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Sábado, 11 de Outubro de 2008

Muito quente!

Megalaser tentará criar fusão nuclear para gerar eletricidade

10/10/2008

Um programa para produzir energia em abundância por meio de fusão nuclear e sem poluir o ambiente, usando um jato de laser colossal do tamanho de um estádio de futebol, teve início na Europa. O laser extrairá a energia ao comprimir átomos de hidrogênio - um processo muito semelhante ao que ocorre no Sol.

Maquete do laboratório HiPER.[Imagem: Hiper]

Duas abordagens para fusão nuclear

A Europa já está investindo no projeto de fusão Iter, que busca atingir o mesmo objetivo, porém usando compressão magnética. O novo programa, batizado de Hiper (sigla em inglês de Pesquisa de Energia Laser de Alta Potência) , é visto como uma alternativa necessária e complementar ao primeiro projeto. "Temos duas abordagens por causa do prêmio que está lá - energia de fusão é o Santo Graal das fontes de energia", diz o chefe do Hiper, Mike Dunne. "Esse processo oferece segurança no suprimento de energia porque o combustível vem da água do mar, oferece suprimentos abundantes, é limpo e seguro", acrescenta o pesquisador. "Então, o prêmio é enorme, e acreditamos que precisamos de tantas abordagens quanto possíveis para tornar esse prêmio uma realidade."

Energia por fusão inercial confinada

O desafio técnico de fazer a energia de fusão se tornar realidade é, no entanto, enorme, e tentativas de encontrar uma solução viável tem deixado os cientistas frustrados há 50 anos. O projeto Hiper vem sendo financiado pela Comissão Européia e envolve a participação de 26 instituições de dez países. A Grã-Bretanha, a República Checa e a França estão entre os mais ativos. A intenção é resolver questões práticas para a construção de um laboratório experimental para demonstrar a chamada energia por fusão inercial confinada. Um laser de alta potência comprimiria o hidrogênio para conseguir uma densidade 30 vezes maior do que a do chumbo. Um segundo laser aumentaria a temperatura do hidrogênio comprimido para acima de 100 mihões de graus Celsius. Nessas condições, os núcleos do hidrogênio se fundiriam para formar hélio. Segundo a teoria, uma pequena quantidade de massa seria perdida e uma quantidade colossal de energia seria liberada. "Imagine o motor de um carro", descreve Dunne. "Primeiro, você injeta o combustível (hidrogênio) e, então, no motor do carro, um pistão vai comprimir o combustível." "No nosso caso, usamos um grande laser para comprimir nosso combustível de fusão", acrescenta. "Então, como no motor do carro, você tem uma vela que acende o combustível." "Também usamos uma vela, mas, no nosso caso, usamos um outro laser - um laser de potência muito alta, um laser de pulso muito curto. Depois você repete o ciclo várias vezes - exatamente como no motor do seu carro."

Comprovação da teoria

A "prova do princípio" da fusão laser é aguardada nos próximos anos, baseada em dois lasers de grande escala que estão quase prontos - na National Ignition Facility, na Califórnia (Estados Unidos), e na Laser Megajoule, em Bordeaux, na França. Espera-se que esses laboratórios mostrem em eventos separados que mais energia pode resultar do processo do que a necessária para iniciá-lo. O papel do Hiper vai ser demonstrar os aspectos práticos e técnicos da exploração do princípio, ou seja, como transformar estes eventos separados em um ciclo contínuo que tornará usinas comerciais de energia uma realidade.

Projeto em andamento

Na semana passada, a documentação legal foi assinada para iniciar a fase atual do Hiper. O projeto está sendo financiado com 13 milhões de euros em dinheiro vivo e aproximadamente 50 milhões de euros em assistência material - fornecimento de hardware e de especialistas dos países membros. Se tudo der certo, os estudos de praticabilidade vão ser sucedidos por um período de criação de protótipos, seguido pela construção de uma unidade de demonstração por volta do final da próxima década.

Duas estrelas

Os prazos envolvidos não são diferentes dos do outro tipo de fusão que está sendo pesquisada pelo Iter (sigla em inglês de Reator Experimental Internacional Termonuclear), em construção em Cadarache, na França. O Iter vai tentar obter a fusão a partir de um volume de gás superaquecido confinado por campos magnéticos em um instrumento em forma de rosca.

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publicado por ehgarde às 18:21
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Petróleo barato de novo?

Petróleo: Barril de Brent baixa para os US$82,66, o seu nível mais baixo este ano

21h18m

Londres, 09 Out (Lusa) - A cotação do barril de Brent, de referência para Portugal, para entrega em Novembro, baixou hoje 2,01 %, para os US$ 82,66, no International Exchange Futures (ICE), o mercado de futuros de Londres, menos 1,7 dólares do que no fecho da sessão anterior.

Segundo os peritos, na origem das quedas dos últimos dias poderá estar a preocupação dos operadores numa redução da procura devido ao contexto actual de crise, a volatilidade das negociações nas bolsas de Nova Iorque e Londres e o fortalecimento do dólar relativamente ao Euro e outras divisas.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) anunciou hoje a convocação de uma reunião de emergência com os 13 países membros para 18 de Novembro em Viena, onde poderá decidir a redução na produção para impedir estas descidas.

NM./Lusa/Fim


OPEP vai realizar reunião extraordinária a 18 de Novembro em Viena

09.10.2008 - 17h28

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) vai realizar uma reunião extraordinária a 18 de Novembro em Viena para "discutir a crise financeira mundial" e o seu "impacto no mercado petrolífero", anunciou hoje a organização em comunicado. A reunião acontecerá, assim, um mês antes da data prevista, a 17 de Dezembro na Argélia.

"A Organização está preocupada com a deterioração das condições económicas" que poderá ser "contagiosa", afirma o comunicado oficial.

"Os problemas da crise dos créditos imobiliários (...) criaram uma onda de choque nas instituições financeiras, provocando perdas importantes e reforçando as tensões sobre o crédito, o que desembocou numa grave crise financeira", constata o secretariado-geral da OPEP.

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publicado por ehgarde às 23:12
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Verde fluorescente

Proteína Fluorescente vale Nobel da Química

O Prémio Nobel da Química foi atribuído ao japonês Osamu Shimomura e aos norte-americanos Martin Chalfie e Roger Tsien pela descoberta e desenvolvimento da Proteína Fluorescente Verde, anunciou o Comité Nobel.

A proteína fluorescente verde (GFP), observada pela primeira vez nas medusas, foi essencial para o desenvolvimento da bioquímica, sendo usada como instrumento de laboratório para iluminar processos em organismos vivos, como o desenvolvimento das células cerebrais ou a propagação das células tumorais.

Shimomura isolou esta proteína de uma medusa encontrada ao largo da costa ocidental da América do Norte e descobriu que ficava verde brilhante sob o efeito de luz ultravioleta.

Em 1990, Chalfie chamou a atenção para o valor da GFP "como marcador genético luminoso", e Tsien contribuiu "para a compreensão da fluorescência" da proteína, segundo a citação do Comité Nobel.

Isso significa que os investigadores puderam usar a GFP para localizar danos produzidos em células nervosas pela doença de Alzheimer ou observar como as células-beta produtoras de insulina são criadas no pâncreas de um embrião em crescimento.

"Numa experiência espectacular, uma equipa de investigadores conseguiu marcar várias células nervosas no cérebro de um rato com um caleidoscópio de cores", conclui o Comité.

O prémio, no valor de um milhão de coroas suecas (1,02 milhões de euros), será partilhado em partes iguais pelos três laureados.

DR
Osamu Shimomura, Martin Chalfie e Roger Y. Tsien

 

 

Nobel da Química para descobridores da proteína verde fluorescente

08.10.2008 - 10h47

O Nobel da Química foi hoje atribuído aos cientistas Osamu Shimomura, Martin Chalfie e Roger Y. Tsien, "pela descoberta e desenvolvimento da proteína verde fluorescente", anunciou o Comité Nobel.

“A proteína verde fluorescente, ou GFP (na sigla em Inglês), foi observada primeiramente na medusa Aequorea Victoria, em 1962. Desde essa altura, a proteína tornou-se uma das mais importantes ferramentas usadas na biociência contemporânea”, anunciou o Comité Nobel.

“Com a ajuda da GFP, os cientistas desenvolveram processos de observação que eram anteriormente invisíveis, tal como o desenvolvimento de células nervosas no cérebro ou a forma como as células cancerígenas se espalham” pelo organismo, refere ainda o Comité.

“Centenas de milhares de diferentes proteínas residem num organismo vivo, controlando importantes processos químicos minuciosos. Se este processo proteico não funcionar, os organismos adoecem. É por isso que tem sido imperativo para a biociência identificar o papel das diferentes proteínas do corpo.

O Prémio Nobel da Química deste ano premeia a descoberta inicial do GFP e uma série de importantes desenvolvimentos que levaram a que fosse usada como ferramenta de identificação na biociência.

Usando a tecnologia de DNA, os investigadores podem agora ligar o GFP a outras interessantes proteínas, que de outra maneira seriam invisíveis. Este marcador brilhante permite-lhes ver movimentos, posições e interacções com as proteínas marcadas, ou ‘alvejadas’” no processo", acrescenta o Comité.

"Os investigadores podem igualmente acompanhar o destino de várias células com a ajuda da GFP, como por exemplo as células nervosas que ficam danificadas com a doença de Alzheimer ou a forma como as células beta, produtoras de insulina, são criadas no pâncreas de um embrião em crescimento.
Durante uma experiência, os cientistas conseguiram identificar diferentes células nervosas no cérebro de um rato com um caleidoscópio de cores".

O japonês naturalizado americano Osamu Shimomura, nascido em 1928, trabalha no Laboratório de Biologia Marinha em Woods Hole, Massachusetts, nos Estados Unidos, indicou o Comité Nobel. Shimomura isolou pela primeira vez a GFP da medusa Aequorea victoria, que vagueia ao sabor das correntes da costa oeste da América do Norte. Descobriu que esta proteína verde brilhava de forma fluorescente debaixo de uma luz ultravioleta.

Martin Chalfie, nascido em 1947, trabalha na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Chalfie demonstrou, por seu lado, o valor da GFP como "marcador" genético luminoso para vários fenómenos biológicos. Numa das suas primeiras experiências, "coloriu" seis células individuais com a ajuda da GFP.

Roger Y. Tsien, que dividiu com os outros dois cientistas um terço do prémio, nasceu em 1952 e trabalha para a Universidade da Califórnia, em San Diego, nos EUA. Y. Tsien contribuiu para o entendimento generalizado de como brilha a proteína GFP. Também foi ele que estendeu a paleta das cores para além do verde, permitindo aos cientistas dar às várias proteínas e células cores diferentes. Isto permite aos cientistas seguirem diferentes processos biológicos ao mesmo tempo.


Em tempo: ver Green Fluorescent Protein (GFP)

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publicado por ehgarde às 14:40
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