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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Nova crise de petróleo em perspectiva

Consomem-se 85 milhões de barris por dia e em 2030 serão 106 milhões

13.11.2008 - 09h12 - Por Ana Fernandes 
A Agência Internacional de Energia já não tem dúvidas de que os poços petrolíferos em actividade pelo mundo estão a baixar a sua capacidade de produção e, com isso, está aberta a porta a mais uma crise do petróleo.

No seu último relatório, ontem divulgado, o organismo admite que já se regista uma queda de 6,7 % na produção, que chegará aos 8,6 % em 2030. Com o aumento que se prevê na procura, é urgente que se façam investimentos, ou haverá uma nova crise, eventualmente pior do que a deste Verão, alerta.

A novidade do relatório deste ano é o estudo exaustivo feito pela agência a 800 dos maiores campos petrolíferos do mundo. Para constatar que a taxa de declínio "vai aumentar significativamente no longo prazo." A situação já nem sequer é famosa hoje. Se a procura não se alterar até 2030, será necessário produzir mais 45 milhões de barris por dia para compensar a queda na oferta, diz a AIE.

Só que a previsão é de um aumento da procura. Hoje consomem-se 85 milhões de barris diariamente, mas em 2030 o consumo deverá estar nos 106 milhões de barris. O que coloca um grave problema, já que o petróleo, apesar de tudo, continuará a ser principal fonte energética do planeta.

A solução, defende a agência, é investir. Mas receia que a actual crise económica refreie a aposta no sector, o que conduziria a uma crise energética. Que já não demoraria muito. "É necessário aumentar a capacidade produtiva em 30 milhões de barris por dia até 2015", defende o relatório. Mas "há um risco real que a falta de investimento leve a uma crise na oferta neste lapso de tempo."

E já há sinais disso. Faith Birol, economista da AIE que ontem deu uma conferência de imprensa em Londres, disse que quase todos os dias se sabe de mais um projecto que foi adiado. 

A agência considera necessário injectar mais de 800 mil milhões de euros por ano até 2030 para aumentar a oferta. E apostar em novas tecnologias de pesquisa e prospecção.

Há, porém, um grande senão nos tempos que correm. Parte do petróleo que se está a descobrir é muito caro porque, ou está a grandes profundidades, ou é dispendioso extraí-lo, como é o caso das areias betuminosas do Canadá. Com o barril a menos de 60 dólares, alguns destes investimentos podem tornar-se desinteressantes.

Um cenário que alguns dos representantes das principais petrolíferas mundiais, que se reuniram recentemente em Lisboa, afastaram. O seu argumento reside no facto de que a programação dos investimentos das suas empresas não se fazem numa base anual, pelo que as actuais oscilações de preço podem não ser determinantes nas decisões.

Dependência da OPEP

Outro dos dados relevantes do relatório é a geografia do petróleo. A expectativa é que a produção caia mais abruptamente nos países desenvolvidos, com destaque para o mar do Norte e o Alasca. A agência considera que será nos países da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) que a produção mais crescerá, passando a representar 51 % da oferta mundial, contra os 44 % actuais.

Muito do investimento que se fará passará, assim, por companhias estatais, que passarão a representar 80 % do aumento da produção de petróleo e gás esperado em 2030, avança a agência.

Os cenários avançados são de grande incerteza. A todos os níveis. Da oferta aos preços, o que se tem como certo é a volatilidade. Por estas razões, a que acresce a segurança no abastecimento energético e o combate às alterações climáticas, a agência continua a dar ênfase à aposta em novas fontes.

Os sinais já são positivos. Segundo as previsões apontadas, as renováveis irão ultrapassar o gás, passando a ser a segunda maior fonte de geração de electricidade, já em 2010.

Mas há o outro lado da moeda, sobre o qual é preciso agir. O carvão, dada a sua disponibilidade mais equitativa em termos geográficos, é a fonte de energia cuja procura mais aumenta. Com todas as implicações que isso tem em termos de emissões de gases com efeito de estufa.

Sabendo-se que é na China e na Índia, assim como no Médio Oriente, que se esperam os maiores picos de crescimento da procura, há que encontrar alternativas para fazer face ao aumento das emissões. 

Se a tendência actual se mantiver inalterada, os gases libertados pelo sector energético aumentarão 45 % entre 2006 e 2030. A agência avança que para se conseguir estabilizar as emissões de forma a que não se ultrapasse um aumento da temperatura global em três graus, tem de se caminhar para um modelo energético de baixo carbono, assente nas fontes alternativas (onde inclui o nuclear) e no sequestro e enterro de carbono.

Isso implicaria um investimento de 3,2 mil milhões de euros, ou seja, 0,2 % do Produto Interno Bruto mundial. Para se baixar a fasquia para os dois graus, seriam necessários investimentos na ordem dos 7,3 mil milhões, isto é, 0,6 % do PIB global.

Mas só a eficiência energética poderia poupar 5,5 mil milhões em energia. Um dos campos onde se deve agir é nas cidades. É nelas que mais energia se gasta e a tendência é para continuar. Já hoje, dois terços da energia consumida no mundo ocorre nos meios urbanos. Em 2030, esta responsabilidade passará para três quartos.

Mas mesmo no cenário mais restritivo em termos de emissões, o petróleo continua a ter um lugar central. A agência faz questão de sossegar os grandes produtores de petróleo, afirmando que, mesmo que o mundo invista a sério numa economia de baixo carbono, ainda vão ser necessários mais 12 milhões de barris por dia em 2030 a acrescer aos que já hoje se consomem.

 

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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Começou de novo...

Os especuladores do petróleo atacam de novo:

 

“Brent” continua abaixo dos 80 dólares

13.10.2008 - 12h19 Reuters

O preço do petróleo subia hoje mais de três dólares nos mercados norte-americano e londrino em resposta ao anúncio das medidas aprovadas pelos governos da Zona Euro para a recuperação de confiança dos mercados financeiros.

Depois de várias sessões a desvalorizar que feziram cair o preço bem abaixo dos 80 dólares (58,92 euros), o barril de “Brent”, que serve de referência a Portugal, valorizava em Londres 3,23 dólares para os 77,32 dólares e o crude, nos EUA, aumentava 3,48 dólares para os 81,18 dólares. 

No entanto, para a Goldman Sachs, o preço do ouro negro pode ainda sofrer mais desvalorizações até aos 50 dólares (36,82 euros) o barril, caso a crise se agrave. “Subestimámos a profundidade e a duração da crise financeira e as implicações sobre o crescimento económico e a procura de petróleo”, defende a equipa do banco de investimento.


Preço do petróleo a subir

 

13h12m

Seguindo a tendência das bolsas mundiais, cujas sessões registam ganhos, também o preço do barril de petróleo está a recuperar da queda de 17 por cento registada na semana passada.

A cotação do crude está a seguir a tendência altista do mercado de acções, que está a reagir positivamente às medidas tomadas pelos vários países europeus e pelos Estados Unidos no sentido de refinanciarem os bancos.

O preço do petróleo para entrega em Novembro estava a subir mais de 4 dólares para 81,80 dólares em Nova Iorque.

O petróleo de Brent, referência para o mercado português, estava a recuperar quase 4 dólares para 78,07 dólares o barril em Londres.

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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Petróleo barato de novo?

Petróleo: Barril de Brent baixa para os US$82,66, o seu nível mais baixo este ano

21h18m

Londres, 09 Out (Lusa) - A cotação do barril de Brent, de referência para Portugal, para entrega em Novembro, baixou hoje 2,01 %, para os US$ 82,66, no International Exchange Futures (ICE), o mercado de futuros de Londres, menos 1,7 dólares do que no fecho da sessão anterior.

Segundo os peritos, na origem das quedas dos últimos dias poderá estar a preocupação dos operadores numa redução da procura devido ao contexto actual de crise, a volatilidade das negociações nas bolsas de Nova Iorque e Londres e o fortalecimento do dólar relativamente ao Euro e outras divisas.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) anunciou hoje a convocação de uma reunião de emergência com os 13 países membros para 18 de Novembro em Viena, onde poderá decidir a redução na produção para impedir estas descidas.

NM./Lusa/Fim


OPEP vai realizar reunião extraordinária a 18 de Novembro em Viena

09.10.2008 - 17h28

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) vai realizar uma reunião extraordinária a 18 de Novembro em Viena para "discutir a crise financeira mundial" e o seu "impacto no mercado petrolífero", anunciou hoje a organização em comunicado. A reunião acontecerá, assim, um mês antes da data prevista, a 17 de Dezembro na Argélia.

"A Organização está preocupada com a deterioração das condições económicas" que poderá ser "contagiosa", afirma o comunicado oficial.

"Os problemas da crise dos créditos imobiliários (...) criaram uma onda de choque nas instituições financeiras, provocando perdas importantes e reforçando as tensões sobre o crédito, o que desembocou numa grave crise financeira", constata o secretariado-geral da OPEP.

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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Petróleo, fonte renovável de energia...

E esta, heim?!?

Laboratório

Cientistas americanos produzem petróleo a partir de bactérias

Sol, EC com CNN

Uma empresa de bio-teconologia norte-americana está a produzir petróleo graças ao produto da digestão de uma bactéria. E não é um bacilo qualquer, é a perigosa bactéria E.coli. 

Produzir petróleo sem ter de esperar 100 milhões de anos é um dos objectivos de cientistas desde há vários anos, e finalmente um laboratório parece ter encontrado uma luz ao fundo do túnel.

A empresa californiana de biotecnologia LS9 inc., está a produzir petróleo através de bactérias, essencialmente o perigoso bacilo E.coli, que causa várias doenças aos seres humanos, como gastroenterites.

Sendo um produto orgânico decomposto, cedo se percebeu que descobrir uma forma de acelerar o processo é a solução para tornar o petróleo uma energia renovável.

E como entram as bactérias na equação? Da forma mais simples. Os cientistas descobriram que os excrementos de algumas bactérias são uma forma simples de petróleo, gasóleo até, se bem que microscopicamente pequena também, para já. No entanto, o laboratório da Califórnia já conseguiu produzir alguns barris, o que leva a crer que poderá ser uma solução rentável no futuro.

As bactérias E.coli usadas são alimentadas com açucar de plantas e os seus excrementos, um líquido muito semelhante a gasóleo, são recolhidos depois. Um processo que tem algumas semelhanças com a milenar produção tradicional de cerveja.

Até se conseguir manter uma produção industrial contínua falta muito tempo, mas as vantagens já existem. O produto da LS9, que começou a ser desenvolvido na garagem de um dos cientistas, não contém as substâncias potencialmente cancerígenas de outros combustíveis. 

E pode ser atingido sem recorrer a plantas que entrem na cadeia alimentar humana ou de animais domésticos, ao contrário do milho, por exemplo, que pode ser usado para fazer etanol mas tal pode ser eticamente incorrecto quando é a base da alimentação de populações.

 

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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

Cada vez mais do mesmo

Não deixa de ser curioso (e triste) o facto de ser cada vez mais do mesmo: a não ser uma tímida hipótese de "extensão das linhas do metro" (para quando? 10 anos?) não há qualquer referência à tracção eléctrica urbana (não esquecer que Porto e Lisboa tiveram enormes redes de carros eléctricos, a primeira resumida a mera exploração turística e a segunda agora com o estatuto de "espécie fortemente ameaçada de extinção" - só gás e diesel.

Além de agravamentos e proibições.

Ambiente

Medidas para melhorar qualidade do ar devem estar escolhidas até meados de 2009

07.08.2008 - 14h36 Lusa

Portagens diferenciadas, aumento dos corredores BUS e a introdução de mais autocarros a gás natural são apenas das medidas possíveis para melhorar a qualidade do ar na Região de Lisboa e Vale do Tejo e Região Norte. O secretário de estado do Ambiente acredita que as medidas a aplicar devem estar escolhidas até meados de 2009.
"O objectivo essencial é defender a saúde de todos nós.

Temos problemas graves de qualidade do ar no Grande Porto e na Grande Lisboa. Houve estudos feitos para as duas áreas que elencaram medidas possíveis. As entidades responsáveis por aquelas várias medidas têm que decidir quais querem adoptar", comentou hoje o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

Com a coordenação das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, as câmaras municipais, transportadoras e concessionários de auto-estradas ou pontes vão seleccionar que medidas consideram mais eficazes para que seja aprovado um Programa de Execução concreto, especificou Humberto Rosa.

No caso da introdução de portagens diferentes consoante a ocupação dos veículos, Humberto Rosa explicou que essa medida teria de ser avaliada por diferentes entidades. No cenário de esta medida ser pensada, por exemplo, para a Ponte 25 de Abril, o assunto teria de ser debatido entre o Ministério das Obras Públicas, as câmaras de Almada e Lisboa e o concessionário da ponte.

Humberto Rosa escusou-se a elencar quais as medidas mais prioritárias, embora considere que a grande maioria delas é "muito eficiente".

"Não há uma pré-decisão daquelas medidas que o Governo entenda que devem ser aplicadas, mas vejo como provável que as entidades competentes as possam vir a adoptar".

Ana Paula Vitorino diz que portagens urbanas são possíveis mas não prioritárias

A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, assegurou hoje que a introdução de portagens diferenciadas e urbanas em Lisboa é uma medida possível, mas não é prioritária e só será utilizada em último caso.

"É possível, é uma medida que vem em qualquer manual de mobilidade sustentável. Já foi aplicada em algumas cidades, como em Londres, mas estamos numa fase em que muitas medidas existem ainda antes de ter que chegar a essa. Será só numa situação limite", afirmou.

Ana Paula Vitorino falava em conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros, após questionada pelos jornalistas sobre uma portaria que determina a execução de medidas previstas num estudo sobre a qualidade do ar na região de Lisboa e Vale do Tejo.

A secretária de Estado disse que a introdução de portagens urbanas e diferenciadas "é o limite da actuação quando tudo o resto já falhou".

Ana Paula Vitorino referiu que os valores limite da poluição do ar foram ultrapassados na região de Lisboa e Vale do Tejo, em particular a norte, e que a principal razão foi "o excesso de utilização de viaturas particulares".

"Há outras medidas em curso para melhorar o problema, como a extensão das linhas do metro, e outras que ainda não estão em curso mas já foi dada a orientação para que se concretizem, como o aumento dos corredores BUS e a introdução de mais autocarros a gás natural", afirmou.

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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Oscilante

O preço do petróleo continua a baixar "à procura do ponto de equilíbrio", já que está a deixar de ser um "investimento interessante".Quando o mar bate na rocha...

Porque quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão, já é hora de nós, consumidores do petróleo energético, começarmos a encontrar formas de cada vez mais prescindir - ou, no mínimo, a reduzir a dependência - desse papel de mexilhão.

 

Tempestade tropical sem efeito no Golfo do México

Petróleo mantém marcha descendente ao sabor da procura 

23.07.2008 - 10h11 -Por Reuters, PÚBLICO
Greg Locke/Reuters (arquivo)
A procura por petróleo abrandou e reduziu a pressão sobre os preços

O preço do petróleo de “Brent” cotado em Londres continuava hoje de manhã a sua marcha descendente das últimas semanas e baixava quase dois dólares (1,27 euros), para 127,62 dólares (81 euros) o barril, acompanhando a evolução da procura mundial.
Em Nova Iorque, o preço do petróleo “light” recuava dos 127 dólares o barril, beneficiando da diminuição da procura energética dos principais consumidores mundiais e da redução do impacto da tempestade tropical no Golfo do México.
Apesar do aumento do valor do dólar em relação às principais divisas mundiais, o preço da principal matéria-prima mundial continuava a demonstrar uma tendência para se ajustar em baixa, porventura à procura de novos pontos de equilíbrios.
A Reuters adianta que para alguns investidores o petróleo pode ter deixado de ser um investimento atractivo e parte do dinheiro que afluiu para esta matéria-prima no último ano pode, agora, estar a ser desviado para outros alvos.
A 11 de Julho, o preço do petróleo em Nova Iorque atingiu o valor recorde de 147,27 dólares (93,48 euros) o barril, mais 20 dólares (12,70 euros) sensivelmente do preço de hoje e representando uma subida de 30 por cento no ano, em comparação com 2007.
Em 2002, o preço do petróleo chegou a custar 20 dólares. De lá para cá, o incremento da procura mundial de petróleo, principalmente dos gigantes China e Índia, fez agravar sustentadamente os preços do petróleo em Londres e Nova Iorque até aos valores máximos atingidos já este mês.

 

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Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Já devia ter desconfiado!

Quando a esmola é grande o santo desconfia!

Eis as respostas (?!?) às questões que o meu anterior post sobre este assunto suscitou: "com papas e bolos..."

 

Acordo para o desenvolvimento de automóvel eléctrico a comercializar em 2011

Sócrates: memorando entre Governo e Renaul-Nissan é resposta a choque petrolífero

09.07.2008 - 11h19 - Por Eduardo Melo

In "Expresso"O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que o memorando que o Governo concretizou com a Renault-Nissan para o desenvolvimento de um veículo movido apenas a electricidade é uma resposta ao actual terceiro choque petrolífero.
Apesar de estar quase tudo ainda por fazer, em particular a instalação da unidade de produção do veículo, a criação de pontos de abastecimento e o desenvolvimento do modelo actual da Renault-Nissan, Sócrates anunciou a comercialização do automóvel no espaço de três anos.
“O Governo português luta por menor dependência do petróleo. O Governo português está empenhado numa orientação estratégia que reduza a dependência energética face ao petróleo”, insistiu o chefe do Governo, lembrando, ainda, que é de uma geração que viveu os três choques petrolíferos e que desta vez não irá ficar parado. “Não aceitamos ficar parados e faremos tudo para alterar o actual paradigma energético”, defendeu o primeiro-ministro. “Queremos aumentar a autonomia do país a nível energético para que no futuro as novas gerações de portugueses possam tomar as suas decisões” com mais autonomia e que não fiquem amarrados ao petróleo, frisou.
Sócrates recordou que quando assumiu o Governo o preço do barril de petróleo estava nos 50 dólares (31,83 euros). Hoje, esse valor quase triplicou. “Há um ano, a primeira vez que se ouviu falar da expressão ‘subprime’ (crédito de alto risco) na comunicação social” o preço já tinha subido para os 70 dólares (44,56 euros). Hoje, está no dobro desse valor, recordou, sublinhando que a alta dos preços tem de ser combatida com mais eficiência energética.

 

(Ver também aqui)


Memorando entre Governo e Renault- Nissan

Sócrates: automóveis eléctricos irão pagar apenas 30 % do imposto automóvel

09.07.2008 - 12h20 - Por Lusa, PÚBLICO

Reuters (arquivo)
EDP, Galp, Efacec, Martifer, Sonae, Jerónimo Martins e instituições financeiras são alguns dos parceiros dos carros eléctricos do futuro

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje que o Governo está a estudar um modelo fiscal para permitir que os futuros carros eléctricos, sem emissões poluentes, possam pagar 30 % do actual imposto automóvel.
O anúncio de Sócrates foi feito na cerimónia de assinatura de um memorando entre o Governo e a Renault-Nissan para a comercialização em Portugal de um veículo eléctrico a partir de 2011.
"Se um carro eléctrico já existisse actualmente, apenas pagaria 30 % do imposto automóvel, já que este imposto tem em 70 % uma componente ambiental. O Governo está disponível para criar um quadro fiscal ainda mais atraente", disse.
Além de vantagens ao nível do preço, o chefe do Governo declarou que caberá ao executivo criar uma rede de infra-estruturas que permita ao consumidor abastecer sem dificuldade o seu carro eléctrico.
"Penso que em pouco tempo seremos capazes de criar essas infra-estruturas para carregar ou substituir a bateria do carro eléctrico", disse. Há várias empresas portugueses que já terão sido contactadas e que podem contribuir para acelerar a introdução de veículos eléctricos em Portugal. Desde logo, a eléctrica EDP, a petrolífera Galp, que possui centenas de postos de abastecimento de combustíveis espalhados pelo país, a empresa de equipamentos eléctricos e electrónicos Efacec, a Martifer, instituições financeiras e redes de supermercados da Sonae e Jerónimo Martins.
O primeiro-ministro demonstrou o desejo de Portugal ser o "laboratório dos futuros carros eléctricos" e de receber tanto o investimento da Renault-Nissan como de outros construtores automóveis.
O protocolo assinado com o grupo franco-japonês prevê que o Governo "proporcione as condições para que o consumidor de um veículo eléctrico não tenha qualquer desvantagem em preços ou mobilidade.
Em relação à aposta nestes veículos sem emissões poluentes, o primeiro-ministro sublinhou que "Portugal está na linha da frente desta aventura com a Dinamarca e Israel", ponto em que aproveitou para deixar uma crítica à União Europeia. "Espero que, no futuro, possamos estar acompanhados pela Europa. Lamento que a Europa ainda não tenha apostado mais neste domínio e não esteja a ser mais ambiciosa, por que não podemos continuar passivos por muito mais tempo", declarou.
De acordo com o memorando de entendimento agora assinado, o Governo português vai estudar conjuntamente com a Renault-Nissan a forma de criar condições adequadas para os veículos eléctricos serem uma oferta atractiva para os consumidores portugueses.
Caberá também ao executivo contribuir para o desenvolvimento das infra-estruturas e organizações necessárias para criar uma ampla rede de estações de carga para os veículos eléctricos, a nível nacional, assim como identificar os canais mais eficazes de comunicação e educação para sensibilizar para a importância destes modelos, que permitem reduzir as emissões.
As negociações entre o Governo e a Renault-Nissan arrancaram em Maio e com este protocolo o objectivo será promover a mobilidade com zero emissões no país.

 

(Ver também aqui e aqui)

 

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Voilà!

 

08-07-2008 15:06:00 - Foto: Bazuki Muhammad/Reuters

G8 faz pouco pela eficiência energética

Os representantes dos oito países mais industrializados do mundo, conhecido pelo G8, preocupam-se mais com o aumento da produção de petróleo do que em reduzir o seu consumo e apostar em alternativas energéticas. Numa ilha paradisíaca do Japão, o G8 aprovou uma declaração conjunta que atribui prioridade ao aumento da produção e refinação por parte dos maiores exportadores mundiais de petróleo e remete para segundo plano a necessidade de desenvolver alternativas energéticas ao crude. Fala-se apenas em “esforços de melhorar a eficiência energética e de diversificar as fontes energéticas. Entretanto, o preço do petróleo duplicou no espaço de um ano e os alimentos dispararam nos últimos trimestres.


Como dizem os nossos irmãos brasileiros, "pimenta no cu dos outros é refresco"...

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Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Petróleo

Afinal...

Papel dos especuladores no petróleo é relativo

26.06.2008 - 12h51 Lurdes Ferreira

O papel dos mercados financeiros no sector da energia é cada vez mais importante, mas eles não são culpados pela escalada dos preços de petróleo, são mais uma consequência. Foi este o tom do testemunho de um dos maiores especialistas mundiais em energia, Daniel Yergin, preparado para o Congresso dos EUA.
Segundo Yergin, existe neste momento instalada nos mercados uma psicologia de escassez. E, "num mercado apertado, os preços sobem". "Os mercados financeiros desempenham hoje um papel crescentemente importante na formação de preços - respondendo, acentuando e exagerando as tendências de oferta e procura, de geopolítica e outras".
Acrescem, no entanto, outros factores que, juntos, são responsáveis por a reserva mundial de capacidade de produção de petróleo - uma almofada de segurança do mercado - ter baixado de cinco milhões de barris diários em 2002 para dois milhões actualmente. Para isso, contribuiu fundamentalmente a Nigéria, que produz um milhão de barris abaixo da sua capacidade, devido aos ataques na sua principal região produtora. Noutros países (Rússia e Venezuela), a produção estagnou ou afunda-se (México). "Um mercado apertado é mais susceptível à crise, mais vulnerável ao impacto das rupturas e perturbações", afirma o especialista.

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Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Às aranhas (2)

Se calhar há mesmo (muitas) razões para os portugueses se sentirem pessimistas...

Falta de política única energética fragiliza Europa

24.06.2008 - 15h35 - Por Lusa
A falta de uma política única energética fragiliza a Europa na relação com a OPEP, considerou hoje a economista americana Laura Randall, no dia em que os responsáveis comunitários se encontram em Bruxelas com o poderoso cartel petrolífero: "Se a União Europeia (UE) não encontrar uma política única no que toca ao petróleo ou às alternativas disponíveis, será difícil manter uma boa relação [com a OPEP]", disse à agência Lusa a académica, autora de vários livros sobre política económica dos países produtores de petróleo da América Latina.
Laura Randall, professora de Economia no City College e no Hunter College de Nova Iorque, considerou mesmo que "o petróleo pode ser um tema com poder para provocar a dissolução da UE", uma vez que poderá alienar os cidadãos europeus. "Uma grande parte da população poderá sentir que não beneficia com a situação ou que não tem controlo suficiente sobre quem decide sobre a quantidade de petróleo a enviar para o mercado," considerou.
Com o preço do petróleo a aumentar continuamente e a atingir hoje os 138 dólares depois de já ter subido a máximos históricos próximos dos 140 dólares, a UE pediu hoje à OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo para aumentar a produção petrolífera, com Bruxelas a esperar que o aumento da oferta reduza o preço petrolífero.
"Não há razão para manter tectos de produção", disse o comissário europeu para a Energia, Andris Piebalgs à entrada do encontro em Bruxelas, com Chakib Khelil, presidente da Opep, a garantir que os preços do petróleo "não vão baixar" e que o cartel "já fez o que pode".
É neste cenário de demasiada procura para pouca oferta que Laura Randall defendeu em entrevista à agência Lusa a alteração do modelo energético europeu e adivinhou um futuro complicado para os europeus.
"Poderá provocar, ao nível do consumo, por exemplo, o uso menos intensivo do aquecimento eléctrico, ou a necessidade de se voltar a recorrer a lavadeiras, se a conta da energia da máquina de lavar roupa se tornar insuportável," revela. "Ao nível da produção, haverá maior controlo sobre o consumo de energia e, sempre que possível, substituir-se-ão as tecnologias mais dispendiosas por mão-de-obra," adianta.
Mas o maior impacto, segundo Randall, poderá dar-se ao nível da localização das unidades de produção. "Talvez se tornem menores e mais perto dos mercados, para evitar os custos de transporte." "A alternativa é continuar a apostar no desenvolvimento dos substitutos do petróleo", assegura. "A Europa já está a trabalhar nesse sentido. Além da energia atómica e da energia eólica, as taxas sobre os derivados do petróleo são já superiores às praticadas nos Estados Unidos. É uma boa medida para desincentivar o consumo", conclui.
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