenha conseguido algo tão criativo, substancial e de aviso como este filme tem que aumentar as nossas esperanças para a Humanidade. Agora passem-me os chocolates. E ONDE ESTÁ O MEU ROBOT?

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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

Onde há fumo...

... há fogo. A versão da inoquidade económica dos biocombustíveis, por muito boa gente apregoada, começa a cair por terra...

 

Relatório confidencial responsabiliza-os pela crise alimentar mundial

Banco Mundial: biocombustíveis fizeram preços dos alimentos disparar 75 por cento desde 2002

04.07.2008 - 11h06 PUBLICO.PT

Mais de um terço do milho norte-americano é agora usado na produção de etanol (In Público)

Os biocombustíveis forçaram os preços dos alimentos a aumentar 75 % desde 2002, segundo um relatório confidencial do Banco Mundial, que os responsabiliza pela crise alimentar. O jornal britânico “The Guardian” publica hoje excertos do relatório.
O relatório, concluído em Abril mas que ainda não foi publicado, diz que o aumento dos preços da energia e dos fertilizantes foi responsável por um acréscimo de apenas 15 % nos preços dos alimentos.
Este documento, da autoria de Don Mitchell, economista sénior do Banco Mundial, contradiz a tese norte-americana de que os biocombustíveis contribuíram com menos de três por cento do aumento dos preços dos alimentos. Por isto mesmo, vários analistas acreditam que o relatório ainda não foi divulgado para evitar embaraçar a administração Bush. “Iria colocar o Banco Mundial num ‘hot-spot’ político com a Casa Branca”, comentou ontem um analista, citado pelo “The Guardian”.
Segundo o Banco Mundial, o aumento dos preços dos alimentos colocou 100 milhões de pessoas em todo o mundo abaixo do limiar de pobreza. Bush aponta o aumento da procura na Índia e China como causas do aumento dos preços. Mas o Banco Mundial não concorda. “O rápido crescimento dos rendimentos nos países desenvolvidos não originou grandes aumentos no consumo mundial de cereais e não foi um factor responsável pela grande subida dos preços”, revela o estudo. A aposta da União Europeia e dos Estados Unidos nos biocombustíveis teve, de longe, o maior impacto nos “stocks” alimentares e nos preços.
A União Europeia tem como meta dez por cento de biocombustíveis nos transportes, até 2020. Mas este objectivo está debaixo de críticas.

Uma mão cheia de milho antes de processado. Foto: Charlie Neibergall/AP, In "The Guardian"

Biocombustíveis distorceram o mercado, diz relatório


“Sem o aumento dos biocombustíveis, os ‘stocks’ mundiais de trigo e milho não teriam registado um declínio tão acentuado e o aumento dos preços devido a outros factores teria sido moderado”, conclui o relatório, citado pelo “The Guardian”.
O relatório explica que a produção de biocombustíveis distorceu o mercado: os cereais destinados à alimentação passaram a ser usados para produzir combustível - mais de um terço do milho norte-americano é agora usado na produção de etanol - e os agricultores têm sido incentivados a dedicar solo agrícola para a produção de biocombustíveis. Além disso geraram especulação financeira no sector dos cereais.
O Governo britânico prepara-se para publicar o seu próprio relatório sobre o impacto dos biocombustíveis, o “Relatório Gallagher”.

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Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Pessimistas?

Ou realistas?
24.06.2008 - 13h25 - Por Lusa
O "Eurobarómetro" da Primavera, realizado entre finais de Março e finais de Abril, revela que os portugueses são, entre os 27, os que perspectivam com mais pessimismo o que vai ser a sua situação de vida em termos gerais e a situação do agregado familiar nos próximos 12 meses, apresentando ainda dos valores mais baixos quando convidados a antever a situação de emprego e a situação económica no país. Os resultados revelam ainda uma acentuada queda da confiança dos portugueses desde a anterior consulta, no Outono de 2007.
Quando questionados sobre as expectativas relativamente à sua situação da vida em termos gerais nos próximos 12 meses, apenas 15 % dos portugueses inquiridos disseram acreditar que será melhor, o valor mais baixo da União Europeia, onde a média de respostas optimistas foi de 32 %, e muito aquém dos 35 % de portugueses que se mostravam confiantes na consulta do Outono do ano passado.
Relativamente às expectativas quanto à situação do respectivo agregado familiar, os optimistas são ainda em menor número, 11 % (também o valor mais baixo da União, onde no conjunto há 22 % de optimistas), o que representa uma queda de 21 pontos percentuais relativamente à anterior sondagem.
Valor ainda mais baixo é o de portugueses que acreditam que a situação do emprego no país vai melhorar, apenas 8 %, um resultado bem abaixo da média comunitária (21 %) mas que neste caso fica à frente da confiança manifestada por húngaros (5 %) e gregos (7 %). Neste caso, a queda relativamente ao anterior "Eurobarómetro" é ainda mais vincada, com o número de respostas optimistas a cair 28 %.
O desemprego é, por outro lado, apontado como a principal preocupação dos portugueses, já que 49 % dos inquiridos colocam-no no topo da lista (caso único entre os 27), logo seguido da subida de preços/inflação (42 %).
Por fim, questionados sobre as expectativas quando à situação económica do país nos próximos 12 meses, apenas 1 em cada 10 portugueses (10 %) acredita que vai melhorar, o terceiro valor mais baixo entre os 27 a par do Reino Unido e Grécia, e à frente da Irlanda e Finlândia (9 %) e Hungria (8 %).
Em Portugal, a consulta foi levada a cabo, pela TNS Euroteste, junto de 1001 pessoas entre 26 de Março e 24 de Abril.
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publicado por ehgarde às 15:51
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